sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os Bórgias e o Governo Brasileiro!”





“(...) não queremos apenas ser compreendidos [...], mas igualmente não ser compreendidos. De forma alguma constitui objeção a um livro o fato de alguma pessoa achá-lo incompreensível: talvez isso estivesse justamente na intenção do autor – ele não queria ser compreendido por “uma pessoa”. Todo espírito e gosto mais nobre, quando deseja comunicar-se, escolhe também os seus ouvintes; ao escolhê-los traça de igual modo a sua barreira contra “os outros...!”

Friedrich Nietzsche em A Gaia Ciência. Af. 381. 

O assunto seria muitíssimo melhor elaborado pelo meu amigo, escritor e grande pesquisador histórico Antônio Figueiredo, ou como o grande sensei Sakamori, mas aventuro-me, com sua permissão, a fazer um paralelo entre o famoso governo (papado) dos Bórgias (Nobres de origem espanhola que dominaram Roma e o Vaticano no século quatorze) e o atual governo brasileiro.

A diferença, já inserida acima, está na origem de ambos. Lá nobres espanhóis ou plebeus que conquistaram seus títulos e acabaram por conquistar Roma e o que conhecemos hoje como Vaticano. Aqui bagunceiros que se tornaram políticos (origem nos pseudos movimentos sindicais e invasores de terras)
Não estou aqui fazendo nenhuma apologia a Religião e sim aos estilos parecidíssimos de política pública e, obviamente, privada. Quando saliento privada refiro-me, exclusivamente, aos que estão no dito “principado” ou no que costumamos chamar erroneamente de Governo “democrático”.

Os Bórgias conquistaram reinos. Há época a Itália era dividida por principados. O que não hesitou em tentar outros países próximos. Foram mal sucedidos.
Quando não conseguia seus intentos o famoso Papa Alexandre VI, ou Rodrigo Bórgia, simplesmente, aumentava seu colégio cardinalício. Ou seja, com novos e um numero maior de cardeais, todos comprados, tinha assim mais poderes sobre os principados.
Desta forma seu poder crescia, sua ambição em nome de Deus era permitida em qualquer espécie e circunstância e “apoderou-se” do maior banco da Europa naquela época, dos Medicis. Este era aconselhado pelo inteligentíssimo Nicolló Maquiavelli. Uma espécie de artista intelectual na arte da interpretação da política e dos interesses desses.
Nossas semelhanças? Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Chegou até nós uma ideia errônea de Nicolló Maquiavelli. Seria ofensivo, a ele, compará-lo a José Dirceu. Até porque Maquiavelli nunca precisou ser processado (tentaram, mas não conseguiram) ou condenado. Até agora outra “coincidência”?
Mas outros fatores são muito parecido com a história dos Bórgias e do Governo do PT. Quando se sentem fracos, “constroem” mais ministério, O governo atual conta com trinta e nove ministros.
Nunca os vemos ou o ouvimos, salvo raras exceções: Do esporte para a construção dos estádios para a Copa (pão e circo), ou do Ministério que distribui “bolsas tudo”. Uma espécie de compra de “cadeiras no céu”. Em nosso caso, voto mesmo.

Algumas contradições também nos remetem e não é coincidência a relação dentre as duas ditas “famílias” Bórgias e PT. O que não se consegue com inteligência se compram.
Por exemplo, as últimas pesquisas dão como preferência a presidente cerca de 30% de popularidade. Engraçado: Qual é o numero de bolsas famílias mesmo?
Há uma coincidência de números? Não creio em coincidências.

Após os ditos estádios que depois não servirão  para mais nada, apenas para peladas em lugares de luxo, não vimos mais nada.
Saúde vai de mal a pior e pouca gente sabe quem é o Ministro da  Saúde. A educação, bem está quase inexistente e quem é o ministro da Educação mesmo?

A transposição do Rio São Francisco, grande “engodo” da campanha do Lula, já consumiu cerca de 10 vezes o necessário e não está nem na metade.
O que se é gasto em propaganda politica e eleitoral nos últimos dois governos é aviltante. Apenas vinte e cinco por cento disso sanearia todo o problema de saúde do país.
Cerca de trinta por centro nos remeteria a educação mais próxima de primeiro mundo.

Novas estratégias educacionais estão fazendo mais alfabetizados funcionais do que pensadores para chegarem a um terceiro grau e dependerem de profissionais de outros países,
Mais uma cortina de fumaça em ano pré-eleitoral.
Não esquecendo que os filhos dos Bórgias, Juan, Cesar e Lucrécia casaram com riquíssimas famílias ou ficarão mais abastados ainda do que quando surgiram no mundo.

Os filhos de lula estão milionários. Os de Dilma, bem nem se sabe se tem ou se tem estão escondidos. Nem a dignidade de um marido foi apresentada para o país. Uma solteirona. Nada contra seu estado civil. Mas parece que não tem vida particular.

Quando vem a Porto Alegre, uma fotinho com um netinho é tudo o que lhe resta de carinho de mulher, de mãe, de avó. Fria, gélida, como tudo o que faz.
Um ser frio que parece ter saído de alguma geleira para incrementar um poder dos tempos em que era apenas uma “bagunceira ou baderneira” contra o poder existente. Exatamente igual aos que hoje ela manda suas policias prender.

Não entendo como os iguais de repente se tornam diferentes.
José Dirceu, considerado um dos “grandes capitães” intelectuais do governo do PT, hoje é julgado como criminoso comum pela Alta Corte.
A diferença:
Maquiavel não era idealista. Era realista. Propunha estudar a sociedade pela análise da verdade efetiva dos fatos humanos, sem perder-se em vãs especulações. O objeto de suas reflexões é a realidade política, pensada em termos de prática humana concreta. Seu maior interesse é o fenômeno do poder formalizado na instituição do Estado, procurando compreender como as organizações políticas se fundam, se desenvolvem, persistem e decaem.
Conclui, através do estudo dos antigos e da intimidade com os poderosos da época, que os homens são todos egoístas e ambiciosos, só recuando da prática do mal quando coagidos pela força da lei.

 Os desejos e as paixões seriam os mesmos em todas as cidades e em todos os povos. Quem observa os fatos do passado pode prever o futuro em qualquer república e usar os métodos aplicados desde a Antiguidade ou, na ausência deles, imaginar novos, de acordo com a semelhança entre as circunstâncias entre o passado e o presente.

Portanto qual é a diferença de hoje mesmo?
Muito pouca. Um povo passivo. Ou paciente demais e esperando, não de esperançar, mas de aguardar que algo lhe venha de bom grado em troca de um simples voto. Mesmo que obrigatório.
Assim, no próximo ano poderemos ter a chance de uma evolução política ou, literalmente, mais uma involução como sociedade e principalmente como conceito político.

Já descobrimos que pensar não dói... Porém parece que temos certa dificuldade em colocar em prática estes ditos pensamentos.
Parafraseando o escritor inicial: (...) Todo espírito e gosto mais nobre, quando deseja comunicar-se, escolhe também os seus ouvintes; ao escolhê-los traça de igual modo a sua barreira contra “os outros...!”.

Bons pensamentos Brasileses.


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