sábado, 21 de setembro de 2013

“Descobertas de um Ser”
- Lições de vida de Pequena Luz




“... Ser amado é consumir-se na chama.
Amar é luzir com uma luz inesgotável.
Ser amado é passar; amar é durar...!”.

Rainer Rilke



Nestes dias, dialogando com Sol Mentz, fez-me lembrar de acontecimentos muito importantes em uma das épocas mais turbulentas da vida.
Após fazer o Curso de Reiki, com uma mestra adoravelmente Divina, fui convidado para fazer Meditação Transcendental.
Confesso: Não me julgava em nível de tal procedimento. Primeiro por ser ocidental, depois por não me julgar pronto para tanta profundidade.
Mas, fui apresentado a um pequeno gigante. Uma japonesa com seus 74 anos, do qual passei exatos 30 dias, em frente ao mar com essa divina mestra.
Pequenina e já idosa, as vezes me julgava mais velho que ela.
Pedia-me para ficar sentado (devido a problemas físicos oriundos de um acidente) enquanto ela praticava tai-chi-chuan. Olhava para sua destreza de menina de 15 anos.
Ela retribuía como se lesse meus pensamentos e afirmava:
Sim, sempre afirmava: Faça com a mente, o que não pode fazer com o corpo, o resultado é igual.
Olhava para o mar que tanto amo e ela me perguntava o que sentia... O que via...
Eu, ora ficava sem palavras, ora falava em demasia. Ela respondia:
Sente o que esta falando? Era como um chicote na alma. Parecia ler minha mente. Acredito, tinha ela essa habilidade.
Um dia vendo-me observar o mar com lágrimas nos olhos disse-me uma frase:
Quando você olha para o abismo o abismo olha para dentro de você
Respondi automaticamente: Nietzsche disse isso. Ela me respondeu.
Não sei quem é esse ser. Porem lhe afirmo: Tudo já foi escrito... Tudo já foi dito... Pouco foi entendido... Quase nada foi compreendido pelo ser humano.
Apenas pense... Vasculhe seu coração. Lá está a resposta do que você precisa
E lá ia eu tentar meditar, escutar meu  coração. Dele somente vinham ecos do passado. Alguns recentes. Como se tivesse ficado aqui apenas “roubando oxigênio” e pouco fazendo ou sendo.
Ela sempre parecia ler minha mente quanto praticava aqueles exercícios na areia que para mim eram impossíveis fisicamente.
Novamente ela lia meus pensamentos: Faça com o coração... Deixe sua alma lhe conduzir.. Não imponha obstáculos onde não há necessidade. Libere sua mente. Se gostas do mar... Capte suas energias.
Sentindo-me pequeno e impotente, lá ia eu praticar. Mas...
Dizem que acreditar em destino é negar o livre-arbítrio, e que a liberdade de escolha não pode vencer o destino. Mas a verdade é que não podemos controlar o destino quando se trata do fim que escolhemos para a outra pessoa.
Após ela me ter dito isso, citei o autor da frase, outro filósofo (minha paixão), ao  qual ela me respondeu:
Porque insiste em dar nomes ao que já foi vivenciado. Calei-me. Entreguei-me aos ensinamentos. Em seguida ela me respondeu, como se lesse meus pensamentos: O destino nos arrasa negando ou realizando nossos desejos.
Foi Henry Amil quem afirmou isso: Ao que ela me retrucou e reafirmou:
Não sei quem é esse ser. E continuou:
Para os que acreditam em ressureição a morte é irrelevante. Ela não é um fim. Ao contrário é um recomeço Uma segunda chance. Um reencontro. Mas a ressureição é uma ideia tão atraente que até esquecemos que para ressurgir dos mortos você deve passar pelo inferno.
Respondi: Mas não estou pensando em morte. A resposta veio de imediato:
Seu espírito pensa nisso e seu coração revela. E continuou:
Na disputa entre o período e indecisão a diferença entre a vida e a morte está na confiança. Fé em nossas habilidades. Convicção em nós mesmos e na confiança que nos depositamos outros.
Não me contive e respondi: Mas já confiei tudo o meu melhor os outros com muito amor... Óbvio que veio a resposta:
Alguns consideram a intuição uma bênção. Mas ela também pode ser uma maldição. Uma voz nos chamando de lugares que devem ficar quietos. Um eco de memórias que permanecem mesmo que tentemos mata-las.
Você sempre tem escolhas. A questão é se você consegue conviver com a escolha feita. Como assim, indaguei:
Numa encruzilhada, Siga tua intuição. A intuição sempre quer o nosso bem.
É uma voz que nos diz quem é um amigo e quem é nosso inimigo
De quem manter distancia e de quem manter por perto
Mas esperanças persiste no medo e dúvidas nos distraem e então recusamos a ouvir. Mas... Tentei eu... A resposta foi um olhar de reprovação e continuou:
Quanto você encontra aquela pessoa que o conecta com o mundo você se torna alguém diferente. Alguém melhor.
Mesmo com um problema intratável podemos ainda achar  uma maneira de fazer o que é certo. Para quem, comparado com o que perguntei:
Com seu coração! Foi a ultima resposta daquele dia.
Fiquei com a frase a noite toda: Se precisar realmente de um mistério recomendo seu coração... Sempre!  De tudo isso aprendi com Pequena Luz:
Conheço pessoas. Não o resto. Mas quanto mais as conheço menos sei.
Quando “leio” as pessoas sinto como elas apenas estivessem ali... Sem luz... Apenas por estar.
Fui de muita gente, amores, amigos, parceiros, pessoal e profissional
Alguns demoraram mais de duas décadas, outros 8 meses.
Alguns machucaram e deixaram cicatrizes tais como uma tatuagem, nunca mais desaparecerão... Outros apenas foram administrados... Mas nunca esquecidos..
As mágoas, as melancolias, as raivas, coloquei no lixo... Mas demorou, para aprender.
Foi desse tempo que surgiu a frase posta em minha página: Surpreende-me sempre o que as pessoas fazem com as pessoas.
Pensar Não Dói... Tenho certeza. Mas entender a vida, o ser humano e amar... Isso dói... E muito!


Transpirado de minha mestra de Meditação Transcendental Pequena Luz.
Hoje literalmente uma luz. Uma estrela no Universo.
Dedicado a Sol Mentz por sua luz incomparável.

Entendimentos & Compreensões de Vida