domingo, 7 de abril de 2013

" A Fala - I ! #SOSEducação!"




- Ou como falamos e nunca ninguém
 teve paciência para nos explicar!




“... O Homem é o animal que fala!...”!
“... A voz (fala) empresta a linguagem o que ela tem de mais belo...!”

 by Aristóteles (1) and Protheus (2) –
 Leituras & Pensamentos da Madrugada-


O Sol do meio-dia trazia a trégua, tão necessária, depois da manhã gelada de Outono. little John (3) caminhava, com uma dúvida, aproveitando o calor e os raios do astro-rei. Queria falar com seu vizinho Gumercindo, que era advogado (4). O pequeno menino tinha certeza que, por ter estudado, lhe ajudaria em algumas dúvidas. Encontrou-o recostado em uma cadeira, também aproveitando o sol.

- Olá Doutor (5) Gumercindo, o senhor pode me explicar uma coisa?
Ao que o vizinho retrucou:
- Claro meu vizinho, eu te cedo à palavra!
E little John, tascou a queima-roupa:
- Doutor como falamos?

E o vizinho julgando ser alguma nova piada, continua:
- Ora menino, com a boca... Rindo, na sequência, sorrateiramente.
little John, não satisfeito, continua:
-Não, Doutor como fazemos para falar?
Ao que o advogado, sem muita paciência responde:
- Você é loiro (6)? Dãããããã... (7) e continua a gargalhar.

O menino cabisbaixo se afasta reticente, tristonho e retorna à sua casa.
Pensa consigo mesmo, em uma espécie de filosofia chavesca (8):
- Ninguém tem paciência comigo... Ninguém me explica nada.
Deita-se sobre um velho estofado que sua mãe retirou da sala e colocou em uma área, ao lado de fora da casa.

Com o sol fazendo às vezes de cobertor, little John, se aconchega em si mesmo com seus pensamentos cheios de interrogações e adormece.
Em instantes, little John visualiza uma luz muito brilhante, cheia de cores se aproximando. Exalta-se mediante aquela visão linda. Vê se aproximar uma fadinha. Seus olhos arregalados verificam cada detalhe.

A fadinha se aproxima e little John, estupefato e curioso pergunta:
- Quem é você?
Ao que a bela imagem lhe responde:
- Sou a Fada Andréa (9), e tiro as dúvidas de meninos curiosos através de suas próprias dúvidas e vivências.
Little John, sem saber se respondia ou admirava a beleza das cores, das luzes e da fadinha, continuava surpreso.

Um pequeno ser, com mãos realmente de fada. Little John nunca tinha visto, mas sabia, em seu intimo, que fadas teriam mãos assim. Pareciam mãos de princesas, pequenas, pele rosada escura, lindas. A fada tinha grandes olhos negros brilhantes, cabelos negros, longos e lisos que lhe emprestavam o ar de uma atriz, que o menino já tinha visto em filmes na televisão. Para adornar ainda mais suas vestes, trazia um lenço atirado entre os ombros e o pescoço, de cores bonitas, aumentando-lhe a moldura de sua beleza. Falava terna e delicadamente e sua voz era mais bonita ainda.

Mesmo não acreditando o menino pergunta:
- fadinha, como nós falamos?
Ao que a fada Andréa responde:
- Esta bem meu menino eu explico: O ser humano é o único animal que fala.
Ao que little John interrompe dizendo:
- Não é não fadinha, o papagaio da vizinha também fala.

Sorrindo a fadinha continua:
- Não pequeno John, papagaio não fala. O bichinho apenas repete aquilo que vocês repetem. Vocês o treinam para fazer isso. Sozinho ele não pode.
- Little John não se aguentando diz:
- Mas fadinha, minha mãe, assim como a vizinha fez com o papagaio, me ensinou a falar.

 A fadinha paciente como toda fada deve ser, reinicia.
- Pequeno John, presta atenção. Somente os humanos têm um aparelho, no seu corpo chamado de fonoarticulatório.
O menino curioso, por natureza, emenda:
- fono... o que?

A fadinha, como se o menino nada tivesse dito continua:
Veja... Antes de virar fadinha eu fui humana, como você, e trabalhava como fonoaudióloga. As pessoas que trabalham com isso são profissionais que utilizam a ciência, que estuda todas as formas de comunicação humana. E o aparelho que vocês, humanos, têm, e tudo o que você tem na boca, na garganta e mais ainda, com a ajuda de seus pulmõezinhos.

Presta atenção little John:
- A voz que é o som da fala, é a capacidade ou o uso dessa capacidade de emitir sons. Para falar ou cantar, movimentamos cerca de uma dúzia de músculos da laringe que é um órgão que voce tem no fundo, bem no fundinho de sua boca, no inicio do seu pescocinho, e muito importante, e na frente da faringe, que é um tubo, como se fosse um pequeno músculo, afunilado, que é ligado, em cima com seu narizinho, que é chamado de  fossas nazais e a boca, e mais para baixo, um pouco, com a laringe e o esófago, uma outra partezinha, antes do começo do seu estómago. A laringe e a faringe formam uma espécie de terminal, um pouco acima da traquéia. Que é um “caninho” aéreo,  pois inicia na parte inferior da laringe e termina onde começam os brónquios. Este sim é o órgao essencial da fonação, do som, da emissão da fala.

Está me acompanhando Little John? Pergunta a fadinha.
Ao que o menino responde:
-Sim fadinha! Puxa, e o papagaio nao tem tudo isso?
A fadinha gentil e passivamente responde:
-Nao meu bom menino, não tem, só o homem tem isso.
Little John interrompe novamente, tascando:
- E as meninas tem tudo isso!

A  fadinha sorridente e estupefata com a pureza do menino, responde:
- Claro, Little John, os meninos e as meninas. Mas vamos continuar:
- Assim quando voce fala, o ar que sai de seus pulmões,  percorre os brônquios e a traquéia, chegando a laringe. A partir disso os músculos se contraem, regulando a passagem do ar. Os movimentos que vocês fazem, por sua vez, fazem as cordas vocais...

Ao que o menino interrompe novamente:
- Nós temos cordas na boca?
 A Fadinha, sorrindo continua:
 - Já chego lá, acalme-se bom menino. Eu sei que é muita coisa para um primeiro encontro, mas prometo retornar até voce nao ter mais dúvidas, esta bem assim?
Satisfeito, little John apenas acena com a cabeça sorrindo e a fadinha continua:

- As cordas vocais são duas membranas finas e delicadas que possuimos bem no inicio do pescocinho.... -  Aproveitando, a fadinha localiza com suas maos lindas tocando o pescoço do menino... -  Assim as cordas vocais vibram e produzem sons. Depois estes sons chegam a boca. E este som que vem da laringe, se tornam os sons que voce chama de fala, graças a ação, da lingua, dos dentes, do véu palatino, ou o seu céu-da-boca, e do assoalho da boca, embaixo da lingua.

 - Todos estes detalhezinhos que possuimos são para que possamos falar.
 - Assim o ar que sai de seus pulmões quando voce os enche, retorna, passa por todos estes “aparelhinhos” e produz o som, que é sua voz, que é a fala.
Entendeu bom menino.
Ao que little John responde:
- Puxa, fadinha, muito obrigado, a senhora é mais inteligente que o Doutor Comercindo.

A ultima imagem é o sorriso iluminado da fadinha, que Little John lembra ao acordar.
Vai até a torneira, toma um gole de água, e acompanha a água entrando por sua boca e percorrendo todos os “aparelhinhos” que a fadinha tinha falado.
E diz para sí mesmo:
- Puxa, vou ter que “lubrificar” mais vezes minha fala.

E continua seu pensamento em voz alta:
-Eu acho que já tive esta coisa de “linguagem” na escola?
Bem, mas isso é assunto para outro sonho com a fadinha.

Agora até little John descobriu que Pensar não dói...nadinha!


Notas explicativas do glossário da bibliografia do rodapé –

(  ) – Sinais de Chaves – Necessidade de explicação para continuidade e
         entendimento do  texto. Compreensibilidade do ser humano
Itálico – Itálico na comunicação escrita, refere-se a termo não-usual, principalmente estrangeirização. Ou a metáforas utilizando outra simbologia escrita para explicação de termos e assimilação.
1 – Aristóteles – Filósofo grego, pós-socrático, integrante da escola Platônica que viveu em 367 a.C., em Atenas, Grécia.
2 – Protheus – Pseudônimo do autor, batizado por uma bruxa, baseado na mitologia grega.
3 – little John – Americanização para fugir dos tempestios primitivos de ongs e tribos do politicamente correto, combatentes de pseudas-pré-concepções.
4 – Advogado – Expécie que inventou a verdade, baseado na premissa de que é uma mentira repetida muitas vezes. E o ser que mais fala entre a espécie.
5 – dr. Desingnação, no brasil, para todo advogado que já tiver prestado exame à ordem. Arrogância ensinada na academia que eles gostam e perpetuam.  Não confundir nunca com quem tem doutorado.
6. Loiro – Criação americana, abrasileirado como neologismo explicativo das  pessoas que tem preguiça de pensar por sí próprias, sinonimia de “antas”, “bizonhos”, ou comportamentos nao pensados, etc. Nem sempre possue a coloração loura nos cabelos.
7 – Dãããã..... Neologismo  giriesco brasileiro, com conotação de respostas de “loiros”, onde nao haveria a necessidade de pensar para respostas óbvias.
8 – Filosofia chavesca – designação ao personagem Chaves (série cómica
      mexicana) e anterior aos seus desenhos animados, em que uma emissora   de TV brasilesa, literalmente gastou a série e os personagens.
9  – Fada Andréa – Homenagem a fonoaudióloga e especialista em   Educação Especial, Supervisão e Orientação escolar e Psicopedagogia,  Professora  Andréa Schiavetto de Campo Mourão – PR. Uma das mais inteligentes e dedicadas profissionais da área que o autor conhece.



Inspírado e transpirado do conhecimento
da  professora  Andréa Schiavetto - Psicopedagoga Clínica e Educacional,
Coaching Educacional, Fonoaudióloga Clínica e Educacional, Administradora Educacional, Orientadora Educacional,
Educação Especial e Assessora Educacional do Colégio
Adventista de Campo Mourão, Palestras e  Capacitações sobre Educação.