segunda-feira, 22 de dezembro de 2014


“Corru(p)tos & Corru(p)tores!”
- A Doença do Brasil –
 “... Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas...!"
Alexandre Herculano

                        Por amar incondicionalmente e, na verdade, ser um apaixonado por nossa Língua Portuguesa Brasilesa, deveria ter escrito o título: ”Corrutos e Corrutores”.
Achou engraçado? Errado?
O primeiro talvez. O segundo, lamento, está certíssimo. Pelo novo Acordo Ortográfico, Decreto nº 6583 da Presidência da República, de 29.09.2008 todas as consoantes ditas “mudas” desaparecem da nossa língua. Como ainda vale a Lei 5.765, você ainda tem a opção de utilizar uma das duas. Porem não pode utilizar as duas juntas.
A Língua Portuguesa Brasilesa é lei?
Sim. Como diz Aldo Bizzocchi:
                           “Se um comerciante afixar um cartaz com erros ortográficos na fachada de sua loja (existem muitos casos assim, alguns até hilários), estará ele sujeito a multa? (Só para lembrar: uma lei que previa multas para placas e cartazes com erros de português, inclusive de gramática, entrou em vigor em São Paulo há alguns anos, mas nunca "pegou", provavelmente por falta de fiscais qualificados.)
                        Se um escrivão de polícia transcrever com erros de grafia o depoimento de uma testemunha, pode o advogado da outra parte pedir a anulação desse depoimento? Se um jornal, livro ou revista sair com erro ortográfico - o que não é incomum -, pode o leitor exigir o seu dinheiro de volta e mesmo acionar o PROCON?
Sim pode. Mas como os julgadores (juízes) em sua grande maioria também desconhecem. É uma ação ganha. Acredite.
Mas voltemos a “corrupção” ou “corrução”.
Ela existe junto com o homem. Teve projeção registrada na Grécia antiga, mas foi muito utilizada no Senado Romano. Alguma coincidência com nosso Congresso?
Não. Nenhuma. Só o nome da moeda de troca.
                                 Nos Estados Unidos o Lobby - Lobby (do inglês lobby, antessala, corredor) ou lobbying é o nome que se dá à atividade de pressão, ostensiva ou velada, de um grupo organizado.  O objetivo é de interferir diretamente nas decisões do público, em especial dos legislativos, em favor de causas ou objetivo defendido pelo grupo -, é atividade legal, assim como “doações para campanhas políticas”.
 
No Brasil não.
O lobby é proibido por lei e as doações somente podem ser feitas através dos partidos políticos que concorrem a uma eleição. E registrados. Não podem ser oferecidos diretamente a candidatos.
Bem aqui já temos três transgressões legais:
Falar errado, lobby político e doações ilegais a candidatos.
                          O que estamos vendo, a partir da ultima eleição é o numero avassalador, gigantesco de corrupção política, a candidatos, a partidos, as empresas estatais e aos próprios governos. Estes, em níveis estaduais e Federais. Municipais sempre houve. Nunca ligamos. Parece que agora os brasileses, já acordados, não estão gostando muito desta “farra romana” em pleno século vinte um em nosso Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.
                        Só no meu estado, o Rio Grande do Sul, aparecem dezenas de Deputados Federais e Estaduais que “receberam” alguns através de partidos e outros particularmente, em mãos, em dinheiro vivo, altas somas para suas campanhas eleiçoeiras. Sim, pois eleitor somos nós e não o candidato. Nós participamos da campanha e nós somos os eleitoreiros. Outra pegadinha da nossa amada Língua Portuguesa Brasilesa.


 
Mas que diacho? De onde surgiu isso? Do homem. Desde que ele existe.
A palavra vem de nosso pai, o Latim “corruptus”, que é um particípio passado de “corrumpere”, ou seja: “destruir, estragar”. De “COMP”- intensificativo, mais “Rumpere”, “quebrar, arrebentar”.
                         Nicolló Maquiavelli, filósofo e conselheiro de Príncipes na Alta Idade Média, na mesma época de nosso Tratado de Tordesilhas e é claro antes de nosso pseudo descobrimento já afirmava:
“Todos os Estados bem governados e todos os príncipes inteligentes tiveram cuidado de não reduzir a nobreza ao desespero, nem o povo ao descontentamento.” 
                            Como podem ver, de lá para cá usando a Língua Portuguesa pela lei ou pelo Novo Acordo Ortográfico, esta “ação” não é novidade. Mesmo que nossos costumes e valores, estes também antiguíssimos, tenham passado ao lado de tais, digamos, atos não muito respeitosos da conduta humana.
                                Quanto ao que vai acontecer tudo depende da “dita” justiça brasilesa. Parece que estou desdenhando de nossa justiça? Não estou incrédulo mesmo, pois parece, com exceção de alguns heróis, (juízes) o resto parece não servir a justiça e sim aos seus próprios interesses.
                              Os escândalos de corrupção nestes últimos tempos são de deixar de “boca aberta” o mundo todo. Este que parecia já ter visto tudo.
Bem agora conheceu novas formas.
Os resultados?
Estes dependerão exclusivamente de como o povo brasilês vai agir, cobrar, reclamar, manifestar-se, exigir de seus “representantes” – mesmo que muitos deles foram eleitos pelo “dinheiro de corruptores” e não pelo seu voto.

  Mas quem sabe agora, um pouco mais acordados (ainda sonolentos) façam valer seu papel de cidadão e exercer um civismo civilizado. Sim são duas palavras e significados diferentes.
Afinal, ler e conhecer a própria língua são obrigação. Assim, depois, poderá fazer seus discursos e manifestar-se... Ao menos corretamente.
Pensar não dói... Já falar errado... Aiiiiiiiiii...
 


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Publicado: Konvenios – Vitória – ES-
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