segunda-feira, 3 de novembro de 2014


O Mundo Precisa de mais
“Dr. House”!
 
“... É uma verdade básica da condição
humana que todo mundo mente.
A única variável é sobre o quê...!”

Fala do personagem da serie americana Dr. House

A perda de uma Mãe (com “m” maiúsculo) deve ser uma das piores dores que um ser humano pode vivenciar. Vê-la morrer em próprios braços, então... Impensável!
          Tê-la visto sofrer em seus últimos dias e horas, momentos os quais se tentou de todas as formas, minimizar esse estado de impotência e fragilidade humana, pedindo, sem êxito, aos médicos que se sucediam no atendimento, que a sedassem para diminuição da dor exposta nos olhos da moribunda... Momentaneamente, transforma o mais fervoroso cristão em um miserável ateu.
     Enquanto a morte se aproxima, lentamente, o filho, já sem forças, não sabe se a chuta (morte) para longe...
Ou se a puxa com rispidez, para que findado seja logo aquele momento de terror e, assim, a mãe, possa ir ter com Deus o mais rápido possível.

                                               
O desespero mescla as trocas de olhares entre mãe e filho e enquanto ela esmaece, o filho lembra:
“Ela é a dona de tudo
Ela é a rainha do lar
Ela vale mais para mim
Que o céu, que a terra, que o mar
Ela é a palavra mais linda
Que um dia o poeta escreveu
Ela é o tesouro que o pobre
Das mãos do Senhor recebe
Mamãe, mamãe, mamãe
Tu és a razão dos meus dias
Tu és feita de amor e de esperança
Ai, ai, ai, mamãe
Eu cresci, o caminho perdi
          Volto a ti e me sinto criança 
 Mamãe, mamãe, mamãe
          Eu te lembro o chinelo na mão
              O avental todo sujo de ovo
  Se eu pudesse
                                Eu queria, outra vez, mamãe
                      Começar tudo, tudo de novo” – *
 - E agora, mãe! Como voltarei a ti para me sentir criança?
Mas ela se vai e com ela, parte do filho também, lembrando, desta feita, Fred Mercury: “how can I go on”?
How can I go on ..., how... can... I... go... on ...?*
Nesse momento o filho não consegue sequer se sentir, que dizer sentir a mensagem que Deus lhe enviou durante aquele tempo de imensurável dor e sofrimento.

Para os cristãos, a morte não é o fim senão o começo!


 Para os cristãos somos todos irmãos, daqueles que lutam pelo melhor para o outro. Mas a morte de uma “Mãe” terá sido o começo do que, se com ela o filho já não mais está na mesma dimensão?
Ouso opinar: o começo para uma vida de atitude proativa! Um novo começo para o filho que ficou nessa dimensão e que, quando recuperado desse nefasto transtorno emocional, poderá honrar toda a vida de sua amada mãe que, mesmo estando sob os cuidados de “n” médicos altamente capacitados, não teve sua dor minorada. Porque entre eles, profissionais de escol, não houve as sensibilidade e humildade necessárias para, ao invés de divergirem entre si sobre a medicação a ser ministrada, terem posto de lado as vaidades subjetivas e ponderado sobre o tratamento indicado pelo outro.
Albert Einstein sabia da potencialidade das correções das noções sobre física quântica às quais teve acesso, no entanto, às mesmas resistiu, preservando as da física clássica! Nesse caso ninguém perdeu, nem Einstein deixou de ser Einstein, mas no tema que estamos tratando, a morte poderia ter chegado com menos sofrimento para aquela que não teve sua dor minorada em razão da vaidade dos cientistas que se revezaram entre si.
                         Quem nunca assistiu o seriado “dr. House”? Quem nunca percebeu que esse SER HUMANO, privilegiado em sua capacidade intelectual, era, constante e continuamente, contestado em seus diagnósticos, propostas de tratamento e prognósticos, que, ao final, ERAM SEMPRE CERTOS?
                          Dr. House era um gênio da medicina, mas contestado pelos presunçosos que não conseguiram ver ANTES a solução clínica eficiente, nem se dispõem a aprender no dia a dia.
O juramento de Hipócrates, afinal, virou mera retórica?
Para o Professor e pesquisador de História Marlon Adami, axiologicamente o Juramento de Hipócrates é um juramento solene efetuado pelos médicos, tradicionalmente, por ocasião de sua formatura, no qual juram praticar a medicina honestamente.
De forma geral, acredita-se que o juramento tenha sido escrito por Hipócratesamplamente considerado como o pai da medicina ocidental — ou por um dos seus alunos. O juramento original foi escrito em grego Jónico (século V a C.).
Existem duas versões do Juramento de Hipócrates: a original, escrita em Lausana em 1771 e outra, ratificada em 1948 pela Declaração de Genebra e posteriormente atualizada em 1968 e 1983, a qual vem sendo utilizada em vários países por se mostrar social e cientificamente mais próxima da atual realidade.
                       Diante deste momento solene, onde pessoas se tornam aptas a praticar a medicina, as mudanças que ocorrem no mundo, não só da Ciência, mas da mentalidade humana através da multiculturalidade, ideologias, fazem com que um "juramento" se torne apenas uma pró-forma social e não um comprometimento com a ciência humana e com a luta pela manutenção da vida.
                     Não precisamos de “mais médicos”, antes sim de mais “médicos sem fronteiras”, aqueles cujos corações não servem tão somente para as oxigenações do sangue que corre nas veias porque, afinal ... la vie c'est un grand voyage qu'on doit faire du premiére class!*

 

Das percepções e transpirações da Jurista Regilene do Nascimento – Brasília – DF – Outubro/2014
*Dr. House – Personagem de Sir Hugh Laurie,
 série Americana de sucesso nos últimos 7 anos
*Letra da música em forma de poema de autoria de Toquinho
*Da música de Fred Mercury ("Como eu posso ir?"
Como posso continuar.. Como... Pode... Eu... Ir... Em...?)
Tradução da frase final: "A vida é uma grande viagem que devemos fazer a primeira classe!"