quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Onde nascer faz muita diferença.... Ainda!

 
#Cidadania:


Onde nascer faz muita diferença.... Ainda!
                                             

São duas meninas: Maria Luíza e Aurora. Ambas filhas de brasileiros, e as semelhanças terminam aqui.

Aurora está para nascer a qualquer momento em Reyjavik, na Islândia, avisa sua mãe orgulhosa, no blog do Noblat. A garotinha poderá decidir pela cidadania ao fazer 18 anos, mas até lá ela e sua mãe terão acesso aos mesmos benefícios que o país reserva para as islandesas grávidas, parturientes e mães, que não são poucos. Lá cuidam bem delas.

O pré-natal é gratuito e oferecido a todas as residentes – desde que estejam legais há mais de seis meses –, supervisionado por parteiras e com todos os exames e consultas médicas necessários a cada caso. Aurora poderá nascer em casa ou no hospital, vai depender da escolha de seus pais, e após seu nascimento uma parteira irá visitá-la durante 10 dias, para ajudar na adaptação da nova família.

Seus pais terão três meses de licença parental para ficar com Aurora – cada um – e após esse tempo mais três, a serem divididos entre os dois como acharem melhor, recebendo 80% do salário do governo. Essa licença pode ser tirada a qualquer momento dos primeiros 18 meses da vida da criança, sem a preocupação de perder o emprego por isso. A pequena chegará ao mundo cercada de amor e de pais serenos, livres de preocupações materiais extremas, livres para se dedicar inteiramente ao momento mais importante da vida: receber um filho muito aguardado.
 
                                    


Maria Luíza nasceu em Brasília, em 2016. Sua mãe, Lucivane, é babá e como Beatriz fez o pré-natal pelo serviço de saúde pública do país em que mora, no caso dela o Brasil. Orientada pelo médico que fez seu parto, levou toda a documentação recebida do hospital ao INSS em fevereiro, para requerer licença-maternidade, e saiu de lá com uma senha de atendimento para junho. E soube que só então poderia dar entrada no pedido. A essa altura sua bebê já tinha seis meses, e ela ainda não havia recebido um centavo do que tinha direito.

Ninguém a procurou em casa após o parto, para saber se mãe e filha estavam se adaptando bem, ou lhe ofereceu a possibilidade de tirar mais meses de licença, ganhando 80% do salário. Maria Luíza ainda teve sorte, a patroa de sua mãe continuou pagando seu salário – e contribuindo com o INSS – para que as duas não ficassem desamparadas. Ficou combinado que Lucivane devolveria o recebido, quando o INSS pagasse.

Jamais pagou. Em junho de 2016, Lucivane teve seu pedido de licença maternidade indeferido. O instituto entendeu que por haver recebido durante os meses após o parto, a mãe de Maria Luíza teria trabalhado, não tendo, portanto, direito ao benefício. De nada adiantou o depoimento de sua empregadora, ou os comprovantes que mostram que ela está em dia com suas obrigações, ou as passagens que comprovam que viajou para o Nordeste, para apresentar sua filha aos pais. A notícia é antiga, pode ser que hoje, agosto de 2017, Lucivane tenha conseguido receber o que lhe é devido. O que busco mostrar aqui é a disparidade de tratamento entre duas mães, em consequência do país em que moram. Não deveria ser assim.

                                       
Em termos de captação de impostos, praticamente inexiste diferença entre Islândia e Brasil. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), divulgado em abril passado, a Islândia é o 13º país no ranking mundial de países com carga tributária mais alta (35,5%), nós somos o 14º, com uma carga de 35,04% em relação ao PIB. O problema está no retorno que o Brasil dá a quem paga tanto.

Arrecadamos como os países nórdicos e entregamos serviços dignos das mais pobres nações africanas. Aceitamos sustentar uma elite de privilegiados, enquanto o “andar de baixo” vive em condições subumanas e a classe média desaparece sem mugir. Nada vai mudar enquanto nós não mudarmos, e aceitarmos que nada nos será concedido sem esforço, seja de que ideologia for o partido no poder.

É preciso lutar por mais justiça social, por uma reforma tributária que elimine as distorções existentes hoje, uma administração transparente e leis que punam a corrupção com rigor. Chega de impunidade. Talvez assim, em um futuro próximo, não faça tanta diferença onde nossas brasileirinhas venham a nascer, e as Marias Luízas possam chegar em paz.

Para Beatriz Ramos pensar não dói... Mas quando lembra do sistema de saúde do Brasil....





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Leituras & Pensamentos da Madrugada
Cenas da Vida Real
Beatriz Ramos
Jornalista & Cronista
Brasília - DF
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domingo, 13 de agosto de 2017

"Escrever Sem Ler..... Prof. Nelson!


#SOSEducacao:


Escrever Sem Ler….
- Modismo Educacional Brasileiro! -

                                 


“... Na educação de todo homem existe uma hora
em que ele chega à convicção de que a inveja é
ignorância; de que a imitação é suicídio; de que
ele precisa considerar a si mesmo, tanto por
bem como por mal, de acordo
com o seu destino...!”

Ralph Waldo Emerson


Nas palavras do mestre, Professor Nelson Valente, uma síntese do nosso #SOSEducacão e grande luta pela leitura no Brasil.
As reflexões sobre o desapreço pela matéria escrita, persistente em nossa cultura, a começar pelas escolas, que distanciam os jovens dos livros.
Soma-se a tal situação o império das mensagens visuais nos veículos de comunicação de massa, o que tem aprofundado o distanciamento das pessoas dos meios escritos de expressão.
Na verdade, nenhum povo logrou passar a estádios avançados da civilização sem que esse processo tenha sido intermediado pelo livro. Povo sem literatura condena-se ao atraso e a tornar-se vítima dos mais avançados.
Enquanto em algumas sociedades do mundo ocidental a criança se familiariza com a presença do livro desde o berço, entre nós pode-se vislumbrar uma situação inversa: o livro ingressa nos lares através da criança em processo de escolaridade.

                                     
Desse modo, um programa intensivo de valorização da obra literária nas escolas resultará em benefício de toda a família na medida em que os pais sejam envolvidos no primeiro aprendizado da criança ou do adolescente. 
Criar o hábito (ou gosto) pela leitura é um primeiro passo que depende basicamente de pais e professores.
O bom professor, que estimula o gosto de ler, promove a leitura acompanhada, dialogada, comentada, leitura a dois etc., para identificar com os alunos a existência de uma obra de arte literária.
Se utilizar vocabulário inacessível ou textos em desacordo com o aluno, o resultado será tangencial, não atingirá a meta. Se utilizar vocabulário do mesmo nível dos alunos ou textos que já poderiam ter lido, estará perdendo oportunidade de disponibilizar-lhes outras possibilidades.
O equilíbrio necessário é um dos grandes desafios do professor, que têm turmas numerosas compostas por indivíduos diferenciados.
                                     

Assim, a criança se prepara para o salto civilizador: deixa de ser apenas um ser biológico e se define como ser social. A leitura abre-lhe o campo de aprimoramento do raciocínio, dando-lhe uma sequencialidade lógica de que outros veículos de comunicação não dispõem.

Para o nobre mestre Nelson Valente....Pensar não dói... Já não ler.....




Entendimentos & Compreensões
Nelson Valente – Blumenau – SC
Professor universitário- Jornalista e escritor.
Publicado originalmente em 
http://www.diariodopoder.com.br/artigo.php?i=56960846732
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

JANELAS DO BRASIL XVIII

#Cidadania:

Brasil Honesto...!

                          

"... A formosura da alma campeia e 
denuncia-se na inteligência, na 
honestidade, no recto procedimento,
na liberalidade e na boa educação...!"


Miguel de Cervantes


O Brasil tem salvação?
Claro que sim. E a mestra paulista Marisa Cruz mostra mais um exemplo.
Depois do sucesso de visualizações da edição de
 13, mostrando o exemplo de Costa Rica/MS, Marisa não sossegou, não se conformou que só uma cidade no Brasil fosse exemplo de algo.
E sua busca trouxe resultados. Mais uma cidade do bravo Mato Grosso, desta vez Tangará da Serra, traz um exemplo do BRASIL BONITO, Do Brasil que ainda tem HONESTIDADE!
Ah, palavra tão rara em nossos dias...

Ouça Marisa e se emocione com mais esse exemplo

Parabéns Mato-grossenses, dos dois Mato Grosso, VOCÊS SÃO 

EXEMPLO PARA O BRASIL.

Pensar não dói... Já ser honesto....




Entendimentos & Compreensões
Janelas do Brasil de Marisa Cruz
São Paulo – SP –
Fonte: 
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/tangara-da-serra-cidade-do-mato-grosso-da-exemplo-de-honestidade.html 
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domingo, 30 de julho de 2017

JANELAS DO BRASIL XVII

#PensarNaoDoi:

O Brasil Real...Você Conhece?

                          


É a pergunta da paulista e paulistana Marisa Cruz, a “voz rouca que incomoda os Imorais e manipuladores”, na imprensa e nas redes sociais.
É a isso que Marisa Cruz se refere em sua mensagem:


Antes de cobrar... Você pratica o que você cobra?
Esta é a grande pergunta da guerreira...

Afinal, pensar não dói...

Ouça e pode pensar Brasil......





Entendimentos & Compreensões

Janelas do Brasil - Voz e Criação 
de Marisa Cruz - São Paulo – SP –
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

" O Sentido da Vida...!"

 #PensarNaoDoi


O Sentido da Vida!
                                       

“... O sentido da vida constitui um questionamento 
 filosófico acerca do propósito e significado da 
existência humana. Ela demarca então a 
interpretação do relacionamento entre
o ser humano e seu mundo...!"

P. Tiedemann.


Duvido que um médico possa responder a essa questão em termos genéricos. Isso porque o sentido da vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para outro, de uma hora para outra.
É assim que Viktor E. Frankl, psiquiatra e fundador da Logoterapia, muitas vezes chamada de “terceira escola vienense de psicoterapia”. As duas primeiras são a da Psicanálise de Freud e a da Psicologia Individual de Adler.

Este Psiquiatra, PhD da Universidade de Viena e Professor na Universidade Internacional da Califórnia, a famosa UCLA, morreu em 97 e deixou um legado,digamos, diferençado de Freud.

De quebra podemos afirmar que o que Freud conheceu do Nazismo Alemão foi somente teórico... Já Frankl viveu nos campos de extermínio Nazistas.
Mas oque tem uma coisa a ver com a outra?
Simples. 

                                
                       Da teoria constatada a partir de pequenas experiências em laboratórios e seu famoso divã, Freud não conheceu o mundo além disso. Já Viktor não somente viveu, conheceu de perto e ainda foi conferencista e professor convidado em mais de 200 universidades de todo o mundo.
Por isso quando ele se refere ao sentido da vida, o faz em toda a sua profundidade. De quem já sentiu e aprendeu na própria pele... Ou na alma.

Mas o que importa não é o sentido da vida, costumava afirmar Frankl:

Mas, antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento. Formular essa questão em termos gerais seria comparável a peguntar a um campeão de xadrez:
“ Diga-me, mestre, qual o melhor lance do mundo?!"
Simplesmente não existe algo como o melhor lance ou um bom lance à parte de uma situação específica num jogo e da personalidade peculiar do adversário. O mesmo é valido para a existência humana. Não se deveria procurar um sentido abstrato da vida. Cada qual tem sua própria vocação ou missão específica na vida; cada um precisa executar uma tarefa concreta, que está a exigir realização. Nisso a pessoa não pode ser substituída, nem pode sua vida ser repetida. Assim, a tarefa de cada um é tão singular como a sua oportunidade específica de levá-la acabo.

                             
Uma vez que cada situação na vida constitui um desafio para a pessoa e lhe apresenta um problema para resolver, pode-se, a rigor, inverter a questão pelo sentido da vida. Em última análise, a pessoa não deveria perguntar qual o sentida da sua vida, mas antes deve reconhecer que é ela que está sendo indagada. Em suma, cada pessoa é questionada pela vida; e ela somente pode responder à vida respondendo por sua própria vida; à vida ela somente pode responder sendo responsável. Assim, quando começou-se afalar em logoterapia (psicoterapia fundamentada na busca de sentido.) iniciou-se, ao mesmo tempo a ver na responsabilidade e essência propriamente dita da existência humana.
Sobe a essência Viktor deixou dito:
“ Viva como se já estivesse vivendo pela segunda vez, e como se na primeira vez você tivesse agido tão errado como está prestes a agir agora...!”
Parece que nada estimula tanto o senso de responsabilidade de uma pessoa como essa máxima.
E você tem vivido segundo o seu sentido de vida?
Pensar não dói... Já descobrir os próprios sentidos....





Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Das observações de:
Em Busca de Sentido
Viktor E. Fran
Editora Vozes – 40 Edição – 2016
Rio de Janeiro – RJ.
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES –
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=29055
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domingo, 23 de julho de 2017

"..Poema Sem Título...!"


"Sem título...!"

                               

Poema sem titulo
Sem métrica
Ou ritmo
Poema que explode
Ou escorre
Devagarinho!

Explode espantos,
Medos,
Indignações,
Pasmo diante
Do humano
Onde habita a maldade?

Escorre devagarinho
Silencioso,
Solitário,
Filete de vida.
Um desaforo a maldade.
De onde vem?
Para onde vai?
O que lucra?
O fazer mal?

Orgulho,
Desprezo,
Assassinato em vida.
Qual o preço que se paga
Dessa herança maldita.
Se tudo um dia volta
Pelas leis divinas
O bem que se faz
Em esperança florida
Que morte traz o mal
Para a alma encardida?
Da língua calunia,
Da agressão destruidora,
Da armadilha fatal,
Da mentira venal.
Que fim haverá
Quem assim pratica
O mal pela vida?
Que semeadura
Que caberá
Tão dura?

Ah, loucos desvairados
Que ao mal se jogam
Apressados
Não sabeis que morreis
E matais os que da tua
Entranha saíram?
E os que te pariram?

Que um dia olhos baços
Verás te atormentar
O mal
Dito,
Feito,
Lançado?

Miseráveis sois pela terra
Miseráveis sois pela vida
Miseráveis sois pós ela
Como chaga apodrecida
Levarás além tumulo

Tua maldade cometida
Que já te apodrece
A alma em vida!
Esse verso sem titulo
És para ti

Quisera que acordes
Depressa busque o Bem
Que ele te de alivio
Transforme
E boa sorte.

Te dê vida
Nessa morte que carregas
Onde todos já podem ver
O odor necrosante que exalas
Da tua morte em vida.
Essa tua vida pequena
E corroída!






Entendimentos & Compreensões
Das percepções de 
Candida Maria Ferreira da Silva
Assistente social, teóloga, especialista em Infância
e Violência doméstica pela UFF, palestrante.
Rio de Janeiro - RJ
Contato: 
candida215@hotmail com
Pagina no facebook: 
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Twitter:
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Instragram: https://www.instagram.com/abusoemocionalstop/?hl=pt-br




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quarta-feira, 19 de julho de 2017

" Desafios...!"

 #PensarNaoDoi

Desafios...

                                      

“... Não é o desafio que define quem somos
nem o que somos capazes de ser, mas como
enfrentamos esse desafio: podemos incendiar
as ruínas ou construir, através delas e passo
a passo um caminho que nos leve à liberdade...!”

Richard Bach

Primeiro era o ruído. Um berro nos nossos ouvidos, estrondo, rugir, água forte rolando. A expectativa vinha lenta, esgarçada nos tons suaves da tarde, infiltrando-se em nossos olhos quase que misericordiosos. Era vagarosa a expectativa, certa criança rolando em manhã de maio, fruta exalando cheiro de muito longe.
Depois o ruído crescia. Vinha se despejando forte, batia estúpido na nossa cabeça, doía, tentava. Crescia a angústia, o desejo, o medo, a visão clara do proibido anseio. E era aquele desejo longo, envolvente como abraço, macios dedos estendidos para nossos rostos indóceis, para nossos músculos tensos, para a nossa esperança crescente e incrédula.
                              

Mais tarde, ainda, as pequenas flores das margens, jogadas com força contra os barrancos, e aquela sensação de angústia, a solidão das flores, o seu desamparo que era o nosso desamparo, sua fragilidade que era a nossa. Galhos, seguravam-se em nossos cabelos, ficava o mistério do medo, o mistério do escuro,
E nós tateávamos o escuro, o medo, as pedras sob nossos pés, as cores irisadas, as formas, as pernas recebendo aos poucos o impacto da água gelada, os olhos engolfando-se no todo incrível do mundo novo, da aventura, da descoberta.

                                    
Agora já era esse todo, flores e pedras, barro e limo, água rolando rápida e à nossa frente, indescritível, imensa, grande borboleta de asas abertas para nossos pequenos sonhos, a cachoeira com seus braços cheios de água despejando-se do alto. Nós parávamos e ficávamos mudos. A espera já tinha se derramado por nossos ombros, estirado por nossos olhos, e nós queríamos tocar a água, sentir o frio escorrer por nossos rostos, nosso cabelo empapado, visão de poder e da maturidade sendo criada no desafio à natureza.
E nós desafiávamos água funda e mães, estrépito e adultos, com o mesmo despudor, cabeça levantada alto, riso torto na boca. Nos desafiávamos o mundo sob a cachoeira. Nós podíamos mais. O mundo estava ali, resumido no ruído, nas flores, nas pedras, na água, e era nosso. Contra todos, contra tudo que havia sido dito, escrito, recomendado. Era nosso.
                                       
Um mundo feito de sensações, de cores, de formas, de insetos, de flores, de reflexos, de sombras se criando e se desfazendo,
Perfeito e inalcançado, tão distante e tão próximo, desafio mudo a todas as nossas expectativas. Como hoje. Quanto eu me embrenho fundo no escuro e também faço o meu desafio, e também lanço o meu grito, meu gesto de desapego ao certo e ao fácil. Quando eu me lanço nessa cachoeira, expectante efluída, e esqueço que nunca soube nadar....

Pensar não dói..., Mas, desafios esperam-nos... 

Serenos e calmos...





Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Transpirado de Crônicas Ontológicas/RS-1980
Maria Clara Pinho
Publicado originalmente em 
https://www.revistadoutrina.com
E no Grupo Kasal – Konvenios – Vitório – ES – 
http://www.konvenios.com.br/info/Artigos.aspx?codAutor=117
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