quarta-feira, 12 de agosto de 2015


#PensandoBrasil:

 

Para-Brisas Ou Retrovisor...?


“A Democracia que eles querem nos impingir, é a democracia antipovo, da antirreforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam. A democracia que eles querem é para liquidar a Petrobrás; é a democracia dos monopólios privados nacionais e internacionais; é a democracia que luta contra os governos populares e que levou Getúlio Vargas ao supremo sacrifício”.


Esse discurso pode ter sido captado no Túnel do Tempo, uma série de TV dos anos 60, na qual habitantes do presente 2015 viajam para um passado incerto, pois é “a máquina” que decidia o “quando”, porém sem a permissão de intervir ou modifica-lo, ou na série De Volta para o Futuro, na qual os habitantes do passado 1964 viajam para um futuro muito bem calculado de 2015, também sem permissão de intervir ou modifica-lo. Em resumo, é em cima desse discurso que “muita gente” tem viajado politicamente no Brasil nos últimos 55 anos.

Aliás, esse discurso é tipo um “óleo de peixe elétrico”, (que “nos antigamente” se jurava curar desde unha encravada até câncer no cérebro) e que no passado serviu para um “presumível” comunista defender a memória de seu “pai político”, que foi um ditador mais afinado com o nazismo e o fascismo. Já no presente uma “autodenominada” esquerda, utilizando-se das mais tradicionais práticas oligárquicas, “sentam” na “cabeça do povo” para se banquetear com o manjar dos “deuses políticos”: o dinheiro público.


Ufa! Até que enfim... O texto acima ficou parado na minha tela por mais de uma semana me desafiando na sua continuação. Não porque fosse já um tema completo em si, mas porque me oferecia duas linhas de continuidade. Uma falando dos políticos e os malefícios causados pela tutela histórica, sob o pretexto de “proteger o povo” de si mesmo e a outra falando do povo, que sempre aceitou passivamente essa tutela, quer por comodismo, quer por covardia.

A que tutela me refiro? Àquela em que a insurgente demanda de um grupo social ameace o “status quo”, este responda com uma “bondade oficial”. Vão-se os anéis, mas ficam os dedos...

Temos uma quadra especialmente difícil na Democracia Brasileira e não me lembro de tanta crise junta ao mesmo tempo. Crise econômica, crise política e crise de moralidade. Ao mesmo tempo não me lembro de uma mobilização social de parte do “brasileiro comum” tão expressiva como a corrente, nascida lá atrás em junho de 2013.


Do lado dos “brasileiros políticos” vejo crescentemente o ensarilhamento das “armas ideológicas” pela mútua compreensão de que inimigo maior a ser combatido são as oligarquias podres tradicionais, bem como as “novas apodrecidas”.

Que 16 de agosto definam se vai continuar a olhar para o retrovisor ou para o futuro.

 

 

Entendimentos & Compreensões
Antônio Figueiredo –
Escritor & Articulista –
São Paulo – SP