sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

#PensarNaoDoi:

“Imprensa & Verdade!”
- Temos isto? –
“... Para cada bom motivo que há para mentir,
há um melhor ainda pra dizer a verdade...!”.
B. Bennett
 
Uma pergunta me foi dirigida, diretamente, na rede social Twitter:
- Profe.: O Senhor acha que a imprensa deve dizer a verdade?
Antes da resposta a este questionamento vamos ao inicio.
Por que alguém faria tal pergunta? Por que um adulto teria esta dúvida em pleno século Vinte e Um?
                          Quando iniciei no jornalismo existiam somente dois tipos de imprensa: A séria, ou a que dizia a verdade (doesse em quem for) e a famosa imprensa marrom (expressão trazida dos EUA para divulgar qualquer coisa que resultasse em manchete para o veículo). Não importando se fosse verdade ou não.
                       Os Paparazzi é algo mais novo, ao menos no Brasil. Significa o plural de paparazzo, (no italiano é utilizada para se designar os repórteres que fotografam pessoas famosas sem autorização, expondo em público as atividades que eles fazem em seu cotidiano.) surgiu no Brasil na segunda metade da década de oitenta. O caso mais conhecido de perseguição de paparazzo foi da Princesa Diana, na Inglaterra. Mas a expressão já tinha sido utilizada por Frederico Felini em uma obra de 1960.
Mas vamos por partes. Temos tantos termos agregados ao Jornalismo hoje que há a necessidade de uma separação para entendimento.
                       Um jornalista (ao menos aos tempos em que fui preparado para isso) é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados, fatos e divulgação de informações. Também se define o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.
Ou seja, antes de mais nada precisa saber escrever. No caso do Brasil ser um no mínimo, bom conhecedor da Língua Portuguesa Brasilesa. E sim... Dizer a verdade SEMPRE.
Mas em meio ao jornalismo – esta atividade de comunicação – surgiram outros pronomes ligados ao jornalismo, principalmente com o advento da internet e das redes sociais.
Sim, de repente todo mundo virou jornalista. Mas não é bem assim.
                   
   O jornalismo efetuado pelos veículos no Brasil é verificado por um editor chefe. Até os anos 80 um editor “comandava” as matérias divulgadas em qualquer tipo de veículo. Após 2002, os veículos (que são concessão governamental) começaram se não omitir, criar sensacionalismo às avessas, ou também chamado de factoides (Na nova grafia, pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa Brasilesa) é uma declaração (falsa, não verificada, ou fabricada) questionável ou espúria apresentada como fato, mas sem provas.
Mas também temos colunistas, comentaristas, cronistas, articulistas e hoje com a internet os famosos blogueiros.
                            
  Lembrando ainda que o STF decidiu, em junho de 2009, que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão.
Virou confusão? Não.
Vamos lá. Agora, ao menos em parte você sabe o que é imprensa e jornalismo. Dentro do jornalismo há uma escala, ou seja, denominações que determinam a importância de certos profissionais. Assim há os colunistas.
                             No início da década de noventa surgiu uma nova  “moda” na imprensa, também originada nos EUA: os Manuais de Redação e Estilo. Em outras palavras uma bíblia das redações. Estes manuais consideram como “colunas” qualquer texto assinado, opinativo e periódico, apesar de aceitarem a distinção entre “colunista” e “articulista”. Este é um convidado ou colaborador que oferece seu trabalho para publicação. Responsabiliza-se por ele e, na maioria das vezes, tem um conhecimento sobre o assunto bem superior aos demais.
                             Independente da qualidade dos textos, a crônica é um gênero literário, seu espaço natural é o jornal, o livro, o rádio e até a televisão. João Saldanha, que era multimídia, sempre fazia crônicas, mesmo quando escrevia para jornais. No mesmo caso estão Nelson Rodrigues, Jânio de Freitas, Ruy Castro, José Simão e muitos outros. Colunistas foram, no passado, Ibrahim Sued, Zózimo, Tavares de Miranda e outros que assinavam colunas fixas sobre pautas determinadas pelo editorial de cada veículo.

                              Assim como em rádios e TVs há os comentaristas que seriam “colunistas” falantes. E na internet surgiram milhares de blogs: É uma palavra que resulta da simplificação do termo web log. Este, por sua vez, é resultante da justaposição das palavras da língua inglesa web e log. Web aparece aqui com o significado de rede (da internet) enquanto que log é utilizado para designar o registro de atividade ou desempenho regular de algo. Numa tradução livre podemos definir blog como um diário online. E qualquer um pode ter e fazer. Não importando se é jornalista ou não. E há excelentes blogueiros, mesmo que seus assuntos, na maioria das vezes não sejam diários.
Vou dar exemplos:
           
                Hoje jornalistas, ou profissionais que noticiam assuntos ou fatos, e ainda comentam sobre ele e que conquistaram um respeito com os leitores são muito poucos e mais raros ainda estarem ligados a um veículo de comunicação. Assim conseguem exercer sua liberdade de escrita. A popularidade ou sucesso é mais difícil para se obter, pois o profissional conta apenas com seu nome e não tem “sobrenome” ( tipo o Azevedo da Veja).
Por exemplo:
 Políbio Braga no RS, juntamente com o colunista e escritor Percival Puggina. São profissionais confiáveis em que o público “coloca a mão no fogo” por eles, ou seja, respeitadíssimos.
Do RS vou ao meu querido Paraná. Lá tem meu amigo que é uma simpatia em pessoa Mhario Lincoln. Um ser que coloca paixão nas palavras e não se vende fácil. Por isso tem admiração e é admirado.
                         E são poucos não se preocupe. Agora pulo para o Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa temos o mestre Miranda Sá. Independente, tem seu sitio (site) e blog e é divulgadíssimo pelas redes sociais. Seus escritos são profundos e de muita pesquisa. Ou seja, o que Miranda Sá publica é considerado como verdade por milhares de leitores brasileses.
                         Do RJ, pulo para o outro Rio Grande, o do Norte e encontramos Carlos A. Barboza. Carlos conquistou aos poucos o mundo virtual por sua maneira cavalheiresca de se referir até mesmo aos assuntos, considerados desagradáveis. Uma publicação de Barboza tem o aval, também, de milhares de leitores em todo o Brasil.
Do RN desce para Goiás, e aqui tenho o aval, de minha amiga, Valéria Fernandes para citar André Marques. Um profissional de opiniões fortes e que coloca “medo”, principalmente, nos políticos. Para os Goianos o que André Marques falar ou escrever é tido como verdadeiríssimo. Eis seu respeito e profissionalismo
No estado (o cérebro do Brasil hoje) de São Paulo têm vários... Mas vou pegar apenas um exemplo respeitadíssimo na internet por suas posições sérias e dedicadas a um Brasil melhor, destaco Felipe Patury. Mesmo estando ligada a revista Época, vindo da revista Veja, conquistou uma respeitabilidade fantástica. Ou seja, mesmo estando “ligado” a um veículo (o que é raríssimo) seus escritos são de uma confiabilidade inerente ao seu lado profissionalíssimo. Aqui contei com a ajuda e filtro da grande mestra do Twitter, Marisa Cruz. Uma das twiteiras mais respeitadas no Brasil.
Assim cada estado deve ter o seu “grande profissional”. Vou começar a coleciona-los e divulga-los com a ajuda dos leitores. Não os deixo de fora, apenas refiro-me aqui aos que conheço profundamente.
                              Estas pessoas conquistaram um respeito por sua dignidade e profissionalismo inegáveis ao assinarem tudo o que falam ou escrevem.
Claro que teremos em cada veículo, bons profissionais. Mas estes deixo de fora por estarem ligados a uma empresa ou concessão.
                              Os que aqui foram destacados, não tem nada “por trás” somente sua honra e dignidade e ninguém os tira (por mais que tentem). Ou como se diz no popular “não tem o rabo preso”. E conquistaram não somente a simpatia como a confiança dos leitores.
São profissionais que sabem o que falam porque pesquisam. Jamais escrevem por escrever. Como os “escrevinhadores” (escritor de má qualidade, que escreve obras insignificantes e sem valor). Destes a net  está lotada.
                            Retorno a pergunta do meu amigo (por sinal conterrâneo):
  - Sim amigo, um jornalista de fato diz a verdade sempre. Ou se surgir ameaças que possam colocar sua vida ou familiar em perigo, ou algo do tipo, então eles preferem não opinar ou se manifestar sobre os assuntos.
Exemplo são os famosos “profissionais” que entraram na lista negra do PT, como Rachel Sheherazade, a apresentadora e comentarista de noticias de televisão.
Isso é um profissional de jornalismo. Estes são jornalistas. O resto creia-me: são meros “escrevinhadores”.
E para todos estes pensar... Não dói!
Por isso os cito e homenageio-os. Faço reverência a cada um deles.
 P.S. - Não coloquei suas fotos por não ter suas autorizações. Mas sintam-se todos fotografados pela alma.

Durante a tarde de sexta-feira esta crônica foi reproduzida na França -

Através de meu amigo  @Alcofribas_GP   Le journalisme ou sensationalime par Lionel R GRID traduçào artigo de J.C.BORTOLOTI http://blogs.mediapart.fr/blog/lionel-regis-grid/261214/le-journalisme-ou-sensationalime  via @MediapartLeClub

E no blog do meu amigo Carlos A. Barbosa - Em Natal - Rio Grande do Norte em http://blogdobarbosa.jor.br/



 Homenagem aos profissionais que dedicam suas
vidas para informar, tudo a todos.
Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada.