quinta-feira, 7 de agosto de 2014


Mãe é Trabalho Artesanal
Da Obra de Mônica El Bayef:

 
Descobri: Sou Mãe...!

 “... Ser mãe é viver assim: feliz e segundo lugar,
feliz de não ser o centro, feliz de poder ajudar...!”
 
Extraído da Obra Mãe é Trabalho Artesanal – Monica El Bayef

 “... Não importa se você é homem ou mulher, quero saber uma coisa só: Você é Mãe: Acha que essa pergunta é no mínimo inusitada? Olha, pode ser que não... Faça o teste Depois à gente conversa...”.
                                          Depois de um poema magnifico, eis a segunda página da nova obra da poetisa, escritora, psicóloga, esposa e mãe carioca, minha adorada, irmã de alma, Monica Raouf El Bayef – Mãe é Trabalho Artesanal – Lançado pela Amazon- Julho/2014.
                                         Sim. Um questionário. E você... Quando menos espera está preenchendo... E lá fui eu responder as perguntas. Sim são 42 perguntas que te pegam de surpresa.
Ora, afinal sou do gênero masculino como poderia ser mãe?
Mas o texto me levou a preencher... Logo depois lá vem Mônica:
Se você respondeu, afirmativamente a sete ou mais dessas questões você é mãe. Mesmo que seja homem, mesmo que na sua barriga nunca tenha morado nada além da fome, você é mãe...
Quantas respostas afirmativas eu tive:
 TODAS.
Definitivamente sou mãe.

Ops: Espera ai... Sou gaúcho... Macho por convicção e cultura... Homem acima de tudo e peão tchê... Mas que barbaridade é esta?
Mas o que é ser mãe.
Esta bem, vamos lá:

                            Mãe vem de matrem, caso acusativo do latim mater... Pronunciado madre no português dos primeiros séculos, de onde veio comadre, pela formação cum matre, com a mãe; depois commatre, segunda mãe, madrinha, diminutivo de madre, em relação aos afilhados, isto é, aqueles que são tratados como filhos verdadeiros por quem cumpre a função da maternidade, como fazem a madrinha e a mãe adotiva, na falta da mãe biológica.
                     O étimo mata, em sânscrito; máter, em grego dórico; méter, no grego jônico e no ático; e as formas latinas mamma, seio, e mammare, mamar, revelam possível influência na sílaba inicial das palavras que designam a mãe em vários idiomas.
Esta bem e dai?
Depois de tudo isso e de ler esta maravilhosa obra materna de Mônica comecei a lembrar:

                                Está bem... Pode começar a gozação... Mas foi assim:

Engordei durante os nove meses da gravidez da mãe dos meus filhos os mesmos quilos que Ela engordou... Às vezes ao colocar a mão em sua barriga... Sentia mexer como se dentro de mim estivesse... Ajudei a preparar o enxoval... Assisti aos dois partos dos meus filhos... Desmaiei quando deram tal de injeção na mãe dos meus dois filhos e tive que ser socorrido... Mas logo em seguida lá estava eu me metendo... Ajudando a enfermeira a limpá-los e EU levei para os braços da mãe meus filhos e não enfermeira... E chorei junto... E troquei fraldas... E dei mamadeiras... E minha filha, minha eterna princesa.. Somente dormia se eu dançasse com ela ao colo ao som de Melissa Manchester... Exigente, ela, desde neném.
                                 Portanto amada irmã de alma, Mônica. Sim, sou mãe... Mesmo sendo homem.


                                 Foi a tudo isso que me levou a nova obra desta carioca com sensibilidade divina... Que me fez recordar de cada momento de meus dois amadíssimos filhos... E o que fiz por cada um deles.
                                Minha filha, hoje literalmente uma princesa (não adianta querer chegar perto tchê, olha o facão), até hoje a levo e busco-a do trabalho. E digo ainda como dizia quando pequenina... Bom dia Princesa.
Então, na minha psique com equilíbrio feminino literalmente sou mãe.
                                 Tem razão Mônica. Sou mãe... Mesmo sendo Homem com H maiúsculo, não de macheza ou super masculinidade...
Não! Apenas homem que reconhece seu lugar no mundo e sabe o quão respeitoso deve ser com uma mulher.
Este livro confesso: Mexeu comigo sobremaneira...
Sabe por quê? Outro título de um poema de Mônica em sua obra:
“... Mãe não é barriga, mãe é colo...!”
Ah, que delicia segurar um pequeno ser, lindo e embalar em seus braços e se sentir-se o próprio Morpheus embalando e desejando belos sonhos a estes seres que mudam uma vida por completo.
                                        Ah, que delicia esta vida de pai/mãe e sentir cada fase... Cada descoberta... Cada castelinho feito na areia... Cada... Cada... Nossa Mônica me pegou: Sou Mãe.

                                        Quando você olha para a capa da obra de Mônica você pensa (olha a memória genética do machismo exacerbado)  Epa.... Sou homem que negócio é este?
                                        Ah, grande engano de cabeças que não pensam... Que não sentem... Que não veem humanidade.. Que não tem sentimentos profundos...
E lá vem Mônica com suas perguntas que são títulos, que se transforma em poemas maravilhosos, que rimam que nos emocionam que... Que... Tocam-Nos profundamente:
“... E agora que você cresceu e não cabe mais no meu colo?...!”
                                        Ah, cabe sim... Colo de pai/mãe cabe até gigante que são naquilo que nossos filhos se transformam... Em lindos, belos, magníficos gigantes... E nós... Ah, nossa estima vai às alturas... Escorrem lágrimas dos olhos... Rimos por qualquer bobagem...
Sim somos “todos” mães...

“... Nada posso fazer
A não ser rezar e torcer
Dizer eu meus braços estão sempre abertos
E que, de qualquer jeito, amo você...!”

                                     De meu filho, veio outro filho... Ops, agora eu sou avô? Sim agora eu sou pai/mãe com excesso de carinho de afetos... Comigo pode fazer tudo... Comigo pode ser tudo.. Comigo pode quebrar... Derrubar... Rir alto... Rolar ao chão... Pode... Tudo pode. Porque agora sou pai/mãe com amor dobrado... Eis o filho de meu filho...
                                      E quando vier o filho de minha filha? Epa... Espera ai... O meu pretenso futuro genro... Vamos conversar primeiro... Esta guria foi feita e criada com amor divino... Vê lá Tchê...
                                          Sim eu sei, mas em todo pai/mãe passa isso... Mexer com minha princesa mexe comigo uma barbaridade...
Mas como afirmava “Kalil Gibran:”... Seus filhos não são seus filhos... Vieram através de vós... Mas não para vós...!”“.


Sim, eu sei... Mas... Mas é difícil deixa-los ir.
Egoísmo? Não, como diz Mônica... Amor de mãe... Coração de mãe não tem tamanho... Nele cabe tudo... Pode tudo...
                                         Como me emocionou, pai que sou... Avô que sou... Esta obra de Mônica... Concluem uma crônica ou um poema, entrelaçados no livro e lá ia eu ler de novo... Como se precisasse gravar aquilo que já está gravado em mim...
Mas como dizer tudo o que precisamos que eles, nossos filhos saibam?
Não sabemos... Não podemos... Não temos este poder...
Somente posso dizer, como minha amada irmã de alma, Mônica:

 “.. Faça um dia de cada vez
E cada dia te enlaça
Esse é o segredo
E também a melhor graça...!”

É tudo, com lágrimas aos olhos, que podemos dizer quando nossos filhos... Vão-se... Para seu mundo...
Vai filho meu... Continuarei aqui sendo teu pai/mãe... Eternamente.

Obrigado Mônica por “ligar” todos estes sentimentos que existiam... Mas estavam...  Assim... Arquivados...

Agora sei Mônica... Além de pai... Sou Mãe...
E isso é divino...
Pensar não dói... Ser mãe é divino... É um presente de deus...

Obrigado Mônica!

 


Inspirado e transpirado da obra de Mônica El Bayef
Mãe é Trabalho Artesanal
Editora CreateSpace/Amazon
Junho/2014 – RJ – Brasil