sábado, 29 de novembro de 2014

A Gramática do Ciúme!


#SOSEducacao:

A Gramática do Ciúme!

- A Insegurança do Ser -

 


“...O ciúme é o pior dos monstros
criados pela imaginação....!”
Calderón de la Barca



                                        A etimologia da palavra ciúme é originária do latim zelúmen ou, ainda, do grego zelosus. As suas origens remetem ao vocábulo zelos, o qual significa fervor, calor, ardor ou intenso desejo. No inglês, deu origem a palavra jealousy; no francês jalousie; no italiano geloso e, por último, celoso, no espanhol.

Pelo minidicionário Luft de língua portuguesa, o ciúme é caracterizado como sendo um sentimento e apreensão provocada pelo receio de perder o objeto amado ou pode ser denotado como inveja.
                           Na abordagem psicanalítica, Freud em seu texto “Alguns mecanismos neuróticos no ciúme, na paranoia e na homossexualidade” define o ciúme como sendo um estado emocional, podendo ser descrito ou classificado como normal.
                           Mas como não sou especialista (psicanaliticamente falando) e sim, alguém que já viveu um bocado para poder identificar e até conviver com alguns tipos digamos... Ciumentos, posso dizer:
                           Ele, o ciúme, é um sentimento natural do ser humano produzido pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa de quem se gosta. É uma dedicação ao amor.
                            O ciúme pode adquirir um significado mais amplo, não necessariamente associado ao sentimento partilhado entre pessoas, pode ser produzido pelo apego exagerado a algum bem material não querendo partilha-los com outra pessoa. Por exemplo: ciúme dos livros, dos DVDs, do carro, entre outros.
                         Os adolescentes nos anos 70 afirmavam: Mulher e discos (pois fazer coleção de LPs – long play- era mania) não se emprestavam e não se dava.
Conhece algum “macho” que não tem ciúmes do seu carro?
Mas o que é ciúme?
Simples.  É um Substantivo Masculino (na classificação, pois o gênero feminino tem até em maior grau) e é uma Emulação, inveja; um “tipo” de zelo de amor. Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta. Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.
                                  Ciúmes é um pronome possessivo (sim de posse, propriedade) geralmente manifestado por um pronome demonstrativo (do ciumento)
                                  Mas e se você tiver apenas um “ciumezinho”? O elemento “zinho” funciona como uma espécie de adjetivo preso ao vocábulo, mantendo com ele a mesma relação de concordância. Ciumento é a ação, o movimento de quem tem ciúmes.
Geralmente, o “ciumento”, utiliza um advérbio do tipo: ”...Quando você olhou para...”. O que denota ocasião temporal; em qual circunstância: disse que a encontraria, mas não disse quando. Numa interrogação.
                                  Claro que o ciumento está também ligado ao superlativo. Nosso amado idioma fornece seus superlativos por meio de uma simples operação morfológica: (adjetivo+ issimo) afinal não tem meio ciumento... Mas tem ciumentíssimo.
                                  Quanto a classificação do gênero não se preocupe. Este substantivo está em todos os gêneros. Em maior quantidade nos homossexuais (homo – do grego Igual, o mesmo).
                                 Mas se isso se tornar “mania” (literalmente loucura do grego), e agregamos do espanhol, o que geralmente ocorre com os ciumentos de ficarem maníacos, através de seus hábitos idiossincráticos.
Geralmente o ciúme vem acompanhado de outros vocábulos em que se empregam sufixos: Doloroso. Dolor é dor em Latim. Porém, apensar dessa faixa gris de indefinição (ou excesso), podemos estabelecer significativas distinções, mais ou menos correspondentes entre causar e sofrer.
                              Mas se entrarmos no âmbito da paranoia... Bem ai teríamos que estudar os afixos... E quase entra no abstratismo, ou seja, o que não podemos ver e muitas vezes definir a partir de um simples exame etimológico. Isso seria confundir palavras com coisas.
                             Como nosso idioma deriva do latim que por sua vez deriva: 85% do românico e 15% do grego e estes todos formaram a “... última flor do Lácio...” a nossa amada língua portuguesa e a brasilesa também. (sim o gentílico corretíssimo de quem nasceu ou tem cidadania no Brasil é Brasilês e não trabalhador ou aquele que é operário cortando pau-brasil, aquela árvore lindíssima, que, aliás, tem no Jardim Botânico do RJ), as definições precisam ser buscadas de várias formas sem ferir o léxico.
                        Até que alguém me diz: “ah, mas eu li no manual de redação e estilo da... Que ciúmes é ....”.
Besteira. Primeiro os que se dizem “jornalistas” não são autoridades na Língua Portuguesa Brasilesa, tenham certeza disso cada vez mais... Pode-se classificar apenas como um usuário, um pouco mais atento, com alguma experiência. Esses manuais de estilo para jornal obedecem a uma utilidade bem específica: fixa o uso dentro de uma determinada empresa. Só isso.
                              Então se você ouvir o Bonner (sim aquele do JN) dar uma escorregadinha, não o maltrate, ele segue o Manual de Estilo e Redação da Globo. Só isso. Mais nada. E até acredito que ele nem sente ciúmes, pois sua mulher já está em outro “programa”. (viram? Dei denotação para que você pense conotações)
                              Mas de todas as classificações possíveis para colocar “ciúmes” na gramática da minha amada Língua Portuguesa Brasilesa, procure deixar longe dos aumentativos. Pois um “ciumentão” é algo feio até de ver... Quiçá de conviver.
                              Só deixaria uma sugestão aos “ciumentinhos” de plantão: Procurem não utilizar muito algumas variações com verbos ou adjetivos de nossa amada língua, pois se poderiam utilizar sufixos como o vel. Pois na maioria das vezes o “ciumento” é inteligível, descartável. Portanto, preste atenção mais no seu coração (manifestação metafórica do seu grande aparelho bombeador da vida no peito) com o sentimento (este abstrato) que poderá dele advir.
                              Agora por favor, nem tente entrar na morfologia e flexão de nossa amada Língua pátria: O sistema de flexões é muito simples se compararmos com o da nossa língua-mãe, o Latim. Nossos substantivos, em sua grande maioria, pertencem a um único gênero, distribuindo-se pacificamente entre o Feminino e o Masculino. Os que têm dois gêneros (podem colocar os Homossexuais, mas este ainda será masculino, como gênero da língua) seguem um padrão básico que pouco varia como demonstrou o brilhante Mattoso Câmara Jr., o pai da Linguística no Brasil: O feminino é assinalado pela terminação A, enquanto o masculino se caracteriza pela ausência desse mesmo. Sim, desse (o que foi dito) e deste (aquilo que irei dizer ou fazer agora):
                              


Mesmo com toda nossa evolução como seres, continuamos, na maioria das vezes ainda com os mesmos sentimentos transmitidos por memória genética e causam grandes dissabores nos relacionamentos.
Seja apenas você... E aceite o outro como ele é. Simples assim.
                              Agora se não for assim: não haverá o Eu e Tu para formar o Nós. Pois, se haver um Vós, serão, no fundo Eles... Bem dai não é uma relação a dois... Tem outro nome. Não necessário explicitar aqui.
                               Amar é doar... Tudo. O seu melhor, o que existe em você e não se preocupar com o que poderá vir do outro lado. Afinal amar é simples assim... Doar-se... Em tudo.
Mas, tudo isso e os ciúmes?                                                                   
Bem se você não entendeu e tem este “probleminha”... Consulte um especialista.
O resto... Bem.... Daí é resto
Pensar e amar não dói... Já ter ciúmes.. Ah, isso dói um montão!



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