sábado, 2 de agosto de 2014


“Filósofo... Não Precisa de Desculpas...!”


 
“... Anjos não precisam de asas... Quando tem WI-FI...!”
(das dedicatórias de Mônica Raouf El Bayef)

 
                             O poeta brasilês, Ângelo Sansivieri afirmou: “... Escrever é estar entre os anjos, deitar-se sobre pétalas de rosas, falar com as mãos, realizar sonhos inacabados, ressuscitar desejos perdidos, quando se tem amor...!”.
                            Agosto é um mês atípico para os gaúchos: Ele, o mês, não sabe se ainda é inverno, se já é estação das chuvas, se é primavera ou qualquer outra estação... Ele fica perdido... E tem o poder de nos deixar assim também.
 
Mas entre “as “perdições” do clima, chega o carteiro: Lembra-me Rubem Alves: “... Ah, a chegada do carteiro, quando nos entrega um pacote maior do que jamais esperaríamos... Ali, naquele pacote a ser entregue, que já vem em mãos do carteiro, estão nossas esperanças, nossas alegrias, nossos desejos incontidos, nossas... Nossas... Nossa quanta coisa...!”.
                            Entrega-me um pacote normal dos Correios. Já imagino... Mas fica só na imaginação para não perder o prazer fantástico da descoberta – eis que emerge a criança dentro de mim, tal qual pacote com belíssimo papel ornamental do próprio Papai Noel - Assino, agradeço ao gentil e sempre sorridente carteiro e dirijo-me  a “minha ilha” – meu lugar de escritos e leitura, para mim um lugar sagrado... Só meu -.
 

 
 Sento-me e coloco o pacote sobre a mesa, quase com reverencia abro com cuidado... Como se para não causar qualquer dano à “preciosidade interna”, mesmo não sabendo o que é. Não quis olhar o remetente. Corta a surpresa... Tira o inesperado... Tira os prazeres que são exclusivamente nossos.
                             Acondicionado em plástico para não sujar, para não amassar, para manter um tesouro... E lá estão... As duas novas obras de minha irmã de alma –
Retiro com cuidado e dou-me a um prazer inesperado: Sentir o aroma de um livro novo. Jorge Luís Borges afirmava: “Somente o aroma das flores e da mulher amada é superior a um livro recebido, pois com ele, assim como com elas vem tudo o que necessitamos”.  Neste caso ali estão personificados em papel minha amicíssima escritora e poetisa Mônica Raouf El Bayef – Até seu nome parece emergir da nobreza oriental -. Dos castelos das areias do mar Egeu.
Pego como a um cálice sagrado o primeiro: Ele esta sob duas cores em faixas de um fundo rosa cinza com seu nome monumentalizado bem acima, um punho feminino fechado ainda ligado a uma algema, mas não em tom de agressão e sim um punho de firmeza... Logo abaixo esta o título... Descartes que me desculpe... Abro as primeiras folhas, sinto o aroma das novidades, das palavras que virão das emoções que sentirei, do mundo que viajarei, dos sonhos que encontrarei... Quem sabe das vidas não vividas estejam ali impressas para que as descubras...
 
Confesso: Sinto-me como seu primeiro poema... Perdão, Mas Não Sei se Existo... Começo a ler e emociona-me as palavras de Mônica...
                                     Com as palavras vem lembranças de nossas primeiras conversas, dos desejos de Mônica em escrever um livro... E só consigo pensar que estou recebendo o terceiro e o quarto livro – seus filhos literários estão aumentando -. E eu tal qual um padrinho ainda não convidado, mas de alma, fico acariciando meus “afilhados”.
                                     A escritora brasilesa de origem ucraniana, Clarice Lispector (1925/1977) tinha razão ao afirmar: (...) Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir-se até o ultimo fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocado...!”.
                                    Mônica traz novidades. Com a maestria e do aconselhamento generoso do Grande Jornalista e Escritor Nelson Valente, a autora faz a criação de imagens, de paisagens enfim de um cenário fantástico em cada poesia que vem entrelaçada com uma crônica.
 
                                   Forma conjuntos: Um poema e uma ou duas crônicas, todas ligadas entre si e ao mesmo sem ligação. No final tudo é uma terapia poética tão magistral que “devoramos” quase que imediatamente. Em pouquíssimo tempo lá estava eu relendo – Descartes que Desculpe... – novamente.
                                 Quando escrevemos, naturalmente, temos uma pincelada, um tema, algo... Que nos leva a transpirar e ao transformar em crônicas, artigo ao final e ao ler o leitor acaba criando o seu próprio cenário. São apenas palavras juntas que formarão aquilo que o leitor mais se quiser para se deliciar.
Mônica faz exatamente isso com seus conjuntos de poemas e crônicas.
                                Trata dos amigos de uma forma metafórica, mas com uma pureza angelical.
                            “....Amigos (...) deixam suas marcas, lembranças, esquisitices, histórias. A gente se liga e desliga como jogo de Lego. E forma lindas figuras. Ou não. Uma peça de Lego só constrói quando unida ás outras. Todas juntas e diferentes. Cada uma com sua cor, seu formato. E todas necessárias para continuar a brincadeira...!”
Logo adiante quando poetiza sobre a Saudade deixa sua marca:
 
“... Saudade é doer por dentro
O que acabou por fora
Decidir recomeçar
De alicerce: O que sobrou...!”.

                                     De toda esta profundidade de sentimentos e emoções escritas parte Mônica para uma espécie de “aula” com um humor genuíno que se torna “sério”, tal qual a brincadeira: “vamos brincar de sério?”. Como enlouquecer seu parceiro em  15 lições.
Acredito que vale para ambos os sexos, porem o feminino vai adorar esta parte.
Em seguida vem outro “recado”, agora para os casados: “Tem gente que casa como quem compra apartamento: Já pensando na Reforma”.
                                     Instigante e hilário ao mesmo tempo em que tem uma mensagem reveladora das relações atuais.
Parabéns Mônica Bayef por mais este lindíssimo e lindo “filho” literário, que chega pela Amazon.
Nesta obra genial Mônica encerra:

“... Mergulho de cabeça
Levo a fé na cintura
Procuro o que em mim é tesouro
É assim que a vida apura...”.
 
Como esta dito na contra capa: Amigos podem, sim,  ao contrário das regras amorosas ocidentais, ser de muitos. E todos juntos, sinônimo de diversão garantida.
Descartes que Me Desculpe é uma obra de cabeceira... Pois quando você não estiver assim... Naqueles melhores dias... E abri-lo vai encontrar o que precisa para renovar seu sorriso.
                                      Poetizar e registrar emoções, sentimentos e das palavras tocar os seres com leveza angelical... Eis os predicados de Mônica El Bayef, a
Poetisa do Twitter e agora da Literatura Brasilesa.
Belíssima Obra.
Eu já tenho a minha e você?
Pensar Não Dói... E ler Mônica El Bayef é resgatar a humanidade e divindade do próprio ser... Um pouco esquecidos.
  
Entendimentos e Compreensões
Inspirado na Obra de Mônica Raouf El Bayeh
Descartes que Me Desculpe.
Editora – CreateSpace/Amazon- RJ – 2014