sexta-feira, 5 de maio de 2017

De Que Lado Você Está, Afinal?

 #Cidadania:

De Que Lado Você Está, Afinal?
                                              
"...Quis custodiet ipsos custodes?"

Juvenal – Poeta Romano Satire 6. 346–348 aC


A frase, em epigrafe e em latim é do poeta romano Juvenal. Já foi traduzido de muitas formas. Como por exemplo:
Quem vigia os vigilantes? Ou ainda, Quem guardará os guardas?
Em nosso tempo poderemos ainda acrescentar: Quem fiscalizará os fiscalizadores?
O problema essencial foi proposto por Platão em A República, sua obra sobre governo e moralidade. A sociedade perfeita como descrita por Sócrates, o personagem principal da obra depende de trabalhadores, escravos e comerciantes. A classe guardiã para proteger a cidade. A pergunta é feita a Sócrates:
"Quem guardará os guardiões?" ou, "Quem irá nos proteger dos protetores?" A resposta de Platão para esta pergunta é que os guardiões irão se proteger deles mesmos. Nós devemos contar a eles uma "mentira carinhosa." A mentira carinhosa lhes dirá que eles são melhores do que os que eles servem e é então, responsabilidades deles guardar e proteger aqueles que são menos do que eles mesmos. Nós instigaremos neles um desgosto por poder ou privilégio; eles irão mandar porque eles acham ser corretos, não porque eles desejam.
                                           
Depois de tê-lo colocado no contexto histórico, desta importante frase, lanço a mesma pergunta, em nossos tempos, em que querem o impedimento de Ministros de nossa Suprema Corte.
A mesma, constitucionalissimamente, responsável por ser a guardiã maior, abaixo apenas de Deus, de toda a nossa dita “sociedade”! Longe de falsas ideologias, ou egocêntricos conceitos jurídicos e sociais, aos quais, estamos sob a égide hoje.
Confesso-lhes sou à favor e mantenedor de nossa Constituição Federal e de todas as suas Instituições. Acredito nelas piamente.
O que devemos, neste momento, crucial para nosso país, é separar as instituições, dos homens, “meros mortais”, abaixo do estado, que somos nós, e muito abaixo da Pátria que é o nosso Brasil.
Devemos ir às ruas, atirar pedras, andarmos armados, ter cassetetes atrás da porta, ou facões, como dizem os gaúchos?
Não! Certamente que não.
                                       
O que precisamos é de algo mais autêntico, mais profundo, mais dotado de uma humanidade, sim do “humos” - mesma origem de humanidade e de humildade – Terra, esterco -.
Devemos ser terrenos, como realmente o somos. Terráqueos. Mas, sobretudo, brasileses de alma e coração.
Senão não justifica que, no mínimo quem pense diferente, seja considerado cidadão deste amado país que nossos pais nos deixaram, e que Deus em Sua Infinita Misericórdia, abençoou como uma terra linda e promissora.
Se não separarmos, em nossas opiniões diárias, nas ditas ”redes nada sociais” o que desconhecemos e emitimos como opinião e desconhecemos como é o funcionamento, então não seremos diferentes daqueles a quem estamos julgando diariamente. Em todos os momentos.
Estas palavras foram usadas por muitas pessoas para ponderar a insolúvel questão acerca da separação de poderes, durante séculos, que define onde o poder deve ficar. O modo como as chamadas democracias modernas tentam resolver este problema é com a separação de poderes. A ideia é nunca dar poder absoluto para nenhum grupo, mas sim deixar os interesses de cada um (como executivo, legislativo, ou judiciário) competir e conflitar com o outro. Cada grupo irá então procurar devido a seus interesses, impedir o funcionamento do resto e isto irá manter o poder absoluto em uma luta constante, logo, longe das mãos de qualquer grupo.
O que ninguém, repito: NINGUÉM deve esquecer, é que quem elege os membros destas instituições que regem nosso amado Brasil somos nós, os eleitores, os habitantes deste pais, agora a partir dos 16 anos, e em sua grande maioria homens e mulheres com filhos e netos.
                                         
O que deixaremos como conceito moral para esta geração?
Nossa passividade em não lutar? – Entendam aqui luta de ideias e não de armas, por favor-!
Nossa singularidade de somente reclamar nas “redes sociais” da Rede Mundial de Computadores?
Como sempre afirma a paulistana Marisa Cruz, grande guerreira das redes sociais: Devemos fazer um trabalho de “formiguinha”, e começar em nossa própria casa; O que estamos fazendo de errado com nossos filhos ou o que não estamos fazendo por eles?
Vamos a escola para ver como ele está se portando ao adquirir conhecimento? Sim, pois a educação é de casa e não da escola.
Participamos das reuniões dos vereadores de cada cidade para saber como andam os projetos de nossa própria comunidade?
Quando você conseguir respostas positivas para todas estas questões, então sim, poderá cobrar em todos os níveis como cidadão.
Mas antes precisa ser cidadão no sentido completo.
Pensar não dói.... Já ser cidadão requer participação ativa.
Sempre!




Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Leitura das Sátiras, capitulo 6
Registrado na República por Platão
Coleção Os Pensadores –
Nova Editora Cultural – 1990
Publicado originalmente no Grupo Kasal –
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28798#.WQyFx-UrKyI
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