sexta-feira, 17 de junho de 2016

#Lançamento

Voto Distrital...
 Este Me Representa...!
“ Nenhuma representação será plena em um 
Estado Democrático, se até o mais distante
e menor dos rincões não se fizer representar”

Antônio Figueiredo - SP.
                
                                     Por fim o livro VOTO DISTRITAL – ESTE ME REPRESENTA de minha autoria e com a apresentação do “inesquecível amigo” Sandro Vaia, o suporte sempre necessário do Professor Bortoloti da Sala de Protheus e as ilustrações de Ronaldo Elias, se materializa e em respeito e homenagem aos milhares de leitores, que nos acompanham aqui,quinzenalmente, estamos abrindo o acesso prioritário à obra através do meu e-mail figuinho2009@gmail.com.
                                            Quero, contudo, contar um pouco da história da motivação do livro. 
                                              
A realidade do subúrbio me ensinou desde muito cedo o significado de “periferia”, aquele lugar que só salta aos olhos em suas dificuldades de infraestrutura aos seus residentes. O restante, aquilo que chamávamos “ir para a cidade”, era um lugar perfeito com seus edifícios bonitos, ruas impecavelmente pavimentadas, galerias pluviais urbanizadamente compostas, iluminação pública em postes decorativos e agitação. Era assim, que da Vila Maria enxergávamos o Centro da pujante São Paulo nos anos 50.
                                              
E a razão da manutenção dessa condição devia-se a não termos “quem rogasse por nós”. Éramos sempre obrigados a “pedir” através dos “santos de outras paroquias”, pois além de “santo de casa não fazer milagres”, de verdade não tínhamos santo local algum a nos valer.
                                                 
Como de costume só recebíamos a visita de políticos que patrocinavam o “troféu pomposo” ao campeão do “festival de várzea”, (campeonatos regionais de futebol patrocinados por um clube do bairro) e ou nos comícios políticos às vésperas das eleições, quando se exaltavam as qualidades do bairro e da sua importância para a grandeza da Capital, mas que jamais se traduziam em obras de saneamento, transporte público, educação e saúde.
Quantos milhares de Vilas Maria temos ainda no Brasil de 2016? E por quanto tempo ainda elas se manterão?
                                                
É exatamente a importância dessa representatividade que o livro VOTO DISTRITAL – ESTE ME REPRESENTA propõe à reflexão e à conscientização cidadã. Da importância de o representante distrital morar e ter toda sua atividade próxima da sua coletividade, (que seus filhos sejam crianças que brinquem com os seus iguais nas comunidades) e que eleito seja fiel aos propósitos frutos das reivindicações dessa mesma coletividade que o elegeu. E mais principalmente, que caso seja convidado a “secretariar” qualquer Executivo, seu “substituto” seja dessa mesma coletividade para que esta não retorne à “orfandade representativa” e que assuma o “número dois” nas eleições distritais.
                                      
Uma das coisas mais impressionantes dos tempos atuais é que as “modernas Vilas Maria” em Eleições Majoritárias sejam competentes em eleger um Presidente da República, mas totalmente indiferentes em eleger um Deputado Estadual/Federal seu procurador para suas reivindicações quanto à sua vulnerabilidade, mas que, contudo, se deixam contentes pelo “cala boca” de uma política de assistencialista de “mata fome instantânea”. É a troca de uma “política de futuro”, pelo “miojo lamen” do dia a dia.
                                             
Uma outra coisa implícita para o sucesso do Sistema Distrital é que dentro de cada distrito prevaleça uma democracia de inclusão social, de opiniões e de participação. Cada segmento social dentro do distrito deve se fazer ouvir e respeitar em regime de igualdade, sem o que o Bolsa Família, que é um “mecanismo provisório de transferência de renda”, tende a se tornar um “programa definitivo” e com isso se mantem a diferença e exclusão social dos mais desassistidos. O distrito tem que ser solidário.
                                       
Não pode haver fartura de “farinha colombiana” no nariz das classes mais abastadas e falta de pão na mesa do marginalizado social. É um crime retroalimentando o outro em “moto perpétuo”. A expansão dos cartéis de drogas no Brasil está diretamente ligada à percepção social dos desníveis absurdos de renda, não só no distrito, mas a nível nacional até mesmo nos mais afastados rincões pela facilidade de acesso à informação, seja através da televisão, como pela própria internet. Não existe mais o “delay”, que favorecia à distinção de realidades no Brasil.
                                       
Uma realidade a ser encarada é a de que a representatividade democrática somente se estabelecerá sob um império de igualdade da lei e da ordem, principalmente aplicada aos “nossos representantes”. Deve haver a convicção plena de que “pau que bate em Chico, também bate em Francisco” com igual força e peso.
                                       
Assim como vemos a Justiça Federal do Paraná em conjunto com a Força Tarefa da Lava-Jato cumprindo estritamente seu papel constitucional, assim também deverão nossos representantes se sentirem cercados e vigiados para que cumpram suas responsabilidades com zelo e parcimônia e isto só acontecerá se estiverem “muito perto” daqueles que o elegeram.
                                    
Tenho a mais absoluta certeza de que a leitura do livro deixará clara toda uma rede de compromissos que deverá ser assumida por todo e qualquer homem político, que pretenda se tornar um “representante distrital”.
                                    
“Para burro xucro, cabresto curto” sugere a sabedoria popular. Principalmente a de quem aprendeu batendo a bunda no chão ...
Boa leitura!


Das Percepções & Pensamentos Partilhados
Antônio Figueiredo - Escritor Cronista –
Autor da Obra – Voto Distrital... Este Me Representa!
Lançado nesta Semana pela 
Editora Garcia - São Paulo – SP.
Arquivos da Sala de Protheus.


Obs..:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São de inteira responsabilidade de seus autores.
O Editor!