sábado, 10 de janeiro de 2015

#PensarNaoDoi –

 Os Ignorantes e os Ignóbeis...!
“...Deixam parar com a demagogia sobre as massas. As massas são rudes, sem preparação, ignorantes, perniciosas em suas reivindicações e influências. Não precisam de lisonjas mas de instrução...!”

Ralph Emerson
  
                             Por que começo um diálogo com cada um de vocês com palavras que parecem, assim, tão ofensivas?
Não. Elas não são ofensivas.
                             Um ignorante, na nossa amadíssima Língua Portuguesa Brasilesa, deriva de nossa mãe, o latim,  Ignorantia, de Ignorare,não saber”, é formada por IN-, “não”, mais Gnarius, “sabedor, que domina um assunto”, relacionado a Gnoscere, “conhecer, saber”.
                             Assim se você disser em algum diálogo que o outro é ignorante, não o está ofendendo. Está apenas dizendo que ele desconhece que não é sabedor do assunto em questão. Simples.
                             Por desconhecermos, que totalmente, nossa amada língua pátria, muitos dos termos adjetivados são confundidos com “ofensas”. E os que se consideram ofendidos, estes sim são os ignorantes. Aqueles que não sabem.
Mas há também os ignóbeis.
Dia destes um amigo disse-me:
Profe escreve sobre os ignóbeis políticos de nosso Congresso.
                          Não sei de seus conhecimentos particulares. Mas o que meu amigo se referiu era esta outra “parte” no que se refere às suas ações, enquanto congressistas, para com o povo. Sim, o mesmo povo que eles, os congressistas, juraram, sobre nossa Bíblia Jurídica e sob a proteção de Deus (está na constituição), portanto não somos assim um estado tão laico não – Laico? “laico” tem sua origem etimológica no Grego “laikós” que significa “do povo”. Está relacionado com a vida secular (mundana) e com atitudes profanas que não se conjugam com a vida religiosa. Um comportamento secular é o oposto de um comportamento eclesiástico, direcionado para atividades da Igreja.
                     Já o Ignóbil, que meu amigo se referiu é um adjetivo: ignóbil provém do latim ignobile-, “desconhecido, obscuro; de baixo nascimento”. Séc. XVI, segundo Morais.
                      Este “baixo nascimento”, para a época significava vir de uma vida obscura, não conhecida, ignorada por quase todos. Costumamos dizer quando alguém “cai de paraquedas” em algum lugar.
                       Claro que o Congresso Nacional Brasilês está lotado de “paraquedistas”. A propósito, a grande maioria nem ao menos sabe o que está fazendo lá.
Se jogares a pergunta, assim à “queima roupa”, ouvirá uma resposta simplória do tipo: Sou um representante do povo!
Pobre ignóbil e grande ignorante.
                          O problema das palavras é que as dizemos, na maioria das vezes, automaticamente, sem sabermos exatamente o que elas significam.
É quase como a busca de um prazer inusitado “ligado” ao pouco que resta de oxitocina.
Ops: O que é isso?
                             Ocitocina ou oxitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado(a) na Neurohipófise posterior (Neurohipófise), que tem a função de promover as contrações musculares uterinas e reduzir o sangramento do parto. Mas também estimula a liberação do leite materno. Ela é desenvolvida para gerar apego e empatia entre pessoas para produzir parte do prazer do orgasmo, mas também produz medo do desconhecido.
                                  Então o que produz prazer no cérebro (no caso dos políticos este está entre suas pernas) é o mesmo que pode produzir muito medo,
Aqui, como ignorante no assunto, fui buscar ajuda da cientista brasilesa Luciana Kawa, especialista em química e em meio ambiente e sustentabilidade e psicopedagogia e mestre em Ensino de Ciência e Tecnologia. Muitos de vocês a conhecem na Rede Social Twitter com o nome de @Quimiamb. Sim, esta nada tem de ignorante e ignóbil. Acreditem.
                             Quanto a ambientação dos dois termos, em nossa língua, tenha cuidado ao proferir, principalmente agora, com o novo “ministro” da (des) educação. Creio que além de ignorante no assunto é ignóbil, pois seus “discursos” precisarão de alguém com um pouco menos “ignorância” para escrevê-los e... Não fazer... Assim tão feio... Ao menos para os que sabem e não são ignóbeis...
Ah, perdão se repito sempre isso: Mas falar errado no Brasil é crime....
Entendeu “senhor” ministro da (des) educação?
Além de tudo.. Muito feio....
Pensar não dói... Nadinha... Já ouvir um ignóbil político falando...
Uffa... Dói muito para nossa amada pátria e mãe gentil.
Gentil... Mas não abuse...

 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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