quinta-feira, 17 de outubro de 2013


“Enquanto Pensamos...!”




“Com o tempo eu lhe ensinarei como superar.
Você quer voar, mas não pode começar a voar voando.
Primeiro tem que aprender a andar e o primeiro passo, 
ao aprender a andar, é entender que quem não 
obedece a si mesmo é regido por outros...!”.
Nietzsche


Dificilmente ligamos para aquilo que pensamos.
Retirar estas impressões, enquanto pensamos, tornou-se, com o tempo, mais difícil ainda.

Escrever sobre eles podem nos levar a rótulos da esquisitice hipócrita, cada vez mais automática. Cada vez mais banal, pequena, primitiva.

Fomos habituados a pensar, julgar, analisar, querer, sentir o pensamento dos outros. Por isso a referência, profunda, do pensador, acima.
Mas, gostamos de pensar, ao menos, que temos controle completo sobre nossa própria vida.

E na grande maioria do tempo, nós realmente, acreditamos que estamos controlando isso. Estamos completamente no comando.
Porem, quando algo acontece, nos lembra que o mundo obedece a suas próprias regras. Ele gira, na roda do tempo, a seu modo.
Não do nosso. Descobrimos aos poucos que, no fundo, estamos “aqui” só de “carona”.

Você, alguma vez, já leu ou assistiu desenhos animados.
Geralmente eles fogem do perigo subindo em algo. E tudo fica bem.
Eles não caem até olharem para baixo!
Sempre ouvi que este era um dos segredos da vida: Nunca olhar para baixo... Ou para trás.
Mas é mais do que isso.
Não é apenas “não olhar”.

É você não imaginar que está no meio do céu e que não sabe voar.
Depois, descobre que o mundo é feito de grandes coisas e pelas pequenas coisas.
A parte mais ingrata é quando damos o nome de “grande” e “pequena”.
Porque quando acontece alguma coisa com você... Quando você perde alguma coisa, ou alguém com que você se importe, isso é tudo para você.
O mundo pode estar acabando, mas você não liga.
Você não liga mais para nada.
Às vezes formamos uma idéia do motivo das pessoas fazerem coisas terríveis, principalmente, umas com as outras. E Vai me surpreender sempre o que as pessoas fazem com as pessoas.
Pela mesma razão que crianças brigam, quando o motivo deveria ser a brincadeira.

Se você esta fazendo o papel daquele que “bate”, certamente não será o protagonista que “apanha”.
Se você age como se fosse um monstro, fica “motivado” que nada vai pular das “sombras”, para atacar você.

Torna-se simples. Torna-se verdade.
Sempre ouvimos a “desculpa” que as pessoas fazem coisas terríveis porque elas têm medo.
Mas o que é medo?

Simplesmente algo que desconhecemos.
Será que sempre agimos “motivados” por des-culpas?
Outras vezes estamos à beira de um grande precipício.
Todo o tempo. Todos os dias.
Um precipício que todos iremos pular de alguma maneira.
Mas nossas escolhas não são sobre isso.

Nossas escolhas são se queremos ir à força, e gritando, ou se queremos abrir nossos olhos e corações para ver o que acontece enquanto “caímos”.
Enquanto não descobrimos estas complexidades, continuamos, apenas, como complexos seres ditos “humanos”!

Mas o que nos faz humanos? Que nós podemos pensar?
Que nós podemos sentir pena e dor?
Talvez, que nós podemos rir?
Espera-se que sim.
Nós podemos nos machucar e nós podemos rir e nós temos um passado e um presente.

E... De algum modo... Um futuro.
Talvez o que nos faz humano, é que nós sabemos só o suficiente. Para pensar que sabemos quem somos, onde estamos indo.
Isto tudo faz algum sentido para você?

Conhece algo que faça?
Ao menos, ainda, Pensar não dói...  E podemos pensar.





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