quarta-feira, 13 de abril de 2016


#PensarNaoDoi:


 Valores Arraigados &
Novos Paradigmas!





 “... Apesar da vida humana não ter preço,
agimos sempre como se certas coisas
superassem o valor da vida humana...!”

  Antoine de Saint-Exupéry


                              Em qualquer e simplório dicionário de nossa amada Língua Pátria esta escrito: Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente. A palavra valor pode significar merecimento, talento, reputação, coragem e valentia.
Simples, claro, objetivo... Mas pobre!
Valores estão para a vida humana acima da própria sobrevivência. Afinal sobrevive-se somente com valores muito arraigados.
Em meu tempo de criança valores eram quase que uma forma inconsciente de educação (educação é em casa, em família; Ensino é para conhecimentos que são ou serão adquiridos), em que bastava o “tipo de olhar” de um pai, para que a criança soubesse, exatamente, o que estava acontecendo: De certo ou errado, na visão do pai.
Mas o que quero com toda esta “lengalenga” ou papo furado, como diriam alguns hoje?
Muito. Tudo.


                                            Em valores estão, intrinsicamente atribuídos, nossa valoração... Não nosso preço. Nossos conceitos morais mais profundos, nossos sentimentos de verdade, de crenças, de sociabilização, de amizades, de companheirismo e... De amor! Se não aprendemos isso, de casa, desde cedo... Certamente teremos conceitos dos outros... O resto da vida.
                                       Miranda Sá, para mim um sábio, do tempo em que Jornalista era, literalmente, com a consoante, jota, em maiúsculo, escreveu, certa vez sobre a falsidade do “politicamente correto”. Certíssimo estava ele, quando se referiu a isto como: “(...) uma forma velada de pura manipulação social, para conceitos que interessam somente a alguns, por algum motivo, nem sempre honesto...!”.Eis o que surge, dentro de valores arraigados: Honestidade!
Mônica Bayeh, escritora e poetisa carioca, também deixou sua indignação quando titulou uma crônica com: “Ser Honesto Não é Favor. É obrigação!” Publicada em 06 de março.


                                    Se você perguntar, assim, diretamente para alguém quais são os valores: Não se surpreenda se ele colocar um preço. Sim um preço.
Afinal, não esqueçam que temos um ex-presidente (infelizmente) que se auto intitulou como o “Ser mais honesto do Mundo!”. Chega? Ou quer mais?
E o que isso faz na “cabeça” desta nova geração de adolescentes?
Um estrago tão gigantesco que precisaremos de, no mínimo, duas gerações (uma geração, estatisticamente, é de 25 anos) para corrigir o que foi efetuado em termos de ensino professado nos últimos 30 anos.
30 anos? Sim, desde a década de 70 quando o tal de Freyre, (ainda intitulado como grande educador do Brasil) que muitos idolatram, trouxe o tal de “construtivismo” e foi empurrado “goela abaixo”, nos professores, as teorias comunistas de Gramsci. Sim um italiano comunista.
                                          E hoje estamos vendo os resultados de toda esta “desvaloração” de ensino e que atingiu a educação familiar gigantescamente.
                                          Mas o grande paradigma desta segunda década, do século vinte e um é exatamente uma ausência de um modelo, de um padrão para toda uma geração. A atual.
Exatamente o que precisamos: formas vocabulares que sirvam de modelo ou sistema para que os jovens se baseiem na ausência de uma educação mais profunda em casa, para seguirem suas vidas.
                                            Aqui entra a epistemologia (Teoria do Conhecimento) que defina um exemplo ou um padrão, modelo de algo. E toda esta geração precisa, necessita de algo para se basear. O ensino não está propiciando isto. Tema de uma das obras que estão sendo planejadas, junto com o grande professor e escritor Nelson Valente, de Santa Catarina, que junto com este autor criou a “TAG” #SOSEducacao.


                                         Aqui gosto de citar Hoisel, 1998, autor de um ensaio ficcional (será?), que aborda como a ciência de haveria de se encontrar em 2008, chama atenção para o aspecto relativo da definição de paradigma, observando que enquanto uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico, é simultaneamente um conjunto dos procedimentos consagrados, capazes de condenar e excluir indivíduos de suas comunidades de pares. Nos mostra como este pode ser compreendido como um conjunto de "vícios" de pensamento e bloqueios lógico-metafísicos que obrigam os cientistas de uma determinada época a permanecer confinados ao âmbito do que definiram como seu universo de estudo e seu respectivo espectro de conclusões ardentemente admitidas como plausíveis.
                                           Agora vocês entenderam o porquê da citação, em epígrafe do grande jornalista carioca Miranda Sá. Era isto que o mestre se referia. O que é pouco compreensível para a grande maioria dos leitores.




Por quê?
Exatamente por causa desta palavrinha: “leitura”... Ninguém mais lê nada... Exceto o que sai na rede mundial de computadores.
                                      Se eu perguntar na rede Twitter hoje que livro você esta lendo... Eu teria como resposta no final do dia, 10 ou 12 títulos sendo que a grande maioria publicaria para apenas não passar vergonha e como uma forma de autoestima alimentada e necessária. Somente isso.
Eis nossa grande pobreza e que nos fez muito mal, quando o Brasilês se espantou tanto com a frase do ex-presidente.


Por quê?
Porque a grande maioria começou a pensar nisso, em si próprio, nos seus filhos (os que têm) nos seus amigos e nos comportamentos que fazem nas redes sociais, que se torna uma amostra gigantesca do que somos no fundo de nossa essência.
                                    Assim você tem pensamentos suficientes para pensar e profundamente, pra sua vida, seus filhos e o principal: A cidadania de um verdadeiro povo. O Brasilês, que precisamos recuperar. Urgentemente.
Pensar não dói... Já não educar poderá deixar muitas dores como herança.


Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=27625#.Vw7JKTArLNM
Arquivos da Sala de Protheus
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br