segunda-feira, 29 de abril de 2013




Aos Novos Professores de Todas as Idades!
#SOSEducação!


“... Professores ideais são aqueles que se transformam
em pontes e que convidam os alunos a cruzá-la,
depois de ter facilitado sua passagem, com alegria
e colapso, incentivando-os a criar pontes
a partir de suas próprias atitudes...!"

  dos pensamentos de Nikos Kazantzakis,
escritor, poeta e pensador grego.


                        Nossa educação esta fragmentada. Uma adequação ampla, profunda e grave entre os saberes separados, fragmentados, compartimentados entre disciplinas. Do outro lado realidades ou problemas cada vez mais polidisciplinares, transversais, multidimensionais, transacionais, globais, planetários.
                      Precisamos bater mais fortemente, no fato de que a hiperespecialização, ou seja, a especialização que se fecha em si mesma sem permitir sua integração em uma problemática global, ou em concepção de um conjunto do objeto da qual ela se considera apenas um aspecto ou parte.
                     Com isso impede de ver o global – que ela fragmenta em parcelas-, bem como o essencial – que ela dilui -. Nas escolas primárias nos ensinam a isolar os objetos – de seu meio ambiente – e separar as disciplinas – em vez de reconhecer suas correlações -, a dissociar os problemas, em vez de reunir e integrar. Somos obrigados a reduzir o complexo ao simples.

O pensamento que recorta, isola, permite que especialistas e experts tenham ótimo desempenho em seus compartimentos, e cooperem eficazmente nos setores não complexos do conhecimento, notadamente os que concernem ao funcionamento de máquinas artificiais, mas a lógica a que eles obedecem estende à sociedade e às relações humanas os constrangimentos e os mecanismos inumanos da máquina artificial e sua visão determinista, mecanicista, quantitativa, formalista e ignora oculta ou dilui tudo o que é subjetivo, afetivo, livre, criador.

A busca por Professores Apaixonados, a busca de seres mais completos. Igualmente especialistas nas humanidades necessárias ao próprio humano. As complexidades de o complexo ser humano, no titulo de dissertação de uma professora apaixonada, está em não mais separar, mas sim integrar. Não mais reduzir, mas sim buscar estas complexidades.

Maior capacidade de pensar sua multidimensionalidade, pois quanto mais a crise progride, mais progride a incapacidade de pensar a crise, quanto mais planetários tornam-se os problemas, mas impensáveis eles se tornam. Ou seja, inteligência incapaz de perceber o contexto e o complexo espacial fica cega, inconsciente e irresponsável.

O reflexo está na sociedade. O enfraquecimento de uma percepção global, humanizadora, leva ao enfraquecimento o senso de responsabilidade – cada um querendo ser responsável apenas por sua tarefa aprendida. Sabe aquilo, faz somente aquilo. Enfraquecimento da solidariedade, com ninguém mais preservando a ligação orgânica com a cidade e quem mora nela.

 Perdemos nossa base histórica do saber, das humanidades, do sentimento, da comunicação entre os seres, da relação, interrelação e a própria ação como seres possuidores de inteligência e pensar livres.
Professores com muitas especializações, mas repartidos dentro de suas pequenas partes que se tornaram, esquecendo o humano por completo, tornando-o simples quando é complexo e completo. Faltam atitudes, empatias, expressão, comunicação, sentimentos, desejos.

A filosofia é, acima de tudo, uma força de interrogação e de reflexão, dirigida para os grandes problemas do conhecimento e da condição humana. Mesmo que hoje retraída em uma disciplina quase fechada em si mesma, deve retornar a missão.. Assim seriamos movidos por um desejo, que não nos deixaria tão sós, e viver a vida plenamente.
Sabemos que isso não significa trabalhar sem cessar, cumprir o máximo de tarefas, funções, códigos, sistemas, sinais. Consumir a maior quantidade e variedade, possíveis, de coisas e experiências.. Sentir cada respiração, ouvir cada canção, alerta e consciente de cada momento que se abre. E tudo a partir do sentimento de pequenos seres até a academia, quando começam a viverem todos os domínios.
É claro que, na vida, esses domínios é que será precisa valorizar o “pensar bem”, que não leva absolutamente a formar um bem-pensante.
Se o professor sentir esta singularidade em sua própria complexidade, não verá mais, como simplicidade o ato de ensinar um ser humano a ser humano. Pensar que gente merece ser tratada não como um simples numero de chamada, “organização metodicista e mecanicista”, originada na complexa administração de um ensino prosaico, de fachada, sem utilidade e sem vida.

Interessa-nos saber o que aprende ensinando. O que transfere sentindo.  O que fala quando ouve. O que ouve quando não fala. O que demonstra querer quando não tem desejos. Como se expressa sem se comunicar. Se souber responder com certa facilidade estas interrogações, cuidado: Nunca foi professor. Apenas repassou conteúdo.

Se não tem dúvidas que estas dúvidas surgiram, se transformou no que já existe. Precisamos de professores com um conjunto de atitudes mentais, que conjuguem o “faro”, a sagacidade, a previsão, a leveza de espírito, a desenvoltura, a atenção constante, o senso de oportunidade.
Professor: desenvolvimento da inteligência geral requer que todo exercício esteja ligado a duvida, fermento de toda atividade critica. Após isso será um professor. De si mesmo. Para nós todos.
Pois descobrirá que... Pensar... Não dói.

Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no  Grupo Kasal – Vitória – ES