terça-feira, 2 de setembro de 2014


O Paulista Fernando Barone

é o convidado da Sala de Protheus:

 

Somos a Classe Média... E daí?

“... Há pouca amizade no mundo,

sobretudo entre pessoas da mesma classe...!”

Francis Bacon

 
Que bom que eu não tenho tanto crédito assim!
Explico. Venho falando desse "golpe branco" que o Foro de SP vem fazendo na América Latina, especialmente por aqui no Brasil.O comunismo está longe de uma revolução nos moldes dos anos 60, está agora infiltrado em tudo que nos cerca de informação e formação de opinião, e se aproveita da democracia para impor a vontade da minoria organizada sobre a maioria de cegos, mudo e surdos... Sim, a grande massa de eleitores nem tem ideia do que se passa e fica sabendo de muito pouco do que sai na imprensa, e o que sai é muito superficial, quando não é publicidade.
Ora, hoje temos muitos veículos na mão de políticos e, como sabemos, a imensa maioria é governista. E também as manchetes, para uma imensa massa de eleitores, é o seu jornal diário, ali, pendurado na banca, onde se lê a capa fumando um cigarrinho de rolo de fumo.
É muito pouco para conscientizar. Assim o governo alcança boa parte dessa massa com suas bolsas eleitoreiras, que sim, aliviam a miséria, mas não promovem o desenvolvimento do indivíduo e criando um "pacto" de dependência.
Em quem tendem a votar? 
No grande provedor, claro.
Temos muitos eleitores que têm conexões pessoais com sindicatos, ONGs de fachada, movimentos sociais e todo o aparelho de classes dominado pelos comunistas, sejam do PT ou "sócios" do mesmo. 

Existe, entre os esclarecidos, uma sensação de que não somos representados pela classe política, e achamos um absurdo a bagunça institucional que estamos vendo ser descaradamente revelada dia a dia. Protestamos nas mídias sociais, escrevemos blogs e publicamos notícias reveladoras, mas isso tem um alcance limitado.

 Foi uma surpresa o Junho/13. Tanto que não se repetiu mais, mesmo com os Black Blocs na rua a mando dos interessados em ver a classe média fora de cena, a adesão foi muito abaixo do esperado no sete de setembro.
                                     A classe média tende a fracassar como movimento, e é natural, nós somos conservadores, religiosos, adoramos nossa família, somos contra essa guerra de classes, o agrupamento bovino dos movimentos sociais, etc. Isso nos desarticula e ainda somada a alienação voluntária sobre a política... Estamos em risco.

                                  A JMJ com a vinda de Francisco I, mostrou a cara do brasileiro, essa cara foi mais doída aos comunistas do que os protestos de Junho, foi a cara do brasileiro que não é comunista. Foi a cara do brasileiro caseiro, que não saiu para fazer baderna e sim pela alegria de se ver representado por um catolicismo renovado, com ares de aproximação da Igreja com seus fiéis. Não sou católico, mas admirei muito essa demonstração de um povo feliz. Foi na verdade um tapa na cara dos comunas, - Somos conservadores seus subversivos, e somos maioria...
                                             Então porque essa maioria não coloca esses crápulas para correr do poder? Porque fomos enganados a pensar como massa, como classe, como grupos. Por mais que não sejamos uma imensa massa de militantes, acabamos por nos deixar enganar pelo politicamente correto e assim somos manipuláveis. São os heteros preconceituosos contra os coitadinhos dos homossexuais, é a elite (um fantasma falso, pois elite é o próprio poder) que nos oprime, é o empresário (grande parte classe média) safado contra o trabalhador honesto. E assim vivemos o cotidiano nas novelas da Globo ensinando ao seu publico que os empresários são vilões e os coitadinhos são os pobres, como se isso fosse um problema de classe e não de caráter. Ou nunca vimos empresários benevolentes e pobres crápulas?
                         Esse é o mecanismo. O golpe do coitadinho, da minoria "injustiçada"... E a grande maioria de pessoas comuns que morrem por falta de atendimento médico decente, alguém se lembra deles? Usam a todos como massa de manobra e todos caem na armadilha. Tem que ser bom pra todos, não só para alguns como acontece na guerra de classes.



                           Para piorar, o grau de evolução do golpe maior, o golpe branco, é que estamos quebrando as leis e a constituição através do próprio governo, então o tempo está curto, e o que mais é preciso para acordar?

                          A classe média está acordando muito lentamente, mas ela precisa deixar um legado e expressar sua indignação nas urnas e tentar fazer com que mais e mais alienados acordem e não aceitem ser manipulados pelo golpe do coitadinho...
Mas ainda bem que pareço um maluco paranoico, imagino se me dessem crédito pelos absurdos que vejo e comento...

 

Para meu amigo Fernando Barone... Pensar não dói...!

 

 

Dos Entendimentos & Compreensões de

Fernando Barone. São Paulo – SP -

Paulistano, empresário, decifrando os enigmas do caminho da Luz, fã de bons pensadores, amante da liberdade e contra o pensamento induzido e controlado!

http://fernandobarone.blogspot.com.br

Barone.fernando@gmail.com