sábado, 16 de julho de 2016

#SerieHumanidades:


Violência Doméstica 

Contra Homens!

"...A violência não é força, mas fraqueza, 
nem nunca poderá ser criadora de coisa 
alguma, apenas destruidora...!"



Benedetto Croce

A violência doméstica praticada contra homens é um assunto pouco abordado, sejam em relações heteroafetivas como homoafetivas. Contudo, é uma violência real, mesmo que invisibilizada pelos números avassaladores da violência contra mulher.

É uma violência difícil de ser identificada, porque, a maioria dos homens sentem vergonha de admitir que são vítimas dela, a semelhança de muitas mulheres os homens tendem a esconder ou disfarçar a situação com desculpas, acidentes ou minorando os fatos.


Apesar de não ser a mais recorrente, a violência física ocorre contra os homens, assim como a violência patrimonial, negligencia e o assassinato. Contudo a violência psicológica é a mais frequente a que os homens são submetidos por parceiras ou parceiros.
Assim como mulheres, homens podem ser abusados emocionalmente em seus relacionamentos, através de condutas controladoras, insultos, depreciação, chantagens emocionais.
A regra do abusador emocional é minar a autoestima do parceiro para tê-lo sob seu domínio, buscando isola-lo e torna-lo dependente de sua pessoa. A violência, assim como com mulheres começam de formas muito sutis, entre o casal, podendo ser confundida com “explosão momentânea”, “mulher geniosa”, “problemas emocionais, “ciúmes” ou como “problemas normais entre o casal”.


Entretanto ela vai aumentando até tornar-se publica com a ridicularização do parceiro diante de terceiros, “cenas humilhantes”, retaliações diante dos amigos e família, e o famoso jogo da tortura: rejeição e esperança de uma suposta volta!
Assim, como ocorre com as mulheres a identificação da violência psicológica é muito difícil, principalmente quando a vítima já absorveu em si mesmo a manipulação e a depreciação do companheiro ou companheira, quebrando sua autoestima.


A violência psicológica tem uma ampla gama de formas de manifestasse: manipulação do sentimento do parceiro para atingir objetivos pessoais, depreciação das atitudes, aparência, vestimenta, jeito de ser do parceiro, possessividade, conduta controladora, diminuição do “ser homem” (papel social de homem na sociedade), insultando-o como fracassado, atitudes de desprezo, desrespeito ao parceiro como pessoa humana, não reconhecimento do seu trabalho, diminuição do seu trabalho, atitudes retaliativas baseadas em “ciúmes”, tentativa de isolamento do parceiro de amigos e familiares, criação de uma relação de dependência do parceiro, manipulação patrimonial, rejeição e tensão de uma reconciliação e finalmente fazer o parceiro pensar que “ela ou ele é a única pessoa que o ama e o aceita do jeito que ele é”, e que por fim estar com “ela ou ele” é sua salvação.


Homens atingidos por violência doméstica, principalmente psicológica geram as mesmas doenças físicas e emocionais que as mulheres, principalmente depressão e baixa autoestima. Além da vergonha, ser um impedimento para busca de ajuda e rompimento com a relação abusiva.



Entendimentos& Compreensões de 

Candida Maria Ferreira da Silva 
Assistente Social, Teóloga, Especialista em 
Infância e Violência Domestica pela USP.
- Rio de Janeiro – RJ -
Publicada originalmente em 
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=587804268072907HYPERLINK 
blogcontosrecontos.blogspot.com.br 
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