domingo, 26 de fevereiro de 2017

Perfeições Imperfeitas...

 #Sentimentos:

Perfeições Imperfeitas...
                               
“... Homem, imperfeição passageira.
Terra, símbolo pálido de seu criador.
Alma, coisa intangível a debater-se
fadigada em busca de libertação nos
braços acolhedores de Deus.

Morris West

Festejos parecem não ter fim.... Arruma-se motivos variados para que haja festas. Em meio a elas tristeza, mágoas guardadas, sentimentos variados de pessoas, como qualquer um de nós, imperfeito..., mas em uma ânsia de buscar a tal perfeição.
Quem inventou a perfeição? Fora Ele, em sua perfeita criação? Seriamos nós as criaturas feitas à Sua perfeição?
Sinto-me arrogante pensando assim. Não consigo ver nada perfeito que não seja da natureza.... Dos animais... Até mesmos dos insetos.
Mas nós, os ditos “humanos”, somos tão pretensiosamente arrogantes que queremos uma perfeição inexistente e por isso imperfeita...
Por que tudo isso? Por que precisamos estar correndo atrás de uma felicidade constante? Por que não nos satisfazemos com pequenas coisas.... Com simples acontecimentos.... Como as crianças sentem-se perfeitas em um simples balanço em uma arvore.... Ou em uma cantiga de roda. Elas não se preocupam com nada... Não buscam está tal de “perfeição”... Elas estão na perfeição da infância.
                                       
Mas daí surge alguém que nos diz: Você precisa ser adulto; você não é mais criança; agora você tem responsabilidades...
E esta resposta às nossas verdadeiras habilidades parecem sumir.... Serem esquecidas em algum lugar do tempo.
Nos encantávamos com o simples voo de um pássaro, acompanhando as famosas térmicas.... Simplesmente planavam... E quando não os enxergávamos mais, ficávamos vendo imagens, centenas delas nas nuvens se formando.... Ora pareciam um cavalo.... Ora pareciam uma casa.... Ora pareciam um rosto de menino brincando... E perdemos isso. E perdemos as perfeições das coisas simples.
Nos tornamos perfeitas imperfeições em um mundo adulto que quer explicação para tudo. Principalmente o que não entende.... Isso fica de lado, afinal não é importante e perde-se tempo.
                                                
Crescemos? Não sei.... Creio que fomos colecionando idade, tempo passando, marcando-o como se fosse um placar da vida...
Eu tenho fome do tempo...
A divina escritora mineira Adélia Prado, costumava definir que (...) o amor, cai na simplicidade bela de definir que o amor é miudezas(...) “ o amor é feito de miudezas, e ele é tão miúdo, que se não tomarmos cuidado, vamos pisando nele pela vida afora…”
Quem sabe em nossas perfeitas imperfeições é disso que vamos nos esquecendo com o tempo. Aliás sobre o tempo a escritora disse:
“A mim que desde a infância venho vindo como se o meu destino fosse o exato destino de uma estrela apelam incríveis coisas: pintar as unhas, descobrir a nuca, piscar os olhos, beber. Tomo o nome de Deus num vão. Descobri que a seu tempo vão me chorar e esquecer. Vinte anos mais vinte é o que tenho, mulher ocidental que se fosse homem
amaria chamar-se Eliud Jonathan. Neste exato momento do dia vinte de julho de mil novecentos e setenta e seis, o céu é bruma, está frio, estou feia, acabo de receber um beijo pelo correio. Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome”.
Fernando Pessoa disse: “Tenho fome e extensão de tempo, e quero seu eu sem condições...! ”.
                                  
Na eterna tentativa e busca de perfeições que acabam se tornando todas imperfeitas, assim como esta amada mineira.... Eu só quero fome.... Muita fome.... De vida.... De alegrias incontidas.... De crianças correndo.... De amor sendo derramado pelos poros dos seres...
Acho que minha fome já é uma gula... E se a for, é um pecado.
Não gosto de pecados.... Prefiro a pureza da minha criança que ainda está dentro de mim....
Ela sabe que pensar não dói.... Ser feliz em alguns momentos.... Já estou satisfeito...
Já bastam...



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Citação de parte do Poema O Tempo.
Adélia Prado – Minas Gerais.
Arquivos da Sala de Protheus

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Adeus a Doutrinação!

#SOSEducacao:

Adeus a Doutrinação!

                                 
“...Brasil é um lugar onde pensam que

educação é sinônimo de escola.
E político é eleito apenas por
defender a construção delas...!”



S. Breguêdo

Enquanto escrevia, o Congresso aprovava as medidas de “Reforma do Ensino Médio”, no Brasil!

Este Congresso não representa mais ninguém, moralmente e legalmente. 
O "legalmente" quanto grande parte deles estão sendo investigados.... Se sobrar é algo, em torno de meia dúzia, dos mais de 550 seres que não merecem ser chamados de parlamentares, para não ofender pares de outros países onde funcionam como representantes dignos do cidadão.
Junto com o professor Catarinense Nelson Valente, criamos, nas Redes, a hashtag #SOSEducacão e nos últimos 5 anos estamos batendo nesta tecla.
A reforma do Ensino Médio é basicamente querer mudar o adolescente pela “criança” que ele não teve.
Não vão fazer alteração na base (Ensino fundamental) por quê?
Fácil!



Desde o início da década de 70, Freyre introduziu o Marxismo e o Gramscismo nos projetos de ensino do MEC, e nas cabecinhas que hoje todos conhecem como “gentalha esquerdalha”.
Seus “projetinhos”, que conhecemos nos últimos 13 anos era de nos transformar em Republiqueta de ditadozinho barato, à exemplo de vários países da África.
Os regimes marxistas ruíram na Europa depois de quase um século de opressão e miséria. Sua vertente cato comunista da Teologia da Libertação impregnou, no entanto, a Igreja da América Latina e penetrou na política partidária do continente, com a ajuda da Universidade e de intelectuais devotados à causa, como os seguidores dos frankfurteanos, dos pós-modernistas e dos desconstrucionistas. 
E nós? Ficamos quietinhos com raríssimas exceções que logo foram caladas. De uma forma ou outra. Hoje o projeto “contaminou” todos os setores da sociedade e precisamos de tratamento em termos de “pandemia”, pois generalizou.


O professor Nelson Valente, quando indagado por mim, que desse dez sugestões, sim um decálogo (já que é moda desde Lenin) para melhorar o nosso ensino.
Ele foi curto e grosso! (se me permitem utilizar o jargão gaúcho)
Disse o professor: 

                                                 Defendemos o decálogo:

1. Criar cursos técnicos, de acordo com as necessidades do mercado de trabalho e reservar 800 horas para a sua ministração, na 3 ª série, deixando a escolha a cargo dos alunos;
2. Preparar professores para os cursos técnicos;
3. Elevar para 70% o domínio de Matemática e Leitura, num prazo de 5 anos;
4. Ampliar o número de escolas de tempo integral, com professores de dedicação exclusiva e salários compatíveis;
5. Considerar o potencial da educação a distância. O Brasil tem, hoje, 1,1 milhão de alunos frequentando os vários cursos dessa modalidade;
6. Construir bibliotecas e laboratórios, especialmente de informática;
7. Criar, dentre os gestores escolares, o cargo de Inspetor de Qualidade de Ensino (IQE), para acompanhar adequadamente o cumprimento pleno do currículo escolar;
8. Cuidar efetivamente da assistência aos alunos portadores de necessidades especiais, incluindo-se as altas habilidades (superdotados);
9. Oferecer bônus aos professores e especialistas por resultados;
10. Corrigir a defasagem idade/série.
Temos também a esperança de que a educação a distância seja também de extrema utilidade no ensino médio.
Agora que você sabe um pouco mais, pense por teus filhos.... Se não for por você.
Afinal, pensar ainda não dói...


Entendimentos & Compreensões

Das Conversas com o Professor
Nelson Valente – Blumenau – SC
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28570#.WKtWizsrKyI
Arquivos da Sala de Protheus 
https://salaprotheus.blogspot.com.br/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ele Nunca Me Bateu!

#Humanidade:

Prólogo:

Esse artigo nasceu, inicialmente, com objetivo de atingir mulheres evangélicas e /ou católicas, visto estarmos nos dedicando a estudar e trabalhar com a temática da violência doméstica nesse grupo especifico. Mas, o texto pode lembrar sua amiga, sua parente, até você mesmo, em relações heterossexuais ou homoafetivas. E, também homens podem passar por relacionamentos abusivos. Estima-se que 14% de homens passam por violência doméstica, da qual a principal é a violência psicológica.

A Autora!

Ele Nunca Me Bateu...
                                                
Talvez você tenha ouvido essa frase de uma amiga, de uma parente, da mulher que congrega na sua igreja ou quem sabe você mesma tenha dito esta frase: “Ele nunca me bateu”. Mas, você já perdeu as contas das vezes que ele fez com que você se sentisse inútil e burra.

No início sempre é tudo tão lindo. Resposta as orações. O rapaz, o homem de Deus, dedicado na igreja, frequentador assíduo das atividades eclesiásticas, a família se alegra, a igreja e o pastor também. E você não se contém de felicidade com a sua “benção”. Por isso, quando ele briga com você por causa de suas amigas e amigos, você não se importa, afinal são demonstrações de ciúmes, coisa que passa. Então, ele reclama da sua roupa, do seu cabelo, do batom que você usa. Bobagem, zelo de um homem sério nas coisas de Deus. Se você é extrovertida com seu grupo na igreja, ele começa sutilmente a mudar isso em você, afinal você namora com ele, é um namoro sério, agora você ficou noiva. O compromisso é sério. Talvez não diga nada, mas, a cara emburrada no final da programação e no caminho de casa, faz com que você não queira de forma alguma “magoá-lo” e para a felicidade de vocês... Você muda.
Então vocês casam. Tudo tão perfeito. Lua de mel, primeiros meses de casados. Se você trabalha fora, ele reclama do seu trabalho, quer a casa arrumada, mas, ajuda pouco ou não ajuda em nada. Você engordou, ele faz questão de mostrar isso. Agora você não tem mais tempo para sua família, afinal você está casada, precisa dar conta da casa, dele e de suas “obrigações de esposa”, e é claro das obrigações eclesiásticas, principalmente o acompanhando.
                                          
Se você reclama, enfrenta, ele lembra o quanto te ama, que ele assumiu um compromisso com você, casou com você, afinal, você devia ser grata a ele, de tantas moças na igreja, ele escolheu você! E que você nunca deve esquecer que o cabeça da família é ele. Isso é bíblico. Você lhe deve submissão.

Com o tempo se torna mais agressivo. Nunca te bateu. Mas, já te espancou com palavras. Tudo em casa que dá errado é por sua culpa. Sumiu algo? Foi você. Algo está fora do lugar? Foi você.
Você levanta da cama e não recebe um bom dia: recebe reclamações sobre a casa, a comida ou qualquer outra coisa. Quem vai imaginar aquele homem agradável, de orações belíssimas, grande líder, pregador, cantor... Um “varão de Deus” é um tirano que lhe tortura dia e noite, há anos, psicologicamente, a tal ponto que você passou acreditar que realmente é aquela mulher sem valor algum que ele tanto diz.
Você não tem coragem de pedir oração. O que vão pensar dele? Vai conversar com o pastor e ele diz: “irmã tem que orar mais. É o temperamento do seu marido. Ser mais dócil, mais meiga. ” “A irmã tem que rever seu comportamento, se ele reclama tem algum fundamento. ”
                                                     
E você já fez todas as orações. Todos os jejuns. E dizem para você orar mais e suportar a “sua cruz”, “o sofrimento como Jesus”. Ser mansa e abnegada e o Senhor a recompensará.

Você já se tornou depressiva, já explodiu em doenças psicossomáticas. Tem ansiedade e pânico. A família que vê de longe acha que está tudo bem. Casamento perfeito. E todo mundo acha tudo tão perfeito, que você começa a achar que está maluca, que realmente você é o problema e continua a cair no seu poço de culpa e depressão.
Não, você não está louca! Você é vítima da mais covarde e silenciosa violência doméstica existente: a psicológica. Não deixa marcas no corpo. Deixa marcas na alma. Você deixou de ser você para ser uma marionete manipulada.
Então, você acorda. Quer sair daquilo, ele ameaça seus filhos, vai sumir com eles e você nunca mais os verá. Ele não sabe viver sem você. Ele não tem para onde ir. Você é tudo em sua vida. Ele vai se matar. Ou, você é incapaz de viver sem ele. E você fica por causa dos filhos. E você fica por causa dele, coitado! E você fica com medo de ficar sozinha.
Ele nunca te bateu....



Entendimentos & Compreensões

Das percepções de 
Candida Maria Ferreira da Silva
Assistente social, teóloga, especialista em Infância 

e Violência doméstica pela UFF, palestrante.

Rio de Janeiro - RJ
Contato: 
candida215@hotmail com
Pagina no facebook: 
https://www.facebook.com/abusoemocionalstop/
Twitter:
https://twitter.com/silvacandida201
Instragram: 
https://www.instagram.com/abusoemocionalstop/?hl=pt-br
Arquivos da Sala deProtheus




Obs.:
Todas as publicações, na Sala de Protheus,
são de inteira responsabilidade de seus autores,
O Editor! 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Reforma do Ensino Medio!

#SOSEducacao:


Reforma Do Ensino Médio...

- Medida “precipitada” -
                                                 
“As coisas não são ultrapassadas

tão facilmente, são transformadas...!”

Nise da Silveira – 1905/1999

Médica brasilesa


No ensino público: faltam 400 mil professores no ensino básico (fundamental e médio) no País. A maior carência é para as disciplinas de matemática, química, física e biologia. Há escolas que nem as têm na grade.
O Brasil dá mais ênfase ao topo, o ensino superior, do que à base, o ensino fundamental. O resultado é outra manifestação de instabilidade: a qualidade do ensino superior vem sendo puxada para baixo por causa da má qualidade do ensino médio; e este também vem perdendo qualidade por causa da piora no ensino fundamental.

É necessária cautela na unificação das 13 disciplinas do ensino médio público nacional em quatro grandes áreas do conhecimento - anunciada recentemente pelo Ministério da Educação (MEC). Pela proposta, prevista para vigorar a partir do próximo ano, as disciplinas serão integradas em ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática.
É uma medida "precipitada" e sugere a criação de um debate na sociedade a fim de aperfeiçoar o projeto e apresentar solução para os problemas crônicos do ensino médio nacional. O que se teme é que o ensino médio fique mais genérico e prejudique os alunos, principalmente os menos favorecidos que não podem estudar em escolas privadas.
A impressão que se tem é a de que, para evitar o problema de evasão escolar, querem baixar medidas sem enfrentar as causas mais profundas do ensino médio.
Pelo meu entendimento, a iniciativa do MEC contraria as novas diretrizes do ensino médio aprovadas pelo Conselho Nacional da Educação (CNE) em estabelecidas na Resolução nº 2/97. Conforme as normas aprovadas pelo colegiado do CNE, os componentes curriculares devem ser organizados em quatro blocos, garantindo a permanência das 13 disciplinas. Isto é, Linguagens, reunindo as disciplinas de línguas portuguesa, materna para populações indígenas e estrangeira moderna; arte - em suas diferentes linguagens (ciências, plásticas e musical) e educação física. Outro bloco é matemática, sozinha. Há também o bloco ciências da natureza que reúne biologia, física e química. Outro é ciências humanas que abrange as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia. A proposta do MEC de integração das disciplinas do ensino médio sinaliza uma manobra em uma tentativa de "resolver a falta de profissionais" no País. É "temerário" mudar primeiro o currículo para ajustá-lo depois. Sou favorável à inovação e às novas iniciativas, mas essa decisão, no mínimo, é precipitada.
Livros didáticos articulados - Além de considerar precipitada a unificação das disciplinas do ensino médio, considero também prematuras as metas do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2015 as quais preveem a distribuição de livros e material didáticos articulados com outras áreas do conhecimento.
É impossível atingir a meta. O Brasil não tem escritores para escrever esses livros e não estão explícitos os possíveis escritores e atores que poderão contemplar a interdisciplinaridade de textos para o ensino básico.
Defendemos o decálogo:
                                            
1. Criar cursos técnicos, de acordo com as necessidades do mercado de trabalho e reservar 800 horas para a sua ministração, na 3 ª série, deixando a escolha a cargo dos alunos;
2. Preparar professores para os cursos técnicos;
3. Elevar para 70% o domínio de Matemática e Leitura, num prazo de 5 anos;
4. Ampliar o número de escolas de tempo integral, com professores de dedicação exclusiva e salários compatíveis;
5. Considerar o potencial da educação a distância. O Brasil tem, hoje, 1,1 milhão de alunos frequentando os vários cursos dessa modalidade;
6. Construir bibliotecas e laboratórios, especialmente de informática;
7. Criar, dentre os gestores escolares, o cargo de Inspetor de Qualidade de Ensino (IQE), para acompanhar adequadamente o cumprimento pleno do currículo escolar;
8. Cuidar efetivamente da assistência aos alunos portadores de necessidades especiais, incluindo-se as altas habilidades (superdotados);
9. Oferecer bônus aos professores e especialistas por resultados; 
10. Corrigir a defasagem idade/série. 
Temos também a esperança de que a educação a distância seja também de extrema utilidade no ensino médio. 
Os países desenvolvidos, como a Inglaterra, experimentaram unificar as disciplinas do ensino médio sem sucesso. A sorte é que eles têm mecanismos rápidos para reverter uma decisão dessa magnitude. 
O MEC, ao invés de atacar o problema principal que é a de formação de professores, inventa mais uma moda: "modismo" da integração e das disciplinas. O Brasil não tem uma Pedagogia. Tem várias, sobrepostas, muitas vezes sem conexão umas com as outras. A história da Pedagogia brasileira é uma espécie de colagem de modelos importados, que resulta em um quadro sem sequência bem definida. 
Não existe uma pedagogia “pura”, ou seja sem influência de outras pedagogias ou do contexto social em que se desenvolve. Última moda é o Construtivismo, que nem é método pedagógico, mas sim um conjunto de teorias psicológicas sobre as estratégias utilizadas pelo ser humano para construir o seu conhecimento.
Ainda que o conhecimento seja integrado, o estudo tem de ser dado de forma desintegrada porque em algum momento haverá necessidade de se ter todas as bases para formar o conhecimento integral.
A reforma do ensino médio por meio de Medida Provisória evidencia que o governo de Michel Temer está sem rumo. O que me preocupa é que os mesmos que conduziram a desastrada política do MEC na era do FHC estão por trás dessa nova reforma. 

A Lei de Atualização e Expansão do Ensino de 1º e 2º Graus – Lei n. º 5.692, de 11 de agosto de 1971 - o 2º grau, com três ou quatro séries, apresentando uma terminalidade para permitir o engajamento em atividades profissionais de nível intermediário e o aproveitamento de estudos específicos no curso superior. A Lei n. º 7.044, de 18 de outubro de 1982: altera dispositivos da Lei n. º 5.692, de 11 de agosto de 1971, referentes à profissionalização do ensino de 2º grau. Foram muitas as leis definidoras da educação brasileira. Enfrentando muitos atropelos e uma vida média, em geral, inferior a dez anos, sucederam-se as reformas.

A mudança chamou atenção e provocou discussões no país ao incluir a possibilidade de escolha de diferentes trilhas de formação tradicional e técnica, educação integral e autorizar a contratação de professores sem licenciatura, mas que apresentem "notório saber": sem professor habilitado, só milagre!

O que deve ser considerado prioridade no ensino médio, são investimentos pesados na qualificação de professores que possam preparar os alunos antes do ingresso nas universidades. Hoje o indivíduo que conclui o ensino médio não está habilitado a nada. É apenas um generalista não preparado para o mercado de trabalho.




Dos Diálogos com Nelson Valente – 
Professor universitário, jornalista e escritor
Blumenau – SC = 
Publicado Originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28552
Arquivos da Sala de Protheus 
https://salaprotheus.blogspot.com.br/

Obs..:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São de inteira responsabilidade de seus autores.
O Editor!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Talento Mineiro!



“Talento Mineiro! ”

                                   

“.... Nada no mundo se compara à persistência.
Nem o talento; não há nada mais comum do que
homens malsucedidos e com talento. Nem a
genialidade; a existência de gênios não
recompensados é quase um provérbio.
Nem a educação; o mundo está cheio de
negligenciados educados. A persistência e
determinação são, por si sós, onipotentes.
O slogan "não desista" já salvou e sempre
salvará os problemas da raça humana.

Calvin Coolidge

Era início de tarde, sol alto e céu claro, mas com temperaturas baixas. Sim, o RS neste ano não nos deu muita chance em termos de verão daqueles quentíssimos e abafados.... Estou falando de todo o interior, menos a capital. Lá é abafado, em todos os sentidos, sempre...
Mas o interior gaúcho.... Ah, o interior...
Sinal de mensagem no telefone. Olho e lá está meu bom amigo mineiro Cleber Máximo.
Diz meu amado irmão mineiro.
- Professor, estou no ônibus, entre Sete Lagoas e “Beagá”, termo carinhoso em forma de abreviatura para a capital Belo Horizonte...
- Mas, estava almoçando em Sete lagoas, onde faço trabalhos de consultoria, e profe, a cidade tem este nome exatamente por ter este número de lagoas. 
Não conheço, ainda, o riquíssimo interior mineiro, que assim como o paulista e o gaúcho, tem peculiaridades fantásticas.
Mas, continua meu amigo me contando....
- Me chamou a atenção no restaurante que tinha música ao vivo, o cantor por detrás de um teclado.
Fiquei sem saber “onde” o gaúcho, aqui, entrava no assunto
E Cleber continua narrando seu almoço em Sete Lagoas, nas Minas Gerais:
- Professor, lembrei do senhor (ele não se acostuma que somos amigos e troca os pronomes de tratamento sempre, deve ser base da educação mineira) .... Pois o que vi me levou a Machado de Assis...
Confesso, fiquei cada vez mais curioso com a história de almoço do meu amigo mineiro....
Ele continua:
-(...) Machado de Assis era favelado, epilético, negro…. Tudo para dar errado.... Para não ser nada.
- E professor o que me chama a tenção, o musico.
Cleber se referia a Evandro Abelin, artista setelagoano, de 36 anos, cantor, tecladista, professor de canto e fonoaudiólogo.... Com um detalhe professor; - Esclarece Cleber! - Nasceu cego.
O assunto ficou interessante enquanto meu amigo mineiro continuava sua narrativa de seu especialíssimo almoço.
- Professor Ele nasceu cego, é um homem bonito, bem cuidado e um musico sensacional, canta todos os grandes interpretes brasileses dos anos 80 e também alguns internacionais...
- Tem uma voz melodiosa, muito bonita, tremendamente simpático e meu almoço demorou mais do que o previsto, por isso estou lhe ligando a esta hora.
- (...) para dizer também que, sabendo que o senhor é fã dos anos 80, em termos de música, comprei um CD deste artista mineiro e estou lhe mandando, creio que em poucos dias o senhor o receberá.
Ah, meus amados amigos mineiros.... Tocou-me o coração e a alma em profundidade.
Quatro dias e recebo o CD de Sandro Abelin, Teclado e voz com o título Exaltando a Mulher.
Músicas divinas e com um toque pessoal colocado por Sandro em cada grande cantor Brasilês dos anos 80.
Cego? Creio que se torna apenas um pequeno detalhe, sobre superação que tanto amo nos brasileses.
Sim, cego desde que nasceu.... Que não o impediu de ser um musicista, instrumentista, interprete e ainda um profissional da fonoaudiologia, com CRM e tudo constando do CD além de sua história...
Ops... Esquecidos hipócritas dos “politicamente corretos” ou abestados como diriam os nordestinos....
O Grande artista mineiro Evandro Abeln, não é cego.... É Deficiente Visual.... Pronto hipócritas! Satisfeitos? 
Deixo o endereço de e-mail e telefone para contatos com este grande talento mineiro e exemplo de Brasilês para muitos... E muitos mesmo.
Evandro Abelin, fone (31) 9 9788 4455 ou pelo e-mail evandroabein@gmail.com – Sete Lagoas- MG.
O CDd.... Bem, esqueço dele dentro do computador.... Pois fica tocando muitas horas.
Vale a pena encomendar o CD deste bravo guerreiro mineiro.
E gratidão profunda pela lembrança ao meu grande irmão mineiro Cleber Máximo.
Eis o valor de uma amizade em qualquer lugar do mundo....



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Dos presentes de Cleber Máximo
Sete Lagoas e Belo Horizonte – MG
Publicado originalmente no 
Grupo Kasal – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28549
Arquivos da Sala de Protheus 
https://salaprotheus.blogspot.com.br/

sábado, 4 de fevereiro de 2017

E Os Dias Bons...!


 #PensarNaoDoi:

E Os Dias Bons...!
                                            
“Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.”

Luis de Camões


                                    Óbvio que você deve ter lido uma infinidade de livros que asseguram ter descoberto a fórmula mágica para encontrar senão a felicidade, dias mais felizes.

Não se preocupe, eu próprio já li vários deles desde minha adolescência. Confesso que tirei muito pouca coisa de aproveitamento... O resto páginas lotadas de lixo de autoajuda barata.
O motivo é simples. Para ser distante e até um pouco antipático é preciso estar, de certa forma, com algumas amarguras não resolvidas. Estar amargurado, é na realidade que trará a felicidade.... Ou alguns dias melhores. Você poderá me dizer que é uma “desculpa” dos melancólicos. Pode até ser, mas, o êxito de uma vida não é a busca da própria felicidade que me levará a algum lugar e sim os momentos que fico feliz comigo mesmo. 
O restante: mera transferência.
                                          
                              É lógico que você pode pensar que o seu objetivo na vida é ser feliz. Centenas de contos e fábulas infantis, tradições milenares, escritos filosóficos e preconceitos culturais podem tê-lo orientado para a busca da felicidade, ainda que ela possa se parecer com o “Santo Graal” (Santo Graal é uma expressão medieval que designa normalmente o cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia, e onde, na literatura, José de Arimateia colheu o sangue de Jesus durante a crucificação, entretanto a origem do Santo Graal é muito anterior ao cristianismo, o Graal já existia entre os Celtas. Milhares de anos antes de Cristo). Ainda que esteja etiquetado com a palavra utopia, e, além de tudo, saiba que milhões de pessoas na história a procuraram antes de você e não obtiveram sucesso.

A felicidade é supervalorizada em detrimento de uma certa amargura, ou se preferir, melancolia.
                                  A busca da felicidade não nos leva a conseguir sermos felizes. Na realidade, precisamos de infortúnios, desgraças, tragédias, catástrofes, crimes, pecados, delírios e perigos nas nossas vidas. E senão os tivermos, nós os inventamos. Por quê?
Porque, no fundo, a felicidade é chata. Imagine um coro de anjos sorridentes pousando numa nuvem e logo estará bocejando; observe então, esses mesmos anjos, discutindo, traindo e sofrendo uns com os outros, e perceberá que está comovido.
                                            
                           Faça, se puder e estiver próximo, uma visita ao jardim zoológico. Observe os animais e repare como todas as suas necessidades estão garantidas: São alimentados sem que peçam, estão protegidos contra as doenças e não tem de temer predadores, pois as suas vidas já não se resumem a uma questão de sobrevivência. Podem se relacionar com outros de sua espécie e passear livremente por um espaço (limitado, isso sim) adaptado às suas necessidades.

Será que esses animais são felizes?

Não é verdade que estão num estado de tédio e de hipnose infinitos? Imaginem agora, o efeito da felicidade em um ser humano.
Você se sente assim dentro de sua própria casa?
Encher um humano de felicidade é o caminho mais rápido para aborrecê-lo, para afundá-lo no tédio e para deixa-lo em um asfixiante estado de depressão. Não há nada mais difícil de suportar do que uma serie consecutiva de dias bons. Sem dificuldades não podemos ser felizes. A verdadeira felicidade, o autêntico êxito que os livros de autoajuda tanto perseguem e a realização pessoal residem, então, na arte de viver uma vida amargurada. 
Você pode levar tudo isso meio na brincadeira, meio a sério, mas com certeza tem muito de você no que foi dito até agora.
É uma espécie de "sindrome de dr. House"? (já escrito em crônicas anteriores - Série americana para a televisão com o ator  Sir Hug Laurie).
Talvez.. Mas, apenas talvez!

Pode pensar.... Não dói!




Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado originalmente no 
Grupo Kasal - Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/Artigos.aspx?codAutor=117
Arquivos da Sala de Protheus
https://salaprotheus.blogspot.com.br

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

“O Crime é a Única “OPÇÃO” para o ex-Detento! ”

#SOSEducacao:

“O Crime é a Única “OPÇÃO” 
para o ex-Detento! ”
“... O homem é definido como 
um ser que evolui, como o animal
é imaturo por excelência...!

Friedrich Nietzsche

Um desafio de políticas públicas que o Brasil ainda não enfrentou de verdade: a reinserção de presos e ex-presos no mercado de trabalho.
Desigualdades sociais e má distribuição de renda alimentam as altas taxas de delinquência e criminalidade em nosso país. Por isso, o sistema prisional brasileiro está no limite e vai explodir. Este fato, agregado ao preconceito, torna a continuidade no crime a única “opção” para o ex-detento.
Os governos não avançam em políticas públicas de reinserção porque a sociedade ainda vê com preconceito esta alternativa, considerando-a um “desperdício” de dinheiro público. Mas desperdício é deixar como está.
Não pode haver indiferença do Estado, enquanto cresce essa lamentável criminalidade. Se o cidadão fica responsável pela sua própria defesa, fazendo justiça por conta própria, com a privatização do poder de polícia, corremos o risco de uma guerra civil.
Enquanto as rãs coaxam, assiste-se à discussão pública em segurança em torno da implantação de penitenciárias de segurança máxima, em vários pontos do país. Enquanto se pensa na segurança máxima, a preocupação com a educação é mínima, reduzida a questões burocráticas.
Ninguém pode condenar a ideia de se ter penitenciárias com o rigor desejado, nesse eufemismo da “segurança máxima”. O que pleiteiam os educadores e os homens de bom senso é a solução de base, ou seja, escola para todos: educação máxima.
Os próprios governantes brasileiros reconhecem que, em virtude da incidência de muitos crimes, os governos são obrigados a dedicar grandes somas às polícia e ao sistema judiciário. Melhor fariam, é claro, se pudessem colocar esses recursos para melhorar o atendimento educacional, oferecendo uma solução de raiz, que falta ao Brasil.
Está na hora de mudar isso. A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.
#SOSEducacao... Para o professor Nelson Valente...Pensar não dói...


Dos Diálogos com Nelson Valente – 
Professor universitário, jornalista e escritor
Blumenau – SC = 
Arquivos da Sala de Protheus 

Obs.:
Tods as obras publicadas na Sala de Protheus
São de ainteira responsabilidade de seus autores.
O Editor!


domingo, 29 de janeiro de 2017

Mais Inteligência....Menos Violência!"

"SOSEducacao:

“Mais Inteligência... Menos Violência! ”

“... A perseverança é mais eficaz do que
a violência, e muitas coisas que, quando
reunidas, são invencíveis, cedem a quem
as enfrenta um pouco de cada vez...!”

Plutarco


Parece frase feita nos sentidos da autoajuda, mas é exatamente ao contrário. 
Em nova obra, Psicólogo de Harvard defende que: “(...) apesar de nos sentirmos rodeados por violência, ela diminuiu ao longo da história...(...)! ”
Steven Pinker, relata em livro novo, recém-chegado ao Brasil, que o aumento da inteligência se reflete em pontuações médias cada vez mais altas nos testes de raciocínio abstrato, e também o desenvolvimento da empatia entre os seres humanos, propiciaram um declive da barbárie nos últimos séculos.
Para o psicólogo Canadense, a alfabetização e o cosmopolitismo favoreceram uma troca de ideias em nível global que "possibilita a compreensão do mundo e facilita os acordos" entre distintas sociedades".
Diz mais Pinker:
"Apesar de atualmente nos sentirmos constantemente rodeados pela violência, em séculos anteriores a situação era muito pior. Impérios em colapso, conquistadores maníacos e invasões tribais" eram comuns,...!”
A arqueologia forense e a demografia sugerem que em torno de 15% dos indivíduos nas sociedades "pré-estatais" morriam de maneira violenta, uma proporção cinco vezes maior à registrada no século XX, apesar de suas guerras, genocídios e crises de fome.
Nesse sentido, Pinker aponta que a afirmação popular de que "o século XX é o mais sangrento da história" é uma mera "ilusão" que dificilmente pode ser apoiada em dados históricos. 

Em entrevista a revista Nature (mês de dezembro) Pinker relata que:
“A barbárie diminuiu comparada a épocas anteriores não só com relação a conflitos armados, mas também a comportamentos sociais, diz o pesquisador.” 

No século XIV, 40 em cada 100 mil pessoas morriam assassinadas, enquanto atualmente essa taxa se reduziu a 1,3 pessoas.
"Além disso, nos últimos séculos, a humanidade abandonou progressivamente práticas como os sacrifícios humanos, a perseguição de hereges e métodos cruéis de execução como a fogueira, a crucificação e a empalação". Continua o Psicólogo. 


Pinker atribui essa evolução ao aperfeiçoamento da racionalidade e não a um "sentido moral" dos seres humanos, que por si só serviu para "legitimar todo tipo de castigos sangrentos". 
"A propagação de normas morais tornou frequentes as represálias violentas por faltas como a blasfêmia, a heresia, a indecência e as ofensas contra os símbolos sagrados". 
O estudo ressalta que com o tempo o ser humano foi diversificando sua tendência ao comportamento agressivo, presente desde os primeiros Homo sapiens. 
"A racionalidade humana precisou de milhares de anos para concluir que não é bom escravizar outras pessoas, exterminar povos nativos, encarcerar homossexuais e iniciar guerras para restaurar a vaidade ferida de um rei", diz o psicólogo. 

O autor do estudo apoia sua tese sobre o aumento da inteligência em pesquisas anteriores, que mostram como o Quociente Intelectual (QI) médio aumenta a cada geração. 

"As empresas que vendem testes de inteligência têm que normalizar seus resultados periodicamente. Um adolescente médio de hoje em dia se voltasse a 1910 marcaria um QI de 130, enquanto uma pessoa típica do século XX não passaria da pontuação 70 atualmente", explica Pinker.
Mas por que nos parece que esta informação contradiz o que vemos, ouvimos e sabemos diariamente?
Pela informação estar mais rápida nos dias atuais. Hoje a informação é instantânea. Sabe-se o que ocorre no outro lado do planeta no mesmo instante em que acontecem os fatos.
Mesmo que muito distorcidos por quem os faz (imprensa no sentido geral) as redes tendem a contrastar estas informações, repassando exatamente o que está acontecendo. Comprovando, com isso, a teoria do psicólogo canadense, professor de Harvard, nos EUA.
Vemos isso acontecer no Brasil atual. Principalmente no meio político. O que se faz dentro de uma sala fechada do Congresso Nacional, logo o mundo fica sabendo.
Desta forma comprova, novamente, os estudos do psicólogo.
Traz esperanças esta informação e este estudo.
Ou seja: De uma forma ou de outra, estamos evoluindo, em um certo sentido, e podemos continuar a ter fé no ser humano...
Pensar não dói.... Estar atento a evolução, em todos os sentidos também não...



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Da última edição da Revista Nature
Publicado originalmente no Grupo Kasal –
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28531#.WI5c0BsrKyI
Arquivos da Sala de Protheus.
https://salaprotheus.blogspot.com.br/

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Indignação!

Indignação!

“... A esperança tem duas filhas lindas,
a indignação e a coragem; a indignação
nos ensina a não aceitar as coisas como
estão; a coragem, a mudá-las...!”

Santo Agostinho

Creio que o doutor da Igreja católica tenha colocado a solução, na frase em epígrafe, para os problemas do Brasilês, na atualidade deste novo ano, porém ainda vivendo as consequências do que passou.

Indiscutível é a completa incompetência da administração de presídios no Brasil. Fato. Não nos cabe discutir.
Mas muito pior do que isso é “jornalecos e escrevinhadores” extremamente “preocupados” com a violência no Oriente Médio.
Sim, são, literalmente, criadores de “cortinas de fumaça” ao pensamento e discernimento do Brasilês, enquanto seus problemas são gigantescos em termos de segurança. 
Temos uma verdadeira “guerra” nas ruas todos os anos. Cerca de 60 mil homicídios (59,5 mil mortes violentas foram registradas pelo tal de “mapa da violência no Brasil”, somente no ano de 2014) a centena que colocamos a mais, dá e sobra se colocarmos a violência dos presídios.
Mas aonde está o problema?
                                                  
Bem, melhor seria dizer os problemas. Mas confesso, e afirmo: Continuam no mesmo lugar de origem de todos os outros: Congresso Nacional – Leia-se Câmara dos Deputados e Senado Federal -.
Lá, onde deveriam estar os representantes de toda a população, fiscalizando, acompanhando cada ação de governantes e as consequências para a cidadania brasilesa.
É "fogo" utilizar futuro do pretérito, no verbo acima...
Mas, indignação vem do latim Indignari, “estar irritado ou desagradado com alguém, considerar uma pessoa sem valor; de in – negativo, mais dignus, “de valor, apropriado, adequado”.
Em seguida à Discurso do Método, René Descartes, traz as Paixões da Alma, no século dezesseis. Na terceira parte, Das Paixões Particulares, o filósofo, traz em um subitem, ou em seu art. 195, exatamente: Da Indignação:
Diz o filósofo:
                                                             
A indignação é uma espécie de ódio ou de aversão que se nutre naturalmente contra os que praticam algum mal, de qualquer natureza que seja; e muitas vezes esta misturado com a inveja ou com a compaixão; mas seu objeto é totalmente diferente, pois só ficamos indignados contra os que fazem o bem ou o mal às pessoas que não o merecem, mas temos inveja dos que recém esse bem, e sentimos compaixão pelos que recebem esse mal. É verdade que de alguma maneira representa praticar o mal possuir um bem de que não se é digno; o que foi talvez a causa pela qual Aristóteles e seus seguidores, supondo que a inveja é sempre um vício, deram o nome de indignação à que não é viciosa.
Parece que precisamos contrapor o filósofo, ao menos em termos de Brasil.
Estamos tão acostumados à indignação que ela já é parte, já compõe o cenário nacional... Está acima do vício.
Digladiamos em redes, fazemos hangouts, (vídeo conferências virtuais) manifestações ao vivo no YouTube... E em 15 dias tudo está esquecido.
Eis o que os políticos sabem mais do que nós. Eles nos usam exatamente neste sentido. Sabem que somos fracos, omissos e esquecemos com facilidade todo e qualquer assunto.
Um ônibus no estado do Paraná, capotar e morrer 20, dá um rodapé de página e fica por isso mesmo... 100 morrerem em presidio, bem aí é diferente, STF aparece, todo mundo fala em indenização... E por aí vai.
Sim já se tem valores para uma vida. Seja de um bandido preso ou de um inocente que morre por falta de atendimento no SUS.
Esta é a justiçinha brasilesa, somente comparada à países de quarto mundo.
Enquanto isso, como diz um amigo catarinense em seu diário virtual.... Assim caminha a mediocridade....
Cada vez me conscientizo mais que para o Brasilês.... Pensar dói!



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado originalmente no Grupo Kasal –
Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28505#.WItL5hsrKyI
Arquivos da Sala de Protheus

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

De Nossas Dúvidas!

#PensarNaoDoi:

De Nossas Eternas Dúvidas!
                                 
“...É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos
têm uma confiança absoluta em si mesmos...!”

Orson Welles

                                  O ano apenas começou, mas já saltam, à olhos vistos, as dúvidas sobre os destinos de um povo inteiro: o Brasilês!
                                       O que nos está reservado, pouco sabemos, e não confiamos em mais ninguém; e na grande maioria das vezes nem, ao menos, em nós. As informações recebidas são tão desencontradas que acabamos nos perdendo até mesmo em nossas análises e nos enchendo de dúvidas, até daquilo que já tínhamos uma opinião formada.

Descartes, já disse no século 16: 
                          “Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão muito duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar, seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos , se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas análises das coisas séria. Mas, parecendo-me ser muito grande essa empresa, aguardei atingir um período mais propício que não pudesse esperar outra a não ser ela, na qual eu estivesse, talvez mais apto para executar novos procedimentos nas ideias analíticas; o que me fez diferi-la por tão longo tempo que doravante acreditaria cometer uma falta se empregasse ainda em delibera o tempo que me resta par agir. ”
                                         
                                      Agora, que meu espirito sente-se mais livre de todo os cuidados, e que se consegue um repouso assegurado numa pacifica e quase solidão, aplicar-me-ei seriamente e com liberdade em destruir em geral todas as minhas antigas opiniões.
Ora, não será necessário, para alcançar esse desígnio, provar que todas elas são falsas, o que talvez nunca levasse a cabo; mas, uma vez que a razão já me persuade de que não devo menos cuidadosamente impedir-me de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas indubitáveis, do que às que nos parecem manifestamente ser falsas, o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar para me levar a rejeitar todas. E, para isso, não é necessário, que examine cada uma em particular, o que seria um trabalho infinito; mas, visto que a ruina dos alicerces carrega necessariamente consigo todo o resto do edifício dedicar-me-ei inicialmente, de agora em diante, aos princípios sobre os quais todas as minhas antigas opiniões sempre estiveram apoiadas.

Tudo o que recebi, até o presente momento, em todas as áreas as quais me dediquei, com o mais verdadeiro e seguro, aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora, experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e, é de prudência nunca se fiar inteiramente em que já nos enganou uma vez. (argumento do erro do sentido, primeiro grau da dúvida. É insuficiente para nos fazer duvidar sistematicamente de nossas percepções sensíveis, na analítica de Descartes).
                                     
                                      Destas opiniões enganosas, remetidas como verdade, tirei o sentido e sentimento de que poucas fontes noticiosas, atualmente, são dignas e merecedoras de confiança para dar-lhes como sérias e com isso manifestar, através delas, quaisquer opiniões sobre os acontecimentos gerais
Assim como decisão de novo ano, fico somente com o que considero verdadeiros segundo meus sentidos de apuração e da mora, educação e ensino que tive, principalmente, no estudo dos filósofos, desde os pré-socráticos até os modernos.

Não errei em nenhuma avaliação feita, porem pequei por ter difundido outras que depois, em nova avaliação vi que me era totalmente desencontrada de propósitos sérios e que continham segundas intenções para os propagadores e não para nós leitores e intérpretes.
Volto à minha crítica pura da razão (parodiando Kant) sobre todos os fatos para torná-los público, conforme meus mestres ensinaram-me. Analiticamente, como Descartes faria de qualquer pensamento, para todas as ações de todos os veículos e propagandeados de pensamentos esquisitos, ainda espalhados por nosso lindo e amado Brasil.
Sim entrei o ano pensando mais ainda, visto que não dói.
Créditos? Somente a seriedade de quem a proferir.
Ao resto meu escárnio.
Pensar não dói... Já ouvir asneiras de ditos “profissionais” dói... Muito... Na alma!
Para a frente Brasil.


Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada

Citação de: As Meditações de Descartes
Da primeira edição, Paris, 1641
Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Junior
São Paulo – 1991
Publicado Originalmente no Grupo Kasal-
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28479#.WIUQdxsrKyI
Arquivos da Sala de Protheus