domingo, 7 de dezembro de 2014


#SOSEducacao:

 

Perdão, Jovem...!

 


“... Ninguém se indigne contra os homens ao ver sua dureza, sua ingratidão, sua injustiça, sua arrogância e o esquecimento dos outros; são feitos assim, é sua natureza, é não poder suportar que a pedra caia ou que o fogo suba...!”


J. L. Bruyére – Caracteres – Do Homem- 177- Sec. XVII

 

                             A indignação toma conta; qualquer argumento soa ineficaz; qualquer busca de resposta gerará mais questionamentos e muito mais dúvidas.

                            Por sugestão de amigos e por ser um apaixonado li e reli todo o PNE – Programa Nacional de Educação – Aprovado este ano, antes das eleições, é claro, pelo dito “Congresso Nacional”. Respeito às instituições que fazem parte de meu amado Brasil. Não significa que tenho que ter o mesmo respeito por “homens indignos” que literalmente perambulam por seus corredores e elevadores; fazem uso da “palavra” como se fossem “guizos” de serpentes entrecortando salas e andares. Sou fã de como está montada e organizada nossa República Federativa do Brasil. Sim somos uma república. Portanto, democráticos por natureza e pela mente e coração de cada brasilês. Não confundir com a mediocridade em escala elevada do que estamos presenciando em todos os cantos deste amado país. Não somos comunistas. Nossas origens não permitem isso mesmo que alguns insistam. Mas isso é denotação para algumas conotações encontradas por alguns mendicantes e discursivos que utilizam a falácia como forma de enganação sumária de um povo bom e generoso. Está escrito tantas coisas na Constituição Federal... Nossa “bíblia cidadã”... Possuímos com validade, mesmo que algumas arcaicas, mas todas estão ai... Mais de 840 mil leis para serem seguidas e aplicadas. E cada vez, parece-me, mais ausência de bom senso em nossos políticos, que cada vez menos nos representam,.

 


                              No ensino, não importa se público ou privado; as normas saem do mesmo lugar para que todos sigam: MEC. Sim de Educação e Cultura, tem quase nada. Exceto o nome. Destinado por lei, 10% do PIB – Produto Interno Bruto – para que seja, exclusivamente, para a Educação. Perdão: Faltou dizer que estes 10% serão totalizados em um período de 10 anos – a metade de uma geração -. Se não fosse trágico pensaria tratar-se de alguma piada de mau gosto que estamos fazendo com nossos próprios filhos. Não. Não é! Mas como dizer para crianças do fundamental, repito: não importa se pública ou privada; que Che Guevara não tem nada a ver com nossa história brasilesa. A resposta vem na hora: Mas tio foi nossa professora de “história” que disse! O que responder para estes jovens? Tens alguma sugestão? Não década de 70 os EUA, tiveram problemas – não tão gigantescos como os nossos, atualmente – e simplesmente decidiram: criaram as House SchoolEscola em Casa – em uma tradução literal -. Sim começaram a pagar professores particulares para dar uma instrução digna para seus filhos. Com isso esvaziaram-se as escolas e o Congresso Americano precisou tomar medidas drásticas. Aumentou consideravelmente o investimento no aperfeiçoamento de professores, diretores e funcionários de escolas.

 


Veja bem: não construíram “novas escolas”. Revisaram todo o sistema nacional de educação que tinham. Por que? Alunos de famílias de classe média, sim iguais as nossas, que mandavam seus filhos estudarem na Inglaterra, ao voltarem estes jovens não conseguiam acompanhar o “atraso” de seus colegas e se revoltavam. Chegavam em casa e conversavam com seus pais. Sim lá os pais dialogam com os filhos. Estes, preocupados com seus filhos, tomaram duas decisões: Ensiná-los em casa, com isso retirando-os das escolas e, segundo; começaram a pressionar o Congresso Americano, com cartas, matérias na imprensa (que é claro é muito diferente da nossa dita mídia), reuniões em suas comunidades, com prefeitos, promotores e fizeram uma mudança drástica. Seu modelo instituído precisava ficar próximo da Inglaterra e do Canadá. Sim seu País vizinho que possuía um sistema de ensino superior. E conseguiram.

 


E nós? Meus filhos já estão por conta própria. Tiveram educação em casa e uma instrução digna para chegarem onde estão. Se sou rico? Claro que não.

E pela nova classificação brasilesa não sou nem da classe média  mais. Ah, e minha profissão, cujo diploma não tem mais validade – por determinação do STF, qualquer um que “escreva” pode ser jornalista. Aqui está o resultado que conseguimos nestes últimos 12 anos. Uma involução tão gigantesca que ficamos apenas na frente de 3 ou 4 países de quinto mundo – se é que existe esta expressão ou classificação.

E o que vamos fazer? Por enquanto nada. Todos estão felizes com o resultado das eleições; com suas “bolsa tudo”, com uma dívida interna gigantesca, com uma divida externa se agigantando, com uma educação retrógada e o pais sem visão alguma. Sim, involução. No século XVII, mesma época do autor, citado no início, já se afirmava: “Num certo sentido, os homens são levianos ou só o são nas pequenas coisas. Mudam seus trajes, sua linguagem, suas aparências, suas atitudes, e algumas vezes mudam de gosto; mas conservam sempre seus maus costumes, são firmes e constantes no mal ou na indiferença pela virtude...!”

 


                           E você já sabe o que vai dizer para seus filhos? Já sabe o que eles serão? E quando você Pai, não estiver mais aqui... Estará certo que seu filho receberá uma “bolsa qualquer coisa” para sobreviver, mesmo que sem nenhum conhecimento adquirido? Esta resposta você precisa buscar para você mesmo...

Afinal, Pensar Não Dói...! E não se preocupe se continuar assim seus filhos não pensarão mais... Serão simples humanoides comandados por algum comunista que o fará de “escravo moderno”.

 

  

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