sábado, 17 de setembro de 2016

#SOSEducacao:

...E a Aprendizagem?

“...No âmbito escolar, não deve existir alegria
maior do que perceber o amor verdadeiro
que o professor de seu filho sente
por seus alunos..!”

Rudolf Steiner

Quando, juntamente com o catarinense, Prof. Nelson Valente, criamos a HasTag #SOSEducacao, o propósito primordial era a recuperação do ensino que ensina.
Em outras palavras o de desenvolver seres humanos capazes de, por eles próprios, dar sentido e direção às suas vidas, desenvolver na criança “cabeça, coração e mãos” através de um currículo que balanceia as atividades escolares. Este currículo insere música; artes além de matérias como jardinagem, técnicas agrícolas e horticultura. Através dessa metodologia, os professores buscam despertar o gosto pelo aprendizado, fazendo deste uma atividade não competitiva.
A “escola” criada pelo pensador em epígrafe, há mais de 90 anos, tem os mesmos propósitos, e em países desenvolvidos é uma das principais ferramentas pedagógicas.

O que perdemos na última década e meia, foi exatamente esta perspectiva de fazer o aluno pensar.... Criar o seu discernimento. E a partir dele ver e sentir o mundo.
Tanto para mim como para o prof. Nelson Valente, a educação pública tem diferença enorme da privada.
Na escola privada “entregamos” nossos filhos e deixamos claros quais os valores desenvolvidos na educação do lar, e dentro destes princípios a escola deve continuar repassando conhecimento para que os mesmos se elevem e evoluam por si próprios.

Na escola pública, por mais que deixamos registrados os valores da educação familiar, ela se ocupa basicamente em fornecer conhecimento.
No Brasil atual nem isso. Ela transformou os professores em “doutrinadores”. E estes influenciam em tudo. Destroem os valores da educação familiar e repassam um conhecimento supérfluo, o suficiente para que estes “alunos” sejam “robozinhos” para algum projeto futuro de política e poder.
Eis a base do socialismo ou comunismo, como preferirem, e que foi implantado, bem devagarinho, desde os anos setenta no Brasil, com o tal de “construtivismo” de Freire.
Os professores que se flagraram disso foram afastados e os demais tiveram uma verdadeira “lavagem cerebral” e se transformaram no que conhecemos e levaram o ensino ao que é hoje no Brasil: a um NADA.

Quando entramos na antroposofia (grego "conhecimento do ser humano", introduzida no início do século XX pelo austríaco Rudolf Steiner, pode ser caracterizada como um método de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que amplia o conhecimento obtido pelo método científico convencional, bem como a sua aplicação em praticamente todas as áreas da vida humana) – o prof. Nelson Valente vai preferir a Semiótica – (no fundo tudo está centrado nos símbolos, signos e significados) é ministrado na escola o mesmo currículo exigido em outras escolas como: português, matemática, ciências físicas e biológicas, história e geografia. Mas de acordo com os objetivos da Educação Waldorf, os alunos terão acesso também a matérias como astronomia, teatro, zoologia, botânica, eurritmia, música, trabalhos manuais, artesanato, agrimensura, astronomia de posição, filosofia, artes plásticas e cênicas, assim como línguas estrangeiras. Em termos metodológicos, o currículo Waldorf pode ser comparado a uma espiral ascendente: as matérias são revistas várias vezes e a cada nova exposição uma nova e mais profunda visão do conteúdo exposto é oferecida.
É aqui que entra a Pirâmide de Willian Glasser;
Ela diz assim:

Aprendemos:
10% quando lemos
20% quando escutamos
30% quando observamos
50% quando vemos e ouvimos
70% quando discutimos com os outros
80% quando fazemos
95% quando ensinamos os outros

A leitura, a escrita, a observação, os sentidos naturais do ser, através da visão e audição, a percepção de discernimento através de discussões, a colocação em prática e quando repassamos o que aprendemos.
Tudo está interligado. E nesta interligação começa a formação do ser.
Eis o que se busca com o #SOSEducacao.
Uma forma de valorizar o sistema de aprendizado e conhecendo-o, praticar o ensino. Mas nunca desconhecer a verdadeira educação -. Os valores familiares, o que é trazido de berço -.
Fora disso não estávamos nem educando nem transferindo conhecimentos para nossos jovens. 
Estamos transformando-os o que está saindo das universidades federais, USP como o pior exemplo, e a comparação com os “simples” colégios militares, de onde saíram quase todas as medalhas dos Jogos Olímpicos do Brasil.
De onde saíram estes atletas/alunos mesmo?
Da disciplina, do respeito, da educação plena, de conhecimentos que levam ao discernimento, do patriotismo demostrado pela cidadania e amor ao país em gestos simples: como a “continência à Bandeira Nacional” durante as execuções do Hino Nacional do Brasil.
Eis a pequena GIGANTESCA diferença.
Enquanto nossos poderes constituídos e responsáveis pela educação de nossos jovens – Leia-se governos da União, Estados e Municípios – não se aperceberem e entregarem-se a isto não teremos diferenças e não seremos um país de primeiro mundo.
Simples assim...
Pensar não dói.... Já tratar a Educação e o Ensino do jeito efetuado até agora é crime contra a HUMANIDADE. Sim a humanidade futura de nossos filhos e netos...




Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Fontes 
Rudolf Steiner – Obra Minha Vida
Fundador da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Vitória – Es.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28158
Arquivos da Sala de Protheus
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br