segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

“O Crime é a Única “OPÇÃO” para o ex-Detento! ”

#SOSEducacao:

“O Crime é a Única “OPÇÃO” 
para o ex-Detento! ”
“... O homem é definido como 
um ser que evolui, como o animal
é imaturo por excelência...!

Friedrich Nietzsche

Um desafio de políticas públicas que o Brasil ainda não enfrentou de verdade: a reinserção de presos e ex-presos no mercado de trabalho.
Desigualdades sociais e má distribuição de renda alimentam as altas taxas de delinquência e criminalidade em nosso país. Por isso, o sistema prisional brasileiro está no limite e vai explodir. Este fato, agregado ao preconceito, torna a continuidade no crime a única “opção” para o ex-detento.
Os governos não avançam em políticas públicas de reinserção porque a sociedade ainda vê com preconceito esta alternativa, considerando-a um “desperdício” de dinheiro público. Mas desperdício é deixar como está.
Não pode haver indiferença do Estado, enquanto cresce essa lamentável criminalidade. Se o cidadão fica responsável pela sua própria defesa, fazendo justiça por conta própria, com a privatização do poder de polícia, corremos o risco de uma guerra civil.
Enquanto as rãs coaxam, assiste-se à discussão pública em segurança em torno da implantação de penitenciárias de segurança máxima, em vários pontos do país. Enquanto se pensa na segurança máxima, a preocupação com a educação é mínima, reduzida a questões burocráticas.
Ninguém pode condenar a ideia de se ter penitenciárias com o rigor desejado, nesse eufemismo da “segurança máxima”. O que pleiteiam os educadores e os homens de bom senso é a solução de base, ou seja, escola para todos: educação máxima.
Os próprios governantes brasileiros reconhecem que, em virtude da incidência de muitos crimes, os governos são obrigados a dedicar grandes somas às polícia e ao sistema judiciário. Melhor fariam, é claro, se pudessem colocar esses recursos para melhorar o atendimento educacional, oferecendo uma solução de raiz, que falta ao Brasil.
Está na hora de mudar isso. A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.
#SOSEducacao... Para o professor Nelson Valente...Pensar não dói...


Dos Diálogos com Nelson Valente – 
Professor universitário, jornalista e escritor
Blumenau – SC = 
Arquivos da Sala de Protheus 

Obs.:
Tods as obras publicadas na Sala de Protheus
São de ainteira responsabilidade de seus autores.
O Editor!


domingo, 29 de janeiro de 2017

Mais Inteligência....Menos Violência!"

"SOSEducacao:

“Mais Inteligência... Menos Violência! ”

“... A perseverança é mais eficaz do que
a violência, e muitas coisas que, quando
reunidas, são invencíveis, cedem a quem
as enfrenta um pouco de cada vez...!”

Plutarco


Parece frase feita nos sentidos da autoajuda, mas é exatamente ao contrário. 
Em nova obra, Psicólogo de Harvard defende que: “(...) apesar de nos sentirmos rodeados por violência, ela diminuiu ao longo da história...(...)! ”
Steven Pinker, relata em livro novo, recém-chegado ao Brasil, que o aumento da inteligência se reflete em pontuações médias cada vez mais altas nos testes de raciocínio abstrato, e também o desenvolvimento da empatia entre os seres humanos, propiciaram um declive da barbárie nos últimos séculos.
Para o psicólogo Canadense, a alfabetização e o cosmopolitismo favoreceram uma troca de ideias em nível global que "possibilita a compreensão do mundo e facilita os acordos" entre distintas sociedades".
Diz mais Pinker:
"Apesar de atualmente nos sentirmos constantemente rodeados pela violência, em séculos anteriores a situação era muito pior. Impérios em colapso, conquistadores maníacos e invasões tribais" eram comuns,...!”
A arqueologia forense e a demografia sugerem que em torno de 15% dos indivíduos nas sociedades "pré-estatais" morriam de maneira violenta, uma proporção cinco vezes maior à registrada no século XX, apesar de suas guerras, genocídios e crises de fome.
Nesse sentido, Pinker aponta que a afirmação popular de que "o século XX é o mais sangrento da história" é uma mera "ilusão" que dificilmente pode ser apoiada em dados históricos. 

Em entrevista a revista Nature (mês de dezembro) Pinker relata que:
“A barbárie diminuiu comparada a épocas anteriores não só com relação a conflitos armados, mas também a comportamentos sociais, diz o pesquisador.” 

No século XIV, 40 em cada 100 mil pessoas morriam assassinadas, enquanto atualmente essa taxa se reduziu a 1,3 pessoas.
"Além disso, nos últimos séculos, a humanidade abandonou progressivamente práticas como os sacrifícios humanos, a perseguição de hereges e métodos cruéis de execução como a fogueira, a crucificação e a empalação". Continua o Psicólogo. 


Pinker atribui essa evolução ao aperfeiçoamento da racionalidade e não a um "sentido moral" dos seres humanos, que por si só serviu para "legitimar todo tipo de castigos sangrentos". 
"A propagação de normas morais tornou frequentes as represálias violentas por faltas como a blasfêmia, a heresia, a indecência e as ofensas contra os símbolos sagrados". 
O estudo ressalta que com o tempo o ser humano foi diversificando sua tendência ao comportamento agressivo, presente desde os primeiros Homo sapiens. 
"A racionalidade humana precisou de milhares de anos para concluir que não é bom escravizar outras pessoas, exterminar povos nativos, encarcerar homossexuais e iniciar guerras para restaurar a vaidade ferida de um rei", diz o psicólogo. 

O autor do estudo apoia sua tese sobre o aumento da inteligência em pesquisas anteriores, que mostram como o Quociente Intelectual (QI) médio aumenta a cada geração. 

"As empresas que vendem testes de inteligência têm que normalizar seus resultados periodicamente. Um adolescente médio de hoje em dia se voltasse a 1910 marcaria um QI de 130, enquanto uma pessoa típica do século XX não passaria da pontuação 70 atualmente", explica Pinker.
Mas por que nos parece que esta informação contradiz o que vemos, ouvimos e sabemos diariamente?
Pela informação estar mais rápida nos dias atuais. Hoje a informação é instantânea. Sabe-se o que ocorre no outro lado do planeta no mesmo instante em que acontecem os fatos.
Mesmo que muito distorcidos por quem os faz (imprensa no sentido geral) as redes tendem a contrastar estas informações, repassando exatamente o que está acontecendo. Comprovando, com isso, a teoria do psicólogo canadense, professor de Harvard, nos EUA.
Vemos isso acontecer no Brasil atual. Principalmente no meio político. O que se faz dentro de uma sala fechada do Congresso Nacional, logo o mundo fica sabendo.
Desta forma comprova, novamente, os estudos do psicólogo.
Traz esperanças esta informação e este estudo.
Ou seja: De uma forma ou de outra, estamos evoluindo, em um certo sentido, e podemos continuar a ter fé no ser humano...
Pensar não dói.... Estar atento a evolução, em todos os sentidos também não...



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Da última edição da Revista Nature
Publicado originalmente no Grupo Kasal –
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28531#.WI5c0BsrKyI
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https://salaprotheus.blogspot.com.br/

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Indignação!

Indignação!

“... A esperança tem duas filhas lindas,
a indignação e a coragem; a indignação
nos ensina a não aceitar as coisas como
estão; a coragem, a mudá-las...!”

Santo Agostinho

Creio que o doutor da Igreja católica tenha colocado a solução, na frase em epígrafe, para os problemas do Brasilês, na atualidade deste novo ano, porém ainda vivendo as consequências do que passou.

Indiscutível é a completa incompetência da administração de presídios no Brasil. Fato. Não nos cabe discutir.
Mas muito pior do que isso é “jornalecos e escrevinhadores” extremamente “preocupados” com a violência no Oriente Médio.
Sim, são, literalmente, criadores de “cortinas de fumaça” ao pensamento e discernimento do Brasilês, enquanto seus problemas são gigantescos em termos de segurança. 
Temos uma verdadeira “guerra” nas ruas todos os anos. Cerca de 60 mil homicídios (59,5 mil mortes violentas foram registradas pelo tal de “mapa da violência no Brasil”, somente no ano de 2014) a centena que colocamos a mais, dá e sobra se colocarmos a violência dos presídios.
Mas aonde está o problema?
                                                  
Bem, melhor seria dizer os problemas. Mas confesso, e afirmo: Continuam no mesmo lugar de origem de todos os outros: Congresso Nacional – Leia-se Câmara dos Deputados e Senado Federal -.
Lá, onde deveriam estar os representantes de toda a população, fiscalizando, acompanhando cada ação de governantes e as consequências para a cidadania brasilesa.
É "fogo" utilizar futuro do pretérito, no verbo acima...
Mas, indignação vem do latim Indignari, “estar irritado ou desagradado com alguém, considerar uma pessoa sem valor; de in – negativo, mais dignus, “de valor, apropriado, adequado”.
Em seguida à Discurso do Método, René Descartes, traz as Paixões da Alma, no século dezesseis. Na terceira parte, Das Paixões Particulares, o filósofo, traz em um subitem, ou em seu art. 195, exatamente: Da Indignação:
Diz o filósofo:
                                                             
A indignação é uma espécie de ódio ou de aversão que se nutre naturalmente contra os que praticam algum mal, de qualquer natureza que seja; e muitas vezes esta misturado com a inveja ou com a compaixão; mas seu objeto é totalmente diferente, pois só ficamos indignados contra os que fazem o bem ou o mal às pessoas que não o merecem, mas temos inveja dos que recém esse bem, e sentimos compaixão pelos que recebem esse mal. É verdade que de alguma maneira representa praticar o mal possuir um bem de que não se é digno; o que foi talvez a causa pela qual Aristóteles e seus seguidores, supondo que a inveja é sempre um vício, deram o nome de indignação à que não é viciosa.
Parece que precisamos contrapor o filósofo, ao menos em termos de Brasil.
Estamos tão acostumados à indignação que ela já é parte, já compõe o cenário nacional... Está acima do vício.
Digladiamos em redes, fazemos hangouts, (vídeo conferências virtuais) manifestações ao vivo no YouTube... E em 15 dias tudo está esquecido.
Eis o que os políticos sabem mais do que nós. Eles nos usam exatamente neste sentido. Sabem que somos fracos, omissos e esquecemos com facilidade todo e qualquer assunto.
Um ônibus no estado do Paraná, capotar e morrer 20, dá um rodapé de página e fica por isso mesmo... 100 morrerem em presidio, bem aí é diferente, STF aparece, todo mundo fala em indenização... E por aí vai.
Sim já se tem valores para uma vida. Seja de um bandido preso ou de um inocente que morre por falta de atendimento no SUS.
Esta é a justiçinha brasilesa, somente comparada à países de quarto mundo.
Enquanto isso, como diz um amigo catarinense em seu diário virtual.... Assim caminha a mediocridade....
Cada vez me conscientizo mais que para o Brasilês.... Pensar dói!



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado originalmente no Grupo Kasal –
Vitória – ES.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

JANELAS DO BRASIL II



"Janelas do Brasil - II"

                       


"As Lambanças do Crédito 
no Brasil!"

" ... Os tolos se multiplicam quando

os sábios ficam em silêncio...!"
Nelson Mandela!


Mais uma semana, literalmente, de verdadeiras "asneiras proferidas", por pessoas, de todos os tipos, que por total desconhecimento, do que realmente está acontecendo, "rosnam" várias "informações" como verdadeiras,

Marisa Cruz, a lady paulista, ou como dizem, "a voz rouca" do Twitter, chega hoje nos falando sobre as "lambanças com o crédito" no Brasil, falaciada por quem, com certeza, nao tem a mínima noção do que é crédito e débito para o estado. Ou será que as pessoas tem realmente noção de como funciona o estado?
Vamos ouvir Marisa Cruz...
Tirem suas dúvidas.... Afinal, pensar ainda não dói.




Entendimentos & Compreensões
Marisa Cruz - São Paulo - SP
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O Editor!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

De Nossas Dúvidas!

#PensarNaoDoi:

De Nossas Eternas Dúvidas!
                                 
“...É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos
têm uma confiança absoluta em si mesmos...!”

Orson Welles

                                  O ano apenas começou, mas já saltam, à olhos vistos, as dúvidas sobre os destinos de um povo inteiro: o Brasilês!
                                       O que nos está reservado, pouco sabemos, e não confiamos em mais ninguém; e na grande maioria das vezes nem, ao menos, em nós. As informações recebidas são tão desencontradas que acabamos nos perdendo até mesmo em nossas análises e nos enchendo de dúvidas, até daquilo que já tínhamos uma opinião formada.

Descartes, já disse no século 16: 
                          “Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão muito duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar, seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos , se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas análises das coisas séria. Mas, parecendo-me ser muito grande essa empresa, aguardei atingir um período mais propício que não pudesse esperar outra a não ser ela, na qual eu estivesse, talvez mais apto para executar novos procedimentos nas ideias analíticas; o que me fez diferi-la por tão longo tempo que doravante acreditaria cometer uma falta se empregasse ainda em delibera o tempo que me resta par agir. ”
                                         
                                      Agora, que meu espirito sente-se mais livre de todo os cuidados, e que se consegue um repouso assegurado numa pacifica e quase solidão, aplicar-me-ei seriamente e com liberdade em destruir em geral todas as minhas antigas opiniões.
Ora, não será necessário, para alcançar esse desígnio, provar que todas elas são falsas, o que talvez nunca levasse a cabo; mas, uma vez que a razão já me persuade de que não devo menos cuidadosamente impedir-me de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas indubitáveis, do que às que nos parecem manifestamente ser falsas, o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar para me levar a rejeitar todas. E, para isso, não é necessário, que examine cada uma em particular, o que seria um trabalho infinito; mas, visto que a ruina dos alicerces carrega necessariamente consigo todo o resto do edifício dedicar-me-ei inicialmente, de agora em diante, aos princípios sobre os quais todas as minhas antigas opiniões sempre estiveram apoiadas.

Tudo o que recebi, até o presente momento, em todas as áreas as quais me dediquei, com o mais verdadeiro e seguro, aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora, experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e, é de prudência nunca se fiar inteiramente em que já nos enganou uma vez. (argumento do erro do sentido, primeiro grau da dúvida. É insuficiente para nos fazer duvidar sistematicamente de nossas percepções sensíveis, na analítica de Descartes).
                                     
                                      Destas opiniões enganosas, remetidas como verdade, tirei o sentido e sentimento de que poucas fontes noticiosas, atualmente, são dignas e merecedoras de confiança para dar-lhes como sérias e com isso manifestar, através delas, quaisquer opiniões sobre os acontecimentos gerais
Assim como decisão de novo ano, fico somente com o que considero verdadeiros segundo meus sentidos de apuração e da mora, educação e ensino que tive, principalmente, no estudo dos filósofos, desde os pré-socráticos até os modernos.

Não errei em nenhuma avaliação feita, porem pequei por ter difundido outras que depois, em nova avaliação vi que me era totalmente desencontrada de propósitos sérios e que continham segundas intenções para os propagadores e não para nós leitores e intérpretes.
Volto à minha crítica pura da razão (parodiando Kant) sobre todos os fatos para torná-los público, conforme meus mestres ensinaram-me. Analiticamente, como Descartes faria de qualquer pensamento, para todas as ações de todos os veículos e propagandeados de pensamentos esquisitos, ainda espalhados por nosso lindo e amado Brasil.
Sim entrei o ano pensando mais ainda, visto que não dói.
Créditos? Somente a seriedade de quem a proferir.
Ao resto meu escárnio.
Pensar não dói... Já ouvir asneiras de ditos “profissionais” dói... Muito... Na alma!
Para a frente Brasil.


Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada

Citação de: As Meditações de Descartes
Da primeira edição, Paris, 1641
Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Junior
São Paulo – 1991
Publicado Originalmente no Grupo Kasal-
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28479#.WIUQdxsrKyI
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Janelas do Brasil - I -



Janelas do Brasil!




Bandalha no Brasil!


A Paulista e paulistana

Marisa Cruz chama atenção 
para nossa APATIA NACIONAL.....










Marisa Cruz.
São Paulo - SP
No Twitter
@marisascruz
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São de inteira responsabilidade de seus autores.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sentidos Metaforizados!


#Literatura:

Sentidos Metaforizados!
                                                       
Eu sou assim

Lua em plenilúnio

Sol escaldante
Terra brava
Lago sereno
Estrela Faiscante!

Zinah Alexandrino – Fortaleza

Deixei escrito, mais por pirraça – eis que o meu “guri interior”, ainda permite-: “ não precisam me mandar presente de natal... Pode ser de Manaus, Brasília, Goiânia... Não importa o remetente...”!

Eis que bem antes do Natal, chega-me de Fortaleza. 

Ah, meu Ceará, que lembra o amado nordeste.... De lá chega-me o melhor dos presentes: A nova obra literária da escritora premiadíssima e esmerada em seus escritos Zinah Alexandrino, a qual sou grande admirador.
Uma obra chamada “Metáforas dos Sentidos”, pela Editora Premius.
Lindíssimas poesias transpiradas desta autora magnifica, adornando sua obra perfeita com uma capa que eleva os sentidos. Entre a Lua, e um Lobo uivando, como se cumprimentando-a, e na luz uma fada sentada.
Ah, Zinah, e suas peraltices poéticas. Até nas imagens.
Zinah, inicia sua obra citando Honoré de Balzac, para explicar seu amor à poesia que lhe vem de dentro.
Com um prefácio, extremamente poético, gentil, porém humilde, em toda a descrição que esta escritora brasilesa merece, está outra autora incomparável: Giselda Medeiros, da Academia Cearense de letras.
Falar de Zinah, é chover no molhado. Dona de dezenas de obras, todas premiadas nacional e internacionalmente.
Parodiando Giselda, em seu prefácio, digo que esta “oficina de palavras”, a qual Zinah está sempre debruçada saem de suas “ferramentas” da mente divina e um coração gigantesco, todas elas, as palavras tão necessárias para concluir o ano louco que foi 2016.
É uma obra para começar 2017, deliciando-se, literalmente digerindo cada belíssima poesia que fica agora para a posteridade.
“As Minhas Estações”, à página 21, deixa escrito Zinah:

Meu dia se fez madrugada
E ainda não vieste...
Mesmo que retornes
Com o inverno, em mim,
Haverá sempre primaveras

Meus dias de outono
E de verão já se dissiparam;
Tuas promessas de volta,
Com eles, navegaram.

Agora, não me restam
Mais estações à tua espera.
Mas, em mim, até voltares,
O tempo continuará a ser
Para sempre, essa quimera.
                                       
As palavras brotando das poesias, vão penetrando na alma, e fazendo o coração quase parar.... Ah, algo e tão profundo em cada poesia que toca a alma.... Não tem como não brotar, vez por outra, uma lágrima, teimosa, e escorrer pela face.... Ao ler poesias de Zinah.

Ela tem este poder de encantamento através das palavras bem ditas.

Até as melancolias nos fazem bem. Como se lavassem a nossa própria, de nossa alma. De nossos recônditos mais profundos.
Pulo para a página 81, senão colocarei toda a obra aqui.
Lá Zinah, traz SETE;

Privei-me de gulodices,

Esqueci-me dos tesouros deste mundo,

Condenei a luxuria.
A ira não habita em mim...
Da inveja estou distante,
O sumo da preguiça nunca me alcançou.
Soberba eu não sou; e não tenho prazo de validade.

Até em suas “contabilidades” emocionais, Zinah revela, para nós simples mortais e leitores, a grandiosidade que alcançou para a poesia do Brasil neste tempo.

Ultrapassas o limite da admiração, e para não cair nos exageros, geralmente efetuados em críticas literárias, limito-me a deixar dito:

Que privilégio lê-la, senti-la, conhece-la, poder amá-la, através do que lhe vem do coração transpirado de amor puro e nos contagia de tal forma que ficamos embebecidos de suspiros elevados por ser que amamos, que amaremos.... Que somos.
Digníssima obra desta amadíssima Nordestina presenteando o Brasil.
Dos sentidos, após ler as obras, tudo ficou metaforizado. 
Dos sentimentos adquiridos tudo ficou clarificado.
Das emoções recebidas tudo ficou lacrimejado, pelo que transpiram as palavras em significados tão.... Tão.... Tão....
Sugiro a leitura. Mas prepare-se para um emaranhado ou junção de todos os teus sentimentos... E administre-os. 
Eis o efeito de ler Zinah.
Obrigado nobre escritora e poetisa Brasilesa por nos presentear com tanta divindade literária.
Que sejamos merecedores.
Pensar não dói.... Ler as poesias de Zinah eleva-nos!




Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada

Da obra Metáfora dos Sentidos 
De Zinah Alexandrino 
Editora Premius – Fortaleza – Ceará- 2016

Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios - Vitória - ES. 
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28450

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Celebrando a Vida!

#Literatura;

Celebrando a Vida!

Cada um dá o que tem.

Uns dão carinho, amor ou desdém
Fazer o bem sem olhar a quem
Poucos, quase ninguém.



Marinilce Schmitz


Estou em uma palestra. Na mesma fileira, à esquerda, duas cadeiras depois está minha amiga de alma e irmã literária Marinilce.

Enquanto a palestra continua, chama-me a atenção Marinilce, com um caderno espiral grande, anotando sem parar. Primeiro pensei estar ela interessadíssima no assunto.
Somente depois, no intervalo, ela me mostra.
Somente naquele momento tinha escrito três poemas.
Não que a palestra não fosse interessante. Não é isso. Mas a transpiração de Marinilce parecia verter naquele ambiente.
Fiquei feliz. Há conheço profundamente desde os anos 90 quando fizemos um trabalho profissional juntos. E lá descobri que esta mulher tinha o mesmo “vício” que o meu: Leitura sem parar.
Conversávamos sempre sobre nossos hábitos de ler até 6 livros em um mês. Mesmo sendo ambos, também, viciados em trabalho.... Ao menos àquela época.
Após ver o caderno, saiu-me automaticamente: “.... Vou esperar o livro.! ”. E terminamos nosso encontro
A surpresa veio no final do ano, recém terminado, mais precisamente em novembro.
Um convite gentilíssimo para o lançamento de “Celebre a Vida”.
Pronto lá estava a primeira coletânea de Marinilce reunida em uma obra primorosa, com uma foto digitalizada e trabalhada, brilhantemente por Welington Weimann, em uma edição da editora Jana Lauxen, da Editora osdezmelhores. 
Primorosamente poética.
Visita-me presenteando-me com tal obra, relembrando, o que disse em epígrafe e me chama a atenção para a página 85; lá está o poema “Cada Um”, que coloquei em destaque no início.

Diz mais neste poema a poetisa Marinilce:

E neste vai ou quase não vem

O mundo se torna um caos para quem convém
Mudar de atitude faz bem
Como chorar para aliviar

Deixa escrito mais Marinilce:

Como brigar para se defender

Lutar para defender alguém
Gritar para ser ouvido
Calar e respeitar e não ir além.

Assim as páginas vão se sucedendo em transpiração poética, vívidas e vividas por Marinilce. Que apenas transpirou o que lhe vai ao coração. A inspiração, tenho certeza, foi divina.

E tem mais, a metade das vendas da obra são beneficentes.
Não esperaria nada diferente desta executiva, empresária, mãe e mulher com sorriso largo embaixo de seus olhos azuis.
Assim como a foto de capa, a autora nasceu em meio ao concreto bruto e dele fez brotar beleza e transparência humana perfeita.
Na contracapa a editora Jana deixa registrado:
Celebrar a vida é a maneira amis eficiente de lutar contra a dor e o concreto, que nos ordenam menosprezar, maltratar, abandonar a vida. E Marinilce divide com seus leitores os caminhos bonitos e tortuosos que percorreu até aprender que, da dor e do concreto, ao invés de amargura e argamassa, pode sair poesia,
Corretíssima a Editora. Perfeita descrição da autora e de sua obra.
Foi um final de ano feliz, em meio a “este feio concreto político”, surge a flor da poesia e a estreia desta nova poetisa gaúcha.
Nova apenas, para o setor literário. A poetisa, tenho certeza, já “habitava” dentro dela.
Parabéns poetisa Marinilce. Belíssima obra.
Pensar não dói.... Poetizar tão bem.... Faz-nos mais bem ainda!
Bem-vinda poetisa....


Entendimentos & Compreensões

Da obra Celebre a Vida
Marinilce Schmitz – RS
Editora – osdezmelhores –
Outubro/2016
Postado originalmente no grupo Kasal – 
Konvenios – Vitória – ES
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28449
Arquivos da Sala de Protheus