quinta-feira, 23 de julho de 2015


#SerieCompreensão:

  

“... O Cruel e o Piedoso!”


“... A justiça está entre a piedade e a crueldade:
o justo propende para a parte do piedoso;
o justiceiro para a de cruel...!”

 Pe. Antônio Vieira

  “Res dura, et regni novitas me Tália cogunt?
Muliri, et late fines Custode tueri”!
 “A dura condição das coisas e o fato de
mesmo de ser recente um governante
obriga-se a forticar as fronteiras”...

 

Eis uma fala de Virgílio, pela boca de Dido. Citado por Nicolló Maquiavelli em seu capitulo 18 – Dos deveres de um governante com as suas tropas. Aqui, para melhor entendimento cito como governante, o que Maquiavelli dizia ao Príncipe, este comandante de uma região ou reino. Mas o que estou aqui a filosofar em tempos tão difíceis e ainda por cima citando Maquiavelli poderia dizer-me tu que estás a ler agora? Creia-me a resposta é-me muito fácil. Primeiro por que – não se por que “cargas d´água” - o Brasilês subverteu e subjetivou como “maquiavelismos” a tudo que é mau, do mal ou não presta para o povo.
Muitíssimo pelo contrário. O grande filósofo e “conselieri” (conselheiro) dos príncipes regentes sempre aconselhava o príncipe (governante) a tratar muitíssimo bem seus súditos (o povo), pois quanto mais bem o tratassem mais impostos deles poderia ter e seu reinado mais seguro e forte ficaria. Quando um príncipe está a morte, ou já a sentindo,  era em Maquiavelli que buscava conselhos, consolo ou então como deixar o reino (estado) conquistado, em boas mãos para que houvesse continuação:


Maquiavelli disse a um destes, certa vez, em Veneza em 1512 (quando recém os portugueses chegam aqui em terras brasilianas como diziam, pois os holandeses já tinham espalhado pela Europa a qualidade da Madeira chamada “Pau brasilis”, ou seja, durante o Tratado de Tordesilhas que antecedeu ao famoso “descobrimento”) – “Jamais dê poder a quem não tem cérebro“!).
Mesmo mais de quinhentos anos depois me parece, os brasileses ainda não compreenderam este grande conselho. Muito pelo contrário, parece-me que não pensam, pela quantidade de: ”cartões de “bolsa família”, analfabetos funcionais que chegam a academia (universidade) e dela saem da mesma forma e muitos até se tornam “advogados”. Sim, com carteirinha e tudo o mais. E ainda sentem-se orgulhoso de as mostrarem com o símbolo da, hoje, famigerada OAB. Nossa mais antiga instituição republicana, aliás, antes, durante o império, por isso ainda se designa aos advogados o tratamento de “doutor”, devido a um decreto imperial: Apenas isso, hoje envergonha a classe e perdeu o respeito no Brasil.


Tanto que pelo protocolo de cerimoniais oficiais, a entidade tinha primazia após as autoridades constituídas, mesmo com chefes de outros estados (Países) presentes. Hoje, nada mais significa. Sou um “coroa” do tempo que se ensinava “moral e cívica”.
Entremeios ao nosso assunto: Noutro dia adentro o banco do Brasil, de minha cidade, e após passar pela porta giratória de segurança, chama-me a atenção a posição das bandeiras, totalmente erradas para uma estatal  que deveria dar o exemplo para a juventude, Mas como dar exemplo se “funcionário público”  no Brasil que  leva a “pecha” de apenas cumprir horário, (bater o ponto) e receber o “seu” tranquilamente, todo mês, e não se preocupar com nada? Passividade absoluta, Nada se pode exigir de seres deste tipo – com raríssimas exceções -. Nestes casos sempre cito, em minhas crônicas ou em redes ditas sociais o exemplo de um homem público honrado o meu amigo Macapense (para quem não sabem gentílicos) que reside em Macapá, capital do Amapá, para quem não sabe geografia, o honrado procurador José Cassiano,


Quando o nobre filósofo dava um conselho ao governante (da época) sempre pensava em dois lados: O do governante e o do povo, O que se desconhece hoje, com estas “coisas” que estão no governo Brasilês.
Coisas? Sim não podemos chamar de partido uma agremiação que está ligada diretamente e internacionalmente ao crime. Sim, ao narcotráfico e ao comunismo disfarçado, aqui, de socialismo barato e muito mal estudado – ofendendo a inteligência do brasilês (nosso gentílico correto) e ao qual esta diretamente ligada nosso principal governante. A presidente da República, e por outro ado, o vice-presidente – Ligado a outra agremiação – que no Brasil todos, até os ignorantes e ignóbeis sabem, serem uma agremiação que está sempre (historicamente e é verdade) “em cima do muro”. Ou seja: Pende para o lado que mais lhe convier. E o povo: Dane-se o povo (os súditos como diria Maquiavelli).
Não interessa o povo para este tipo de espécime que, mesmo com mais de 500 anos, ainda não aprendeu, que somente sobrevivem através e com o povo, a população, os eleitores. Depois que lá chegam, que conquistam com mentiras, revela, na realidade quem realmente é: gentalha e um bando de canalhas, (quadrilha).


 Nem se pode chamar de Máfia. Pois a mesma, historicamente, era familiar e a família era tudo apenas abaixo de Deus. Apenas eram ilegais, mas não descuidavam do povo que estava a sua mercê (novamente Maquiavelli) jamais tratavam mal o povo que estava aos seus domínios, Ao contrário, chamavam de “padrinho” (segundo pai) o “capo de tutti capi“, ou seja o chefe de todos os chefes. O grande comandante da Máfia, que historicamente apenas deixou de ser (ao entrar no álcool e nas drogas) por uma nova geração ambiciosa de poder, mas apenas através do dinheiro. Deixo aos meus amigos um questionamento: Qual a diferença entre: A máfia moderna (ambiciosa, marginal e bandida) com o tempo da verdadeira máfia a “cosa nostra” assim chamada na Itália, o tempo de Maquiavelli em que aconselhava os Príncipes regentes, e agora: Em tempos de petralhas, agremiações que somente se interessam pelo poder através do dinheiro e somente tem algo, pois “compram” por valores, coisas ou pessoas. Deixo a você a meditação sobre isso, lembrando-lhes: No ano que vem 2016 será de Eleições Municipais: ou seja, a base da Pirâmide, onde tudo começa, onde nós estamos e somos. Você vai pensar ou vai se “vender” por um sanduiche de "mortaNdela", ou uma  bolsinha qualquer? Se aceitar é conivente, é cumplice e não reclame dos que seus filhos terão após.


A culpa será toda tua. Lembre-se sempre do filosofo e conselheiro Nicolló Maquiavelli (em seu grande período 1496) antes de nós existirmos: Você tem o governante que você merece.
E se você for  ou estiver com a maioria: Eu serei minoria... E sua decisão acarretará a minha pobreza, em todos os sentidos e minha morte...
Apenas isto... A responsabilidade é tua.
Votar: até um papagaio domesticado consegue.
Mas pensar em um país grande, como nosso amado Brasil, é diferente.
Agora você pode dar a resposta:  Quem é o cruel? Quem é o piedoso?
Pode causar dores atrozes nos outros primeiro... E em seguida em você e nos seus.
Pense agora... Ainda não dói: Tanto...

 

 

Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Direto da Sala de Protheus
E do Rio Grande do Sul.