terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

#PensarNaoDoi:

 “Homem – Profissão...Reprodutor!”

“... A mais tola das mulheres pode
governar um homem inteligente...!”
                                                                                                                R. Kipling

Alguns assuntos, principalmente, nos últimos 25 anos, o que equivale a uma geração, apareceram, foram objetos de estudos, de estatísticas, mas meramente acadêmicas e ficaram esquecidos.
O homem – o macho por natureza – não percebeu que não é mais o todo poderoso, o super-qualquer-coisa, o dono de tudo... Ele simplesmente está ficando em segundo plano... E não acordou ainda.
E a grande maioria está se tornando homem objeto! Para uso genérico, após lixo. Ops... Estou sendo sexista? Vamos aos fatos: No Brasil:
O Brasil tem mais mulheres do que homens. De uma população de 200,5 milhões de habitantes, 105,5 milhões – ou 51,5% - são mulheres e 94,7 milhões são homens, 48,5% do total. O sexo feminino não apenas é mais expressivo – são 6,5 milhões de mulheres a mais – como se concentra nas faixas etárias mais avançadas
.

As Nações Unidas lançaram As Mulheres do Mundo do século XXI: Tendências e Estatísticas, uma compilação única contendo os mais recentes dados que documentam os progressos alcançados pelas mulheres em todo o mundo em oito áreas: população, família, saúde, educação, trabalho, poder e tomada de decisões, violência contra as mulheres, meio ambiente e pobreza.
Existem aproximadamente 57 milhões mais homens que mulheres no mundo. Em 2010, algumas regiões tinham uma “escassez” óbvia de homens, enquanto outras de mulheres. Em geral, a Europa é o lar de muitas mais mulheres do que de homens. Em contraste, alguns dos países mais populosos têm “falta” de mulheres. A China tem uma proporção de 108 homens por cada 100 mulheres, na Índia são 107, no Paquistão e em Bangladesh, 106 e 102.


Embora a proporção de mulheres com 60 anos e superior a esta idade seja acima de 50% em todas as regiões, na Europa Oriental é muito mais elevada, com 63%. Na África Austral, a proporção também é elevada, com aproximadamente 59%.
Enquanto a proporção de mulheres casadas com 15 anos ou menos é geralmente muito baixa, na Nigéria é de cerca de 20%.
As mulheres são mais propensas do que os homens a morrerem de doenças cardiovasculares. Globalmente, estas doenças foram a principal causa de morte em 2004: cerca de 30% das mulheres e 27% dos homens morreram de doenças cardiovasculares naquele ano. 
Em nível global, a taxa de meninas em idade escolar matriculadas na escola primária aumentou de 79 para 86% no período de 1999 a 2007. Mas na África Ocidental e Central existia uma das menores taxas do mundo, com menos de 60% das meninas em idade escolar, matriculadas na escola.


Na virada do milênio, um número estimado de 105 milhões de meninos e meninas em idade escolar em todo o mundo não estavam matriculadas na escola. Esse número baixou para cerca de 72 milhões até 2007, representando um declínio de 31%. As meninas representam 54% das crianças em idade escolar fora da escola (58% em 1999). A proporção de meninas fora da escola é maior nos Estados Árabes: 61%.
No ensino superior, o domínio dos homens foi invertido em nível global e o equilíbrio entre os sexos mudou em favor das mulheres, exceto na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental.
Mulheres entre 25 e 54 anos agora têm maior taxa de participação no mercado de trabalho na maioria das regiões, em comparação com os anos de 1990.
Os salários das mulheres representam entre 70 e 90% dos salários de seus colegas masculinos. 
“O emprego vulnerável” – Trabalhar por conta própria e contribuição para o trabalho familiar – é predominante na África e na Ásia, especialmente entre as mulheres. Esses trabalhadores sofrem com a precariedade e falta de redes de segurança.
 

As mulheres ainda são raramente empregadas em trabalhos com status, poder e autoridade, e em ocupações tradicionalmente masculinas.
A maternidade continua a ser uma fonte de discriminação no trabalho. Mesmo com a legislação protegendo a maternidade, muitas mulheres grávidas ainda perdem seus empregos, e processos nesta área são comuns nos tribunais.
Chefes de Estado ou de Governo são cargos que ainda são quase que “imperceptíveis” para as mulheres. Em 2009, apenas 14 mulheres no mundo ocupavam estas posições. (não acrescentar o Brasil neta pesquisa de importância, por favor...).


Em apenas 23 países, as mulheres compõem uma massa crítica – mais de 30% – na câmara baixa de seu Parlamento nacional. 
As mulheres são submetidas a diversas formas de violência: física, sexual, psicológica e econômica – tanto dentro como fora de suas casas. 
Taxas de mulheres vítimas de violência física pelo menos uma vez na vida variam 12% a mais de 59%, dependendo de onde vivem. 
A mutilação genital feminina mostra uma ligeira diminuição na África.
Quanto ao resto... Não necessariamente discutível... Estamos em baixa cotação. Em tudo e no todo.
Podem começar a pensar mais homens... Sejam mais parceiros e menos concorrentes. Neste ultimo perderão sempre...




Entendimentos & Compreensões
Fontes:
Nova York, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais, Divisão de Estatísticas, As Mulheres do Mundo 2010: Tendências e Estatísticas, 10/2015.
PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 20/10
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