quarta-feira, 6 de janeiro de 2016


Da série REFORME SEU POLÍTICO:
A política possível e necessária:

 “O Voto Pode Muito...
 VOTO DISTRITAL Pode Mais!”
 
"...Ninguém é suficientemente competente
para governar outra pessoa sem o seu consentimento...!"
Abraham Lincoln



Uma das ironias da vida é que jovens agimos atabalhoadamente como se o tempo restante da vida fossem “minutos”... Ao contrário de quando velhos quando agimos como se ainda tivéssemos “séculos” pela frente, a despeito da “morte à espreita” no calendário. Deve ser isso que chamam de “sabedoria” e em uma dessas "filosofadas da insônia" coloquei-me em uma sinuca de bico. Por que os muitos “situacionistas de sempre e de ocasião” vivem dizendo que não temos propostas? Nós, "do outro lado", “reaças” e outros que tais?
Uma coisa não se lhes pode negar, quer queiramos ou não, são diretos e incisivos em seus propósitos como demonstram suas diferentes propostas de controle à imprensa, "educação de esquerda” implantada nas escolas desde o 1o. Grau, a propaganda governamental mercadora de quimeras, a Reforma Política oportunista explicitando tudo. O tipo de sociedade e controle social que querem. E o que fazemos? Criticamos tuitando a "tentativa esquerdizante" pura e simplesmente, mas sem contrapor um tipo de organização e sistema político-educacional, que 
nós, a pretensa “maioria esclarecida”, julgamos e queremos para viver em uma Democracia Representativa
.
Não resta a menor dúvida, que os tempos são de “crise mundial” de lideranças e objetivos. A “crise econômica persistente” nos USA e Comunidade Europeia fatalmente se espraiou “não tão suavemente” sobre os emergentes, mas “muito cruelmente” sobre os povos mais pobres de todo o mundo. Todavia é da crise, que sempre emergiram novas potências e paradigmas geopolíticos e nesta "minha não tão vã filosofia", penso que este é um “momento crucial para a identidade do Brasil”, que rumava segundo as estatísticas para ser a 5ª maior potência econômica mundial, graças aos nossos recursos naturais e capacidade empresarial, mas que se mantém “subsaariano” quanto à sua realidade Federativa, Tributária e Constitucional submissa à “falta de boa educação”.
Faltou-nos até aqui aprender através da história alheia, que não são promessas políticas e de governos, que proverão modelos e tampouco os desejos históricos de uma Nação. Sempre será do povo “o DINHEIRO, além do sangue, do suor e das lágrimas” das escolhas que eles fizeram e que aceitamos. Até hoje o brasileiro, tão somente, tentou comprar “baús da felicidade” por sua “inapetência política”.


 Sempre que nos movermos, choverão críticas desclassificatórias, mas é passada a hora do povo brasileiro “pagar o preço real” para ter sua Cidadania e livre e solidariamente escolher seus caminhos com persistência, para que mais uma vez “os novos ventos” não sirvam tão somente para “espalhar ciscos”. Precisamos determinar "as mudanças que queremos", como o foi com a "emenda popular da Ficha Limpa", deixando claro que exaurimos nossa capacidade de "empinar as capuchetas", pelas tantas promessas e nenhum cumprimento.
Ensaiou-se recentemente uma “reforma política” embalsamando o Voto Proporcional de 50% em Listas Fechadas e 50% pelo voto direto, mas ainda aceitando coligações e todos os vícios eleitorais, além de outra consagrando o “distritão”, que nada mais seria que o “voto proporcional” fantasiado de “voto distrital”, que bem conhecemos para a perpetuação do que aí está. É dizer “não” ao que sabidamente é vicioso e impróprio.
 

Eles sabem muito bem, que a manutenção do “status quo” está suportado pelo “sistema de representatividade”, que está em vigor e certamente lutarão com “unhas e dentes” pela sua manutenção e continuidade. Já para nós cidadãos é tudo o que não queremos, ou devemos permitir. Representantes mostrados em fotos no “programa eleitoral”, que não sabemos de onde vêm, como pensam e que propostas defendem e que são mostrados como se fossem sabonetes ou dentifrícios, que lavam mais perfumado ou nos dão um sorriso branco. A consequência é que a República fede e nós de “sorriso amarelo”.

Concordo com os muitos contrários ao “voto obrigatório” na presente política brasileira, mas discordo da omissão desses mesmos muitos em buscar a mudança dos “maus hábitos” dos nossos políticos, pois somente a participação maciça nas urnas é que poderá mudar essa situação terrível para o cidadão comum. O Congresso Nacional é o espelho da sociedade e certamente recuso-me a acreditar que, como povo sejamos tão medíocres e desinteressados assim dos nossos interesses e futuro. Será que esse é o tipo de ideal e consciência política, que legaremos e que nossos filhos herdarão? Seremos amaldiçoados.
  O cidadão brasileiro pode mais com seu voto. E agora é a hora de “pagar pra ver” com o Voto Distrital Misto! 




Das Percepções de um Brasil Atual do
Escritor e Articulista
Antônio Figueiredo – São Paulo – SP –





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