domingo, 31 de janeiro de 2016


#SOSEducacao:

 A Tragédia da Educação na Pátria Educadora!
 "... É no problema da educação que assenta o
grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade...!"

                                                                                                                   Immanuel Kant

 
O ensino superior é tratado como uma imensa salada de frutas, ficando pouco claro de que maneira se fará a defesa da qualidade do ensino.
A presidente, Dilma Rousseff, sancionou uma lei verdadeiramente criminosa aprovada pelo Congresso: a reserva de 50% das vagas das universidades federais para alunos egressos da escola pública, segundo a cor da pele dos estudantes. Pesquisa recente demonstra que nada menos de 14% dos universitários brasileiros são semialfabetizados, e escandalosos 48% não são plenamente alfabetizados.
É a tragédia da escola pública fundamental e média se alastrando célere no terceiro grau. Sancionada a lei, a universidade pública estará condenada a funcionar como curso supletivo, destinado a suprir as deficiências do ensino nas etapas anteriores. Pior: diminuirá enormemente a pressão em favor da melhoria da escola pública. Com esta orientação do Ministro da Educação e da presidente Dilma, fica difícil criar uma consciência da importância da nossa educação, no espírito das novas gerações. Além disso, há o desprezo pelas regras gramaticais e ortográficas, como se houvesse um desejo recôndito de prestigiar a ignorância. Ou seja, ninguém deve dar bola para a gramática e a ortografia.



 A educação brasileira precisa ser urgentemente repensada, no bojo de uma grande reforma social. Mas enquanto as questões mais simples não forem devidamente resolvidas pela “burocracia governamental” parece que continuamos na firme disposição de enfrentar os grandes problemas educacionais através do discurso bonito, inflamado, sem consistência.
Está na hora de mudar isso. A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.


O ENEM é uma fanfarra educacional!


 O Enem representa uma verdadeira contradição. É feito para servir de filtro aos concluintes do ensino médio. Se esses alunos não conseguem êxito no concurso de habilitação, com os conhecimentos amealhados nas escolas, é a prova concreta de que o ensino que lhes foi ministrado era de baixo nível. Ou, como preferem outros, a prova de que o Enem propõe questões que nada têm a ver com o nível do que é ministrado nas escolas regulares, daí a necessidade dos abomináveis "cursinhos". Em seguida, tentou-se vender a ideia de que é uma prova seletiva, um vestibular barato. E ficamos com esse troço que ninguém sabe o que é.
Mas é preciso trocar de modelo por algo que venha efetivamente a funcionar, sendo notável a ideia de valorizar a Educação Básica: o Ensino Médio.


Os exames parcelados, a cada ano, somando resultados para uma avaliação final parece-nos o que de melhor foi sugerido, dividindo com mais inteligência o esforço dos alunos, além de obrigar as escolas a uma distribuição mais adequada da carga de conhecimentos a ser exigida dos que a ela têm acesso.
O MEC estuda a separação de provas para os alunos que querem apenas a certificação do Ensino Médio dos que querem concorrer a uma vaga na universidade. Dos pouco mais de 6 milhões que prestaram provas do Enem, 800 mil tinham objetivo obter o diploma do Ensino Médio. De acordo com o MEC, é que muitos estudantes que, a princípio, querem apenas o diploma de conclusão, depois acabam usando a mesma nota do Enem para acessar o ensino superior, sem precisar de nova prova. O Enem não tem a menor importância: é uma fanfarra educacional !


Não se muda a educação, estabelecendo metas, mas a partir de ins­tituições. Não há milagre.
Pode pensar... Não dói!
 


Das Percepções & Entendimentos 
Nelson Valente
Professor Universitário, Jornalista e Escritor.
Santa Catarina – SC –
Arquivos da Sala de Protheus.


Obs.:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São de inteira responsabilidade de seus autores.
O Editor