quarta-feira, 20 de março de 2013

"Palavras que Curam! - #SOSEducação - "





“... É preciso bem menos que a
morte para matar um homem...!


                             Nietzsche, o filósofo do séc. XVIII gostava de “deixar” a frase quando alguém lhe fazia questionamentos que ele não estava a fim de responder ou continua uma discussão retórica. Apenas dizia. Palavras são como fazer amor...
                            Elas continham ambiguidade. Sim tanto poderiam ter um significado positivo quanto negativo. Poderia ser inocentes quanto poderiam ter segunda intenção.
                           Martinho Luthero, o criador do protestantismo no século XVI, também gostava de aforismos. Um de seus famosos era: Sempre vi um mundo que odeia o mal mais do que ama o bem(...)
Essa semana que passou concluí a leitura de um livro em que me foi colocado às mãos.  Meio que forçosamente deveria ler. O título me levava à religiosidade. Respeito às dos outros por educação, para não dizer que alimento hipocrisias. Mas são deles. Que mania que as pessoas tem de “empurrarem”  crenças “goela abaixo” nos outros. É meio antiquado e me lembra da inquisição espanhola – período mais violento da igreja católico na Idade média, na Europa como forma de controle do poder da igreja sobre pessoas, povos, governos, príncipes -.

Voltando ao livro, chamava-se O Médico Jesus, escrito por          José Carlos De Lucca, além de tudo meu homônimo. Á primeira vista vi tratar-se de uma obra sobre espiritualidade, assim me defendi de pseudas religiões existentes. Fui simpático com a pessoa e peguei o livro. Confesso meio a contra gosto.

A leitura me surpreendeu. Foi didático.  Interessante diria mais. Não que contivesse novidades, ou assombros desconhecidos que fizessem pautar por um novo comportamento. Longe disso.
Porem o escritor De Lucca deixava algumas mensagens claras.
Entre elas todas aliadas ao célebre aforismo latino, “Mente sã em corpo são...”:

Diz ele:
 Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior.
Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.
Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida.
Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retira dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.

 Suplicam auxílio para os problemas de tireoide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.

 Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado. Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

No final o escritor diz que a Divindade nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.  E encerra afirmando: Toda cura é sempre uma autocura. Independente da religiosidade, a espiritualidade ou o pensamento mais profundo do autor tem razão.

Portanto se você estiver com alguns dos pré-sintomas acima, consequentemente,  estará com o que, uma simples anamnese, lhe diria.
Estamos assim “meio largados” demais e aguardando milagres, que por sua vez acontecem todos os dias “debaixo” de nossos olhos e não percebemos.

Estamos ficando meio, ou como diria um amigo muito gozador, aqui do sul, ´abichornadamente´ (sim é quase um neologismo) dependentes demais em situações em que os donos da real situação somos nós mesmos.

O mais difícil, parece, em meio a isso tudo é que o ser, dito humano, e às vezes demasiado humano, ainda não aprendeu que pensar...
Não dói... Nadinha... Ainda!  São bons pensamentos para qualquer período.


Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES em 13.03.2013