sábado, 8 de novembro de 2014


#SOSEducacao:

Parábola da Irrelevância!
- Os “partidos” no Brasil -

 
“... Os poços mais profundos vivem suas experiências lentamente: esperam um bom tempo até saberem o que caiu em suas profundezas...!”

Nietzsche
                    Um dia uma senhora idosa que vivia em um povoado foi ao posto da Guarda Costeira falar com o sargento. Ela morava ao em uma pequena casa, com a vista para uma pequena baia, formada entre dois morros e queixava-se que, todos os dias, alguns rapazes iam nadar nus. O sargento, por respeito à sua idade avançada, decidiu ir falar com os rapazes e pediu-lhes que passassem a nadar num ponto que ficasse mais longe da casa da senhora. Passados uns dias, a velhota voltou a queixar-se ao sargento: ainda conseguia ver os rapazes a nadarem nus. Ele decidiu ir à casa da velhota ver por si mesmo. Quando olhou pela janela, disse:
- Olhe que eu daqui não os consigo ver...
E ela respondeu:
-A olho nu não se consegue. Mas eu ainda os consigo ver com os meus binóculos....
                        A propósito disso vou auxiliar seus pensamentos com uma parábola utilizada na obra chamada o Posto de Salvamento de Theodore Wedel:
                      (...) Numa perigosa costa, onde os naufrágios eram frequentes, havia um pequeno posto de salvamento. O prédio não passava de uma cabana e havia um só barco salva-vidas. Mesmo assim, os membros, poucos e dedicados, mantinham uma vigilância constante sobre o mar e, sem pensar em si mesmos, saiam dia e noite, procurando incansavelmente pelos “perdidos”. Muitas vidas foram salvas por esse maravilhoso pequeno posto, de modo que acabou ficando famoso.
                         Algumas das pessoas que haviam sido salvas, além de várias outras residentes nos arredores, queriam associar-se ao posto de salvamento e contribuir com seu tempo, dinheiro e esforço para manter o trabalho de salvamento.  Novos barcos foram comprados e novas tripulações treinadas. O pequeno posto de salvamento cresceu.
                          Alguns membros do posto de salvamento estavam descontentes com o fato de o prédio ser tão tosco e tão parcamente equipado. Achavam que um lugar mais confortável deveria servir de primeiro refúgio aos náufragos salvos. Assim, substituíram as macas de emergência por camas e puseram uma mobília melhor no prédio que foi aumentando.
                             Agora, o posto de salvamento tornou-se um popular lugar de reuniões para os seus membros. Deram-lhe uma bela decoração e mobiliaram com requinte, pois o usavam como uma espécie de clube.
                              Desta forma, era menor o numero de membros ainda interessados em sair ao mar em missões de salvamento. Assim, tripulações de barcos salva-vidas foram contratadas para  fazer este trabalho. O motivo predominante na decoração do clube ainda era o salvamento de vidas e havia um barco salva-vidas litúrgico na sala em que eram celebradas as cerimônias de admissão ao clube.
                             Por essa época, um grande navio naufragou ao largo da costa e as tripulações contratadas trouxeram barcadas de pessoas com frio, molhadas e semiafogadas. Elas estavam sujas e doentes e algumas delas eram de pele preta ou amarela. O belo e novo clube estava em caos. Por isso, o comitê responsável pela propriedade imediatamente mandou construir um banheiro ao lado de fora do clube, onde as vítimas de naufrágios pudessem se limpar antes de entrar.
                          Na reunião seguinte, houve uma cisão entre os membros do clube. A maioria dos membros queria suspender as atividades de salvamento por serem desagradáveis e atrapalharem a vida social normal do clube.
                          Alguns membros insistiram que o salvamento de vidas era seu propósito primário e chamaram a atenção para o fato de serem, de que eles ainda eram chamados posto de salvamento. Mas por fim estes membros foram derrotados na votação. Foi-lhes dito que se queriam salvar as vidas de todos os vários tipos de pessoas que naufragassem naquelas águas, eles poderiam iniciar seu próprio posto de salvamento mais abaixo naquela mesma costa. E foi o que fizeram.
                            Com o passar dos anos, o novo posto de salvamento passou pelas mesmas transformações ocorridas no antigo. Acabou tornando-se um clube, e mais um posto de salvamento foi fundado.
                             A história continuou a repetir-se, de modo que, quando se visita aquela costa, hoje em dia, encontram-se vários clubes exclusivos ao longo da praia. Naufrágios são frequentes naquelas águas, mas a maioria das pessoas morre afogada.
Moral da história:
                            No Brasil temos um sem números de “partidos”... Ou clubes políticos?
Pode pensar... Não dói!
 

Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Transpirado da obra –
O Posto De Salvamento - Theodore Wedel.