terça-feira, 16 de setembro de 2014

#Memória:
Brasília!  
- Da “Ordem e Progresso” ou do Comunismo de Niemayer?

 “...Não admito que digam que Brasília
se parece com um circo...
Circo é coisa séria...!”

Josemar Bosi

                                  O Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi convidado pelo Presidente Café Filho (que assumiu após a morte de Getúlio Vargas), em 1954, para ocupar a presidência da Comissão de Localização da Nova Capital Federal, encarregada de examinar condições gerais de instalação da cidade a ser construída.
                                 Em seguida, Café filho homologou a escolha do sitio da nova capital e delimitou a área do futuro Distrito Federal. A Comissão de Planejamento e Localização da nova Capital, sob a Presidência de José Pessoa foi, assim, o órgão responsável pela escolha do local exato onde hoje se ergue Brasília.
                                A idealização do plano piloto foi obra da mesma comissão que, em relatório redigido pelo Marechal José Pessoa, intitulado “Nova Metrópole do Brasil”, e entregue ao Presidente Café Filho, detalhou os pormenores do arrojado planejamento que se realizou.

                                 Em 15 de março de 1956, o Presidente criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital Federal (Novacap). O engenheiro Israel Pinheiro foi indicado como presidente da companhia e o arquiteto Oscar Niemeyer como diretor técnico. Este, imediatamente, começou a elaborar projetos para os primeiros edifícios, como o Catetinho, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel,  detalhou  os pormenores  do arrojado planejamento que se realizou.
                               O projeto apresentado pelo arquiteto Lúcio Costa, em 1957, vencedor do concurso para a criação do Projeto Urbanístico do núcleo da cidade – o chamado plano piloto, era muito semelhante ao projeto inicial de José Pessoa - , como se pode ver em imagens e vídeos, hoje completamente disponíveis. O motivo, segundo Cláudio Queiroz, Professor de Arquitetura da Universidade de Brasília poderia ser o fato de ambos terem as mesmas referências e influencias.
                               O Marechal José Pessoa não imaginou o nome da capital como “Brasília”, mas sim Vera Cruz, estabelecendo ligação com o primeiro nome dado pelos descobridores. O plano elaborado respeitava a história e a        não descaracterização às tradições brasilesas. Grandes avenidas chamar-se-iam: “Independência”, “Bandeirantes” e outros, diferente, portanto, das atuais siglas alfanuméricas de Brasília como W-3, SQS, SCS, SMU e outras.
                                  Em 1956, José Pessoa pediu demissão ao presidente JK, por discordar da pressa em se ver sem que o projeto urbanístico estivesse sequer aprovado, antevendo os graves problemas que a cidade passou a enfrentar, como a ocupação urbana desordenada e falta de preocupação com o meio ambiente.
                                       E no contexto de aproveitamento político que JK pretendia tirar da obra gigantesca e ficar para a história do país, foi esquecido a “Ordem e Progresso” da mentalidade militar quanto ao projeto e dado lugar ao pragmatismo socialista da mentalidade de Niemayer que não se importou, em momento algum, se colocaria o país em crise de abastecimento e endividamento por causada vaidade de ter o projeto concretizado.
                                       Infelizmente a história só deu os louros desse projeto para Niemeyer e Lúcio Costa, colocando no esquecimento a competência e inteligência de Getúlio Vargas, Café Filho e do Gal. José Pessoa.
                                       Parece já estar em nosso memória genética a ausência de honradez em não dar os louros e méritos (meritocracia) aos verdadeiros guerreiros e sim aos que, após a “batalha”, aparecem de “uniforme” reluzente para serem condecorados para a posteridade
                                       Esta triste memória, acabou se tornando uma realidade cultural até os dias de hoje.
                                      Ai está o resultado: “políticos e interesseiros”, meramente de vaidade e orgulho pessoal e não de cidadania.
Triste herança repassada a outras gerações.
Perante a história, para o Brasilês pensar dói...
Apenas pensamentos para você ter antes das eleições.
Boa Semana.

 

 
Entendimentos & Compreensões do Povo Brasilês.
Das pesquisas pessoais do Historiador e Pesquisador
Professor Marlon Adami
Brasília – DF