sexta-feira, 26 de maio de 2017

Quando Acaba o Encanto!


 #SOSEducacao:

Quando Acaba o Encanto...!
                                                 
“Tudo que é desconhecido é desejado...
Até o momento que perde o encanto,
e é desprezado...!”
C. Mazzolli Jeske

Certa vez, há muitos anos, em uma viagem a capital, junto com dois amigos, um deles médico cardiologista, entre um papo e outro para encurtar a viagem, o assunto volta-se às relações. Principalmente ao casamento.
O médico enfatiza uma “pérola”: ”Quando acaba o encanto, acaba a relação...! ”
Surpreendeu-me por vários motivos a frase do amigo; primeiro por ser médico cardiologista e cirurgião vascular – nada desmerecendo-os –porem nesta profissão não são muito “dados” a filosofar, principalmente no sentido romantizado das frases proferidas.
A frase gravou-se em minha memória até os dias de hoje, por isso introduzo no assunto para o título em epígrafe.
Encanto?
Sim! A palavra tem uma origem complicada ou diferençada do que sabemos dela. Vem do latim INCANTARE, “lançar um feitiço contra alguém”, formado por IN-, “em”, mais CANTARE, “cantar”, aqui mais com o sentido de “emitir palavras mágicas”. Acabou mudando um pouco de sentido e passando a significar “maravilhar, seduzir”. Gerou o substantivo “encantamento”.
Fica mais fácil agora entender o porquê de tantas relações iniciadas com paixões febris terem finalizadas por motivos absortos, na maioria das vezes até sem sentido.
                                           
Mas aí entra a frase do meu amigo médico: Acabou o encantamento.
Acabou o maravilhar, o seduzir, o dizer palavras bonitas, o acordar sorrindo, o enaltecer cada gesto, cada ato.... Aquele cumprimento lotado de tantas gentilezas e elogios que deixa o outro com os olhos brilhando. Acabaram-se às percepções à detalhes importantíssimos.
O cardiologista, especialista no coração físico, acabou com sua frase encontrando explicação para o coração metafórico. O não físico. O sentido, exclusivamente, por quem ama, por quem tem realmente sentimentos.
Mas e o fascínio do início da relação aonde foi?
Bem eis outra palavrinha que herdamos do Latim - FASCINARE, também “lançar um encantamento, um feitiço”, originalmente “usar o poder de Fascinus”; deriva do deus FASCINUS, abundantemente representado por um falo na cultura romana.
Mas porque nesse assunto busco tanto o Latim?
Nunca esquecendo que nossa língua mãe tem origem em 75% do romano e 25% do grego. Daí a formação do Latim, e nossa última flor do lácio a Língua Portuguesa.
Sabendo a origem das palavras e seus significados puros, fica mais fácil a compreensão em qualquer assunto.
Mas coloquei o assunto em pauta pelo completo “desencanto” do Brasilês com o nosso amado país.
Tudo virou “fofoquinha”, (mexerico, boato) “falatório” de redes sociais, de “escrevinhadores” (Escrever sem arte, nem gosto, coisas sem grande importância; rabiscar). Metidos a exímios analistas políticos.
Se não ofendesse tanto nossa inteligência diria que seria brincadeira. Mas não é.
Todos sabem, agora, de um momento para outro tudo o que está havendo. 
                                                     
Como se tivessem acordado de um sono letárgico de mais de 13 anos e vendo o céu pela primeira vez agora apenas com algumas nuvens de todo o “temporal” que vivemos e acompanhamos, no cenário político, na última década e meia.
Ler mais o que realmente aconteceu desde, principalmente 1960, é o mínimo que se espera das pessoas que estão “soltas”, literalmente, nas redes, pararem de falar tanta asnice (Ação própria do indivíduo estúpido.)
E se concentrar mais nos verdadeiros problemas que começam com a Educação.
Eis o que tanto buscamos com o professor e escritor catarinense Nelson Valente com nossa hashtags #SOSEducacao.
Afinal, pensar, ainda, não dói...



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Leitura do Brasil atual
Publicado originalmente no grupo Kasal –
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28839
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