domingo, 6 de outubro de 2013

Aprenda a Me Usar!





“...Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...!”.

William Shakespeare




Olá!

Pode vir. Estou esperando.

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor, mas... Permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e nos pés e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria. Faça-me sentir saudades. Conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto,
um albergue da eterna juventude.
Eu saio em conta, você não se gastará muito comigo.

Ao contrário crescerá.

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Geralmente não minto, omito.
Respeite meu choro, me deixe sozinho.

Só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariado.

Mas fique comigo quando eu chorar.

Seja mais forte que eu e menos altruísta!

Amo seres maiores que eu.
Não se vista tão bem... Gosto mais de você à vontade. Gosto de braços e de abraços, gosto de pernas e muito de pescoço.

Do resto mais ainda...
Reverenciarei tudo em você que estiver o meu gosto: 
Boca, cabelos, cheiros e percorrer toda geografia. Amo ilhas e arquipélagos. Montes e lugares planos.

Leia muito. Escolha seus próprios livros, releia-os.

Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Deixe comigo. Amo cozinhar.
Seja um pouco caseira e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escrava da televisão, nem xiita contra.
Nem escrava minha. Nem filha minha. Nem minha mãe.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Enlouqueça-me uma vez por outra, mas, me faça um louco bom, um louco que ache graça em tudo que rime com louco:
lobo, bobo, rouco, boca...

Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família... Isso a gente vê depois... Se calhar...
Deixa-me dirigir o carro, sou “fominha”.

Quero ver você nervosa, inquieta, olhe para outros homens, (assim tens comparativo) tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus enigmas... Faça-me massagem nas costas. Se quiser eu faço.
Beba. Vinho de preferência. Chore, eleja algumas contravenções.
Deixa eu te raptar

Se nada disso funcionar... Experimente me amar!

E se prepare... Para ser muito amada!

Ah, se não estiver pronta... Eu espero!





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