sábado, 1 de novembro de 2014

Da obra de Mônica Bayef
Para a Sala de Protheus:


Caraca!
- Poetizando para Adolescentes –
 

Quero viver liberadamente
Eu quero viver profundamente
E sugar toda essência da vida
Para acabar com tudo que não fosse vida
Para que quando minha morte chegasse
Eu não descobri que não vivi.
Sociedade dos Poetas Mortos
 
                                             Há certos espíritos, se assim pode-se chama-los, inferiores e subalternos, que parece ser feitos só para recolher, registrar e ajuntar todas as produções dos outros gênios; são plagiários, tradutores, compiladores; não pensam, dizem o que os autores pensaram. Como a escolha de ideias é invenção, tem um gosto mau, pouco justo, que os leva a tratar de muitas coisas e não de coisas boas; não têm nada de original e pessoal; não sabem o que aprenderam e só aprenderam o que todos querem ignorar; uma ciência árida, sem interesse e utilidade, que não vem a proposito na conversa e que está forma de comércio, semelhante a uma moeda que deixou de ter valor: fica-se ao mesmo tempo estupefato e aborrecido com sua conversa ou com suas obras. São esses que os poderosos e o povo confundem com os sábios e que os sábios os remetem entre os pedantes.
                                                    Perdoem-me se lhes parece, em principio, um pouco arrogante. Mas tenho visto tantos “escrevinhadores”, por ai, nas mais variadas questões que não tenho como não iniciar uma crítica, uma homenagem justa a uma autora da qual tenho admiração pelo caráter que imprime em suas obras.
                                                    Utilizo-me, se me permitirem do fragmento de número 63, da obra Caracteres Ou Costumes Deste Século, do grande escritor Jean de La Bruyére quando afirma: “(...) Nem sempre a critica é uma ciência; é um oficio em que é necessário ter mais saúde que espirito, mais trabalho que capacidade”. Se é feita por um homem de menos discernimento que leitura e é exercida sobre certos capítulos, corrompe os leitores e o escritor.”
                                                    Faço todo este preâmbulo, pois, conforme já identificaram pelo título, refiro-me ao mais novo “filho literário” da poetisa e escritora carioca Monica Raouf El Bayeh – Caraca - uma obra de poesias destinada ao público adolescente. E mais que isso baseado exatamente neste mesmo público.
                                                   Este “público” é exatamente o mundo que a poetisa Mônica Bayef leva seu conhecimento em escolas estaduais do Rio de Janeiro. Os adolescentes. E nesta nova obra, aliás, perfeita, desta autora fenomenal os jovens foram premiados com belíssimos poemas.
                                                    Fomos cobradores na Rede Mundial de Computadores, unanimemente, que Mônica nos trouxesse exclusivamente um livro de seus poemas. Todos eles diariamente circulando pelas redes sociais como face book, Twitter, G+ entre outros. Eu como amigo fã e admirador do trabalho desta grande autora, sempre fui um dos primeiros a pedir.
                                                      Ei-lo aqui, agora: Caraca, lançado em setembro pela CreateSpace/Amazon, Rio de Janeiro, em nosso amado Brasil.
                                                     Como sou quase “suspeito” ao falar das obras de Mônica, por ser seu incentivador e quase um “cobrador” para que publicasse um estilo de poesia quase perdido no Brasil – comum na Europa e Canada -. Explico:
                                                    O confessionalismo nasceu com os poetas do contemporâneo, no inicio do século passado e tivemos muito poucos no Brasil. Infelizmente nenhum vivo, e baseia-se em poemas que “parecem” que foram escritos “para nós”, pois são identificados pelo momento de cada estrofe quando nos toca profundamente, ou em nossa rotina, relações, profissionais ou pessoais. Eis algo que Mônica faz como ninguém.
                                                       Esta nova obra, do qual destaco um poema da página 42 chamado: Pode Apostar – Nele Mônica, ao descrever, tranquilamente uma situação vivida deixa escrita poeticamente:

Adolescente é cruel
Língua cortante e afiada
Não importa como você seja
Vai ter seu dia de ser malhada
Porque tudo tem um motivo
Tudo tem algum defeito
Mesmo que seja lindo
Eles vão falar do sujeito
Forma grupos e riem
Riem muito, de chorar.
Não sei o que tem tanta graça
Mas eles sabem. Pode apostar.
                                                    É deste jeito de professora ao estilo “mãezona” que tudo entende, compreende, e o que não lhe é de fácil “digestão” vira uma poesia. Que belíssima forma de lidar com o cotidiano dos adolescentes, seus alunos e não deixar que isso interfira em sua vida.
Mas eis o predicado, o dom, a divindade poética de Monica Bayef.
                                                   Eis mais uma obra da qual tenho o privilégio de coloca-lo, em destaque, em pé ao lado de seus outros cinco “filhos” literários.
                                                   Para não parecer pedante, já que sempre falo de Mônica e como fã e admirador tornam-me suspeito e suspeitando deixo-lhes a mensagem que serve para todos os que ainda não encontram seu estilo, principalmente, de escrever sobre algo quiçá, sobre outros autores e suas obras.
                                                  A citação final, retirada do tópico 64, dos fragmentos, do autor acima citado, deixa como homenagem a Mônica por sua brilhante obra... E, caraca, que baita livro guria...
                                               Mas, aconselho a qualquer “autor” ou “escrevinhador” que está lendo esta crônica e... “(...) Que nasceu com o dom de “copista” e que tenha a extrema modéstia de trabalhar sobre modelo alheio, que escolha só os exemplares daquelas obras em que haja espírito, imaginação ou mesmo erudição; se não consegue igualar os originais, ao menos se aproxime deles e consiga ser lido.”.
Na internet o bate papo
Parece inesgotável
Quando foi que eu virei
Essa figura assim descartável?
                                              O questionamento final de minha amada amiga, poetisa e escritora Mônica Bayef em sua obra Caraca, se torna minha homenagem e um pedido a você leitor: Quando conseguir sentir arrepios ao ler uma poesia, significa que está aprendendo a seguir os caminhos mostrados pelo autor. Se não for poesia na contextualização do mesmo. Quando conseguir será um excelente leitor,
                                                Parabéns Mônica Bayef, poetisa do estilo confessionalismo Brasilês, de caráter literário impressionante.
 
Inspirado na Obra Caraca
Mônica Bayef – Poetisa, escritora
CreateSpace/Amazon – Setembro/2014
Rio de Janeiro – Brasil –
Citações da obra Caracteres Ou Costumes Deste Século
Jean de La Bruyére –Título original Les Caractéres Ou Les Moeurs De ce Shècle – Editora Escala- São Paulo – Tradução de Antônio Geraldo da Silva -1976.