
do escritor Antônio Figueiredo:
Começou
o Fim...!
Garantidos pela lei
Aquelles malvados estão;
Nós temos a lei de Deus
Eles têm a lei do cão;
Aquelles malvados estão;
Nós temos a lei de Deus
Eles têm a lei do cão;
Bem desgraçados são elles
Pra fazerem a eleição;
Abatendo a lei de Deus
Suspendendo a lei do cão!
Pra fazerem a eleição;
Abatendo a lei de Deus
Suspendendo a lei do cão!
Casamento vão fazendo
Só para o povo iludir;
Vão casar o povo todo
No casamento civil!
Só para o povo iludir;
Vão casar o povo todo
No casamento civil!
D. Sebastião
já chegou
E traz muito regimento
Acabando com o civil
E fazendo o casamento.
E traz muito regimento
Acabando com o civil
E fazendo o casamento.
O anticristo
nasceu
Para o Brasil governar;
Mas ahi está o Conselheiro
Para deles nos livrar!
Para o Brasil governar;
Mas ahi está o Conselheiro
Para deles nos livrar!
Visita vem nos
fazer
Nosso rei D. Sebastião.
Coitado daquele pobre
Que estiver na lei do cão.
Nosso rei D. Sebastião.
Coitado daquele pobre
Que estiver na lei do cão.
Poesias de Canudos – Euclydes
da Cunha
Era
assim que se via a República logo no seu nascedouro pelos habitantes do semiárido de Canudos no Sertão Baiano, graças à imposição do Registro Civil,
(casamento), considerada uma usurpação pelo Estado de um “direito divino”.
Hoje decorridos 125 anos ainda gera um sentimento igual de imbecilidade e idiotia
em todo cidadão, por não ser capaz de entender de que princípios ela se compõe e
a que fins se propõem. A República nunca passou de um “protocolo de intenções”. Más intenções.
Nos
dias de hoje é a “onipresença do Estado”
em todas as atividades e em especial na Economia, que nos dá a sensação de só
podermos ser “serviçais”,
trabalhadores ou empresários, mas é o Estado quem determina o nosso sucesso ou
fracasso. Não somos os “donos” da
nossa “capacidade empreendedora”. É o
“garrote vil” na cidadania.
Que não
corrige a tabela do Imposto de Renda, arrancando um pouco mais do nosso suor
digno e que lança um programa, (o Super
Simples), que simplifica sua burocracia interna, mas sobrecarrega mais
ainda o contribuinte.
Tentei
enquadrar minha empresa, que até então era uma atividade não admitida, mas
desisti ao ver acrescidos outros 5% ao montante dos impostos, que já pago
atualmente. Isso sem contar que nada reverterá em benefício particular ou de
qualquer outro cidadão brasileiro esse meu esforço adicional.
Que a guisa de “sustentação política” e “manutenção
do poder” tem permitido os maiores escândalos de corrupção já registrados
na História do Brasil, dilapidando não somente o “esforço tributário” nacional, hoje já na casa dos 40% e já
ensejando o aumento da carga tributária para cobrir toda sua incompetência e
imoralidade gerencial e ainda vem “exigir”
da população mais este sacrifício.
Nossos pais nos
ensinaram desde a mais tenra infância é: em qualquer relacionamento deve haver
respeito para que essa relação seja saudável e mutuamente aceitável, mas o que
se constata no Brasil de hoje é que não só compromissos assumidos publicamente
por candidatos e Governo e o dinheiro do contribuinte recebe esse tratamento,
bem como não temos acesso à “verdade”
de como está à situação do país.
O que nos
resta então, quando um relacionamento se torna insatisfatório e principalmente
desrespeitoso?
Não me lembro de em toda minha vida, havermos
gozado de tantas liberdades democráticas, sem que pairassem quaisquer ameaças
golpistas sobre a nossa Democracia, mas ao mesmo tempo não me lembro de
havermos chegado a uma encruzilhada tão crítica de não sabermos que caminho
tomar para mantê-las. Faltam-nos meios ou vontade e coragem?
Fala-se muito,
hoje, de uma “ameaça totalitária” originária
das forças que suportam o atual poder constituído. Isso é puro alarmismo
fantástico, pois não existe no Brasil de hoje nenhum suporte político, social
ou nas casernas para que realize uma improvável tentativa, a não ser pela
presunção do próprio poder mandante, que julga ter uma hipotética base política,
mas que é artificial e camaleônica e por isso não a domina. Essa base irá para
onde se encaminhar o Poder, seja o atual ou o que sobrevier. É da Política
Brasileira de todos os tempos.
Contudo, é
esta “paralisia social nacional” o
que mais assusta e que torna tudo mais nebuloso e incerto. Estamos à espera por
tudo e ao mesmo tempo por nada. Esperamos a Justiça decidir os rumos do
processo da Operação Lava a Jato, a
eleição da Câmara dos Deputados e do Senado e até mesmo à espera de um milagre...
Aquele que as urnas não realizaram.
Não podemos
nos permitir entrar em “depressão
letárgica” institucional e com isso impassivelmente assistir ao desmonte
econômico executado pelo Mercado todo o dia, depreciando todo um esforço
coletivo de décadas e vê-lo rolar para baixo nos seus balcões de negócio. O
valor e o orgulho de uma Nação não podem se deixar representar por “cotações de Bolsas”. O que as cotam são
as atitudes, que tomamos como “Nação”.
E hoje o Governo não faz absolutamente nada, por não ter a mínima ideia do que
fazer. Só sabem desconstruir. Essa Esquerda nunca construiu nada.
O que o
Brasil necessita neste momento não são “palavras
inflamadas” de discursos oposicionistas, mas de que as lideranças se
perfilem e se posicionem para esta batalha de resgate, pois afinal são “capitalistas” de 48% de corajosos votos
válidos, que patrioticamente se manifestaram identicamente aos outros 52% dos
votantes na Situação. Aos demais 21% de omissos, que impatriótica, egoística e
comodamente se abstiveram de opinar caberá exclusivamente “comer do prato”, que lhes for servido.
É assim que
funciona a Democracia, ou pelo menos deveria funcionar, pela voz dos que se
manifestam aberta e claramente. O que não se pode aceitar é que 30 milhões
omissos “concedam” que 4,5 milhões de
votos se sobreponham em poder de decisão. Afinal, em que “balaio” está?
“Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela
Marinha, pelo Exército e
pela Aeronáutica, são
instituições nacionais permanentes e regulares,
organizadas com base na
hierarquia e na disciplina, sob a autoridade
suprema do
Presidente da República, e destinam-se à
defesa da Pátria,
à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de
qualquer
destes,
da lei e da ordem”.
A questão
agora não é preservar um “nicho de
poder”, (o Executivo, um dos três
poderes constitucionais), que antidemocraticamente afronta a Democracia e
sim a “integridade da cidadania”. A
restauração do “orgulho da brasilidade”
alvo de escárnio em todo o mundo, vítima da ação nefasta e covarde dos nossos
políticos, que sempre foram os primeiros a escarnecer-nos na nossa face, é
imperiosa.
Que o
Legislativo e suas lideranças políticas se revistam da sua responsabilidade
ante a gravidade do momento e que cumpram a
“missão delegada” pelo povo através do voto, pois é da sua obrigação fazer
soar ante as instâncias do Judiciário tanta indignação represada.
Caso contrário
as Forças Armadas, constituídas de povo que são ao “povo deverão servir”. Os políticos passam e as Forças Armadas e o
Povo, as únicas “instituições nacionais
permanentes e regulares” continuam.
“Não existe servidão
mais degradante, que a servidão voluntária”...
Que
não seja apenas letra morta: Ou ficar a Pátria livre ou...
Entendimentos
& Compreensões
Antônio
Figueiredo –
Escritor
& Articulista –
São
Paulo – SP
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