terça-feira, 1 de outubro de 2013

As autobatalhas!




"...Nós vencemos metade da batalha quando
 mudamos nossas mentes e aceitamos o
mundo como o encontramos,
inclusive os seus espinhos...!"

Orison Swett Marden


                           Neste momento me encontro sentado diante do mundo.  Confesso estar profundamente cansado, exausto. A cada dia, a cada instante, comando verdadeiras batalhas. O interessante é que não tenho um único exército rival, confesso. São vários. Muitas vezes penso desta vez é meu fim!

                            Frequentemente saio arranhado, profundamente ferido, tenho alguns órgãos comprometidos, quase mutilados. Às vezes peço trégua, negócio a paz, faço concessões para evitar a prisão ou mesmo a morte.

                           Cheguei a pensar seriamente em me aposentar da vida, procurar outra vida em outro lugar, afinal tenho certeza que depois dessa vida corpórea tenho infinitas outras para vivenciar. Talvez devesse mesmo dar minha sentença final e pronto.

                            Mas aí vem a dúvida entre o covarde abandono ou a insistência ambiciosa pelo troféu do heroísmo. Então entrego a decisão para mim mesmo.

Falo para mim: “É você que decide e pronto”.

Parece covardia, abandonar a si mesmo, justo nos momentos em que Eu e Eu deveríamos decidir juntos. Mas é assim mesmo que sou.
Por alguns ideais dos meus “Eus” se transformam em um único Eu, se tornam heróis, incríveis e quem veem acha que sou invencível.

                       É, mas o todo forte e o todo fraco moram dentro do mesmo Eu. Confesso, são comuns as desavenças entre eles. Um Eu quer se impor ao outro e aí vira uma batalha também.

Quantas vezes interfiro e digo: - chega!  - Onde vamos parar?  - Um absurdo não dar conta de mim mesmo!
Acabo ditando regras para ambos e ponto final. Afinal, já enfrentamos e vencemos tantas batalhas porque vamos ser rivais?
                     Então eles se calam, mas claro não se conformam,são insistentes e Eu é que sei o quanto!

Bem, a vida continua e os meus Eus desejam continuar na minha companhia, apesar das autodesavenças, das derrotas e retiradas, comemoramos juntos igualmente as nossas vitórias e alegrias do dia a dia.
                      Antes de finalizar vou explicar melhor quem são os exércitos que enfrento vida a fora, porque não deixei claro no início.

Parece estranho, mas meus adversários não são especificamente pessoas ou coisas, acredite, são as situações e, talvez, algumas delas sejam seus inimigos também. Tem situação que venço logo. Agora outras, penso que vão durar até esmorecer desse corpo.

                    As mais longas batalhas nem sempre são as piores, com algumas até me acostumei e sinto falta e nos enfrentamos de vez em quando, só para matar as saudades, dão-se alguns aranhões e um até mais.
                   Agora, você acredita que algumas situações foram tão sérias que fui obrigado a criar novas estratégias, de combate e defesa, me equipar com novas armas e munições e mesmo assim fui obrigado a pedir tréguas?

 O pior de tudo é que não desistem de mim, estou refém delas e o jeito é me refazer e enfrentar a dura situação é assim ou elas ou eu.

                  Nossa mas, que enrolação? Que situação é essa e aquela, ou melhor, quem são essas situações? Como não se tratam de situações amigas, prefiro não revelar seus nomes, suas origens e fins. Mas acho que algumas são suas conhecidas.

                    Provavelmente alguns de nós vivemos as circunstâncias, mas como é uma questão singular, não dá para se ajudar. E desse modo, cada um enfrenta suas autobatalhas, se cansa, se refaz e desfaz durante a vida inteira.

                    Daqui a pouco quando vencer o desânimo e a fadiga, que é só uma questão de tempo, vou me preparar porque os confrontos vão continuar.
É assim que levo a vida corporal, até seu final.   

Ao menos Pensar, ainda, Não Dói...!



Entendimentos & Compreensões
Transpirados das Inspirações de minha amiga e ex-aluna
Professora Isane Johann

www.Twitter.com/profeborto