segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O que está por trás da dor de amor!
- Será que quando choramos,
realmente, é pela falta do outro - ?





“... A medicina é o remédio 
para todas as dores humanas,
apenas o amor é um mal
 que não tem cura...!”.
Propércio



                        Quando iniciamos um novo relacionamento somos tomados por uma série de expectativas com relação à outra pessoa e tudo o que poderemos viver com ela. Fantasiamos nossos sonhos e ficamos esperando que o outro os realize, exatamente da maneira como idealizamos. No entanto, nos esquecemos de que o outro também entrou no relacionamento com os seus sonhos e desejos que espera serem realizados por nós. Então, de repente um dos lados se frustra achando que escolheu a pessoa errada, pois está com alguém que não lhe completa e resolve terminar o relacionamento. 

                         Após esse término provavelmente os dois serão atingidos pela pior dor que pode existir que é a dor de amor. Para ela não há anestesia ou remédio que diminua o aperto no peito, a falta de ar, a vontade de morrer e a sensação de que nunca mais amará outra pessoa na vida. Para acompanhar e intensificar essa dor aparece um conflito entre amar e odiar a pessoa que foi capaz de nos causar tamanha tristeza. 

                         Mas será que quando choramos realmente é pela falta do outro? Muitas vezes a dor que sentimos pode ser causada pela rejeição, pela dificuldade em acostumar-se com a falta de uma companhia, pela saudade das risadas, por não sermos amados na mesma intensidade que amamos...

No entanto, o que mais mata é perder uma parte nossa que foi embora com o outro e que nunca mais voltará. Afinal, você doou um tempo da sua vida, depositou todo o seu afeto e compartilhou os seus sonhos e expectativas com essa pessoa, e ela agora lhe diz chega, acabou, não dá mais! , vira as costas e vai embora. 

                        Ficar se perguntando por que acabou o que você fez de errado que resultou nesse trágico fim, não é o melhor remédio nesse momento. Procure não cometer o erro de assumir para si a culpa pelo o que aconteceu, pois tanto o sucesso quanto o fracasso de uma relação são de responsabilidade dos dois envolvidos na história. 
                         Apesar de que a capacidade de amar nos faz vermos que estamos vivos, dê um tempo até procurar um novo amor, pois ao contrário do ditado: Nada melhor do que um novo amor para esquecer o passado..., começar um relacionamento sem ter superado a perda, pode ser fatal para a nova reação. Aí, a dor vai de uma nova separação vai ser muito pior. 

                         Essa dor tende há durar um tempo, mas é sadia e faz bem chorar e se recolher por um tempo para poder elaborar o que aconteceu e aí estar pronto para viver novamente. A dor de amor pode ser comparada a um corte profundo que precisou de alguns pontos para ser fechado e diminuir o sangramento. 






Enquanto os pontos estão cicatrizando o local dói, fica incomodo e precisa de curativos diários. Porém, depois de cicatrizado já não se sente mais nada e o que restou foi apenas uma marquinha na pele, que com o tempo pode até desaparecer. Como disse Nietzsche O que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte. 

Para ajudar na sua cicatrização lembre-se que ninguém é insubstituível, que a vida é para ser vivida e que não devemos ficar tão apegados ao amor do outro porque devemos nos amar em primeiro lugar. 

Como já afirmou o poetinha gaúcho Mário Quintana: “... Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão Que o amor existe que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim e que valeu a pena...!”

Pensar Não Dói... Já amar...!



Transpirado das Inspirações de M. Lhano
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES –
www.konvenios.com.br/articulistas