segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Da Série #PensarNãoDói!


Amor & Amizade!




“... Não é a intensidade dos sentimentos elevados
que faz os homens superiores, mas a sua duração...!”.

Friedrich Nietzsche


Quantas vezes já você já foi questionado sobre a diferença entre o amor e a amizade. Amor tem tantas definições quantas às estrelas. Amizade também.

E quando você tem que optar entre o amor e a amizade?
Com qual delas você fica?

Meu pensador favorito, acima, costumava dizer que:
Paixão é uma tempestade. Vem furiosa... Mas logo passa!
Se sobrar algo... É amor!
E este amor é uma estação.
Ao terminar, se sobrar algo... E afinidade!
Esta, dura muitas luas... Se sobrar algo é incondicionalidade.

As relações não são quantitativas. Não dependem de experienciações. Elas são qualitativas.
Todo cerimonial para um chá japonês tem um simbologia muito profunda.
Significa que: Todo encontro humano é uma ocasião singular que não ocorrerá de novo, exatamente, da mesma maneira.

Mas nossos amores e amizades estão todos eles envoltos em uma espécie de manto de mediocridade. Esta por sua vez filha da hipocrisia.
Ela é muito mais visual do que sentida.
O coração (metafórico) sofre em ambas as maneiras. Seja no amor... Ou na amizade!
Em ambos se espera tudo do outro. Doando-se tudo e o todo.

Na maioria das vezes não chegamos a conhecer a incondicionalidade. Tudo termina antes.
Da amizade já exigimos, naturalmente, esta incondicionalidade.
Do amor... Não! Ele precisa percorrer um caminho. Tortuoso.

Nos romances e na literatura ouvimos e lemos muitas vezes, em tom quase desesperador: - resta-me achar um amor e uma ilha –.
A ilha é metafórica. Significa que precisamos estar os dois em um único mundo. Independente de tudo o que acontece ao nosso redor.
E o que acontece ao nosso redor?

A pior parte do comportamento e pseudo sentimento humano: A inveja.
Esta sim, destrutiva.
Quantos amores e amizades que você conhece que foram destruídos pela inveja. Sim, o outro não possui o que você está sentindo. Não consegue. Assim é lançada aquela energia diabólica e semeia a discórdia.

Tanto no amor como na amizade, lembra-me a definição do pintor italiano Carlotti: Dizia ele, falando sobre o amor, a verdade e a beleza, como se fossem um único sentimento:
A beleza, disse ele, que era a soma das partes atuando juntas de tal forma que nada precisava ser acrescentado, tirado ou alterado.
Gosto, particularmente, deste conceito, desta visão, deste sentimento.
Amor e amizade são exatamente isso. (...) nada precisa ser acrescentado, tirado ou alterado.

Mas Nietzsche também afirmava: (...) Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, podem-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades (...).
E são estas liberdades que liberamos ao amar. Tanto no amor quanto na amizade.
Exercemos e necessitamos de confiança mútua. Senão não é amor.
Senão não é amizade.

São apenas duas pessoas tentando conviver de uma forma medíocre, pequena, primitiva. Pois ambos desconhecem o que se passa em seus íntimos.
Em suas essências mais profundas. Em seu espírito.
O que há com o amor que nos deixa tão estúpidos?

A razão é a soma equilibrada da mente e das emoções. Se não soubermos medir isso, não saberemos amar, não saberemos ser amigo. Pois não confiaremos. Nem no outro, nem em nós mesmos.

Não é reconfortante este pensamento. Fomos originados através do amor mais puro e sublime. Porque não conseguimos manter isso conosco?
Por que nos entregamos à hipocrisia e sua filha mediocridade.



E esquecemo-nos de amar... E esquecemos de nós... E esquecemo-nos do outro.
A vontade de superar um afeto não é, em última análise, senão vontade de outro ou de vários outros afetos.
Sou uma borboleta que bate asas, sente o vento e chora a indiferença dos humanos... Somos dois! (da minha mestra de Reiki Marisa).

Pensar não dói... Já amar e ser amigo... Bem, pode causar muita dor.
Infelizmente.
Mas creio que no processo de evolução do ser aprendamos.
Um dia... Talvez... Apenas Talvez!


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