quinta-feira, 29 de outubro de 2015


#SeriePatriotismo:


Brasil!

- A Valiosa Pérola Atirada aos Porcos –


“... Falar para hipócritas é lançar semente

em terra estéril; jogar pérola aos porcos...!”

 


 

Curiosamente porcos e homens são parecidos. A razão de gostarem tanto de uma lama deve-se ao calor que sentem. Sua pele não suporta altas temperaturas. Não usam protetor solar. O coxo fica de um lado e definem bem suas latrinas. Gostam de brincar igual ao homem, correndo no chiqueiro de um lado para o outro. Homens roncam como porcos ou porcos como homens. E quem com porcos se misturam farelos comem, diz o ditado. Os porcos pertencem à mesma família dos javalis de macias carnes. Os de orelhas em pé são hostis, bravios, enquanto os de orelhas caídas são dóceis. Encontrado em todo o mundo, o porco é um animal doméstico. Fornece basicamente carne e banha, e come praticamente de tudo, donde seu costume de revirar lixo à cata de alimento significa, também, indivíduo sujo, moralmente baixo, de mau caráter. O diabo. Bebedeira, embriaguez. Sem higiene, sujo. Que ofende a moral, o pudor. Imundo, grosseiro, torpe, imoral, obsceno. Malfeito - feito sem capricho. 


Dotados de certa inteligência no olhar fixo e faro admirável, soltos, livres adquirem pelos maiores que os porcos domesticados. Em países como a China e a Mesopotâmia porcos eram divindades. Já os judeus não comiam dessa carne. Chegou do Velho ao Novo Mundo, através do cozinheiro de Cristóvão Colombo, que deixou escapar alguns de sua panela. Numa vara encontramos o popular “cachaço”, porco não castrado, que serve como reprodutor, liderando. É dono de pelo menos todas as leitoas, enriquecendo o chiqueiro de porcos castrados para servirem de alimento ao homem. Portugueses já diziam: “Se queres conhecer seu corpo, mate um porco”. Pois bem, as semelhanças anatômicas estão no trato digestivo, nos dentes, no fígado, no coração e são acometidos de doenças como câncer, reumatismo e artrite. Tal qual o homem, tem apurado faro por alimentos fermentados. No Ceará é comum chamarem bebedeira/embriaguez de “porco”. Em Londres foram encontrados suínos domesticados até em camas, quando se deu a lei de “dessuinização” das casas e estes começaram a fuçar por todos os lados, até em frente ao Big Ben, à procura de comida. 


Serviram de ficção infantil, como nos Três Porquinhos; ao filme "Babe, O Porquinho Atrapalhado na Cidade”, e a muitas outras estórias e fábulas. Animais escolhidos para tomar o poder na fazenda do livro A Revolução dos Bichos. Napoleão e Bola de Neve, a dupla suína de tiranos, foram claramente inspirados nos líderes da Revolução  Soviética. Economicamente, um engenheiro que viveu na França do século 17 calculou que, em dez anos, um porco pode produzir seis milhões de descendentes e decidiu que não havia modelo melhor para ensinar a uma criança a juntar dinheiro senão em cofrinhos com formato de porcos. O centro financeiro de Nova Iorque deve seu nome (Rua do Muro - Wall Street) a uma paliçada que separava as fazendas de porcos do centro urbano. Sam Wilson, símbolo dos EUA, era um porqueiro. Quem diria Tio Sam?! Matematicamente, no Brasil seria um porco sustentado por cinco pessoas. Consideremos a atual carestia, o desgoverno, o aumento de impostos e de gêneros de primeira necessidade, de medicamentos, o caos da saúde, o previdenciário em que os porcos podem ter as mesmas doenças do homem: não deveríamos repensar este índice? Porcos tem faro para o subproduto da cerveja, bebidas fermentadas e se embriagam, embebedam facilmente, como no Ceará. São exímios localizadores de trufas, fungos subterrâneos, cujo quilo chega a 2.200 dólares no mercado de comidas finas. São homens porcos, porcos homens à caça de toda riqueza nacional, que fuçam tudo com seu apurado faro, cavam buracos, deixando verdadeiros rombos no país, dentro de chiqueiros, onde a vara está na lama, mesmo vestida da mais alta costura. Vara alimentada das mais finas iguarias que desfruta de toda sorte de bem estar. Uns fazem “o diabo”, outros são como cachaços castrados de capricho, que se embriagam e reproduzem com a imoralidade, com o obsceno, com a falta de pudor. Que fuçam até acharem trufas somente pensando em seu enriquecimento, capazes de adicionar riquezas altíssimas em pouco tempo. Trufas que também são trunfos para impor seus interesses, caso algum da grande vara ouse erguer sua queixada. 


Vara que escala o poder, como o caso do porco de 115 quilos pulando um muro de 1,80m que cercava um abatedouro, ganhando o apelido de McQueen, ou como a famosa leitoa chamada Pig 311, que saltou de um navio no mar. Comparações espetaculares, mirabolantes em contraste com a matemática de cinco homens por cada porco e a grande riqueza de uma vara, muito bem subdividida. Talvez o porco salteador devesse ganhar o apelido de Napoleão e à leitoa cairia bem Bola de Neve, de natureza ditatorial, tirana, revolucionária, malfeitora, que engorda facilmente, causando distrofia ao povo. Pig 311 nadou, sendo resgatada pelos donos de uma fazenda, ganhou 272 kg facilmente transformados em cifrões, mas foi estéril. Não venceu nenhum campeonato ou certame. Pig 311 e/ou Bola de Neve caiu na bandeja dos brasileiros sedentários de ilusões, plantadas também por um Napoleão, o porco fujão do “corredor da morte” que teve a vida poupada, após ser encontrado numa mata. Um verdadeiro porco do mato com muitos espinhos, por hora, tornando-se quase intocável como o fugitivo McQueen. De vida pregressa aguerrida, não sustentou nenhum porco, mas, sim, é sustentado pelos brasileiros. Outrora de falácias extremistas, se tornou manhoso, chorão, sensível, brincalhão. Este que, por “extensão de sentido”, faz “O DIABO” (derivação por extensão de sentido de: “PORCO” - Dicionário Houaiss), não como o “cachaço” que aumenta a produção para o crescimento dum chiqueiro e que leva alimento às mesas de povos, mas, sim, daqueles que se embriagam com a bebida do luxo e luxúria de negócios viciosos e dolosos. Verdadeiramente imoral, desacreditado, orelha em pé, ameaçador, agressivo, voltando às suas origens de pelos enormes. Vara revolucionária enriquecida por banqueiros, empresários, empreiteiros, doleiros, contemplando a muitos pela aprovação de leis irregulares para com as finanças do Brasil ou simplesmente a certa Jane que não se deixou apanhar sozinha de cabides, nos mostrando que cabides têm outras utilidades! 


A matemática está incorreta. São homens a perder de vista para o alto sustento de um porco, uma porca e toda a vara, filhos da mentira, com carne e banha entranhadas por ferozes olhares fixos, dentes e faro, que reviram lixos à cata de imundas leis desnorteando este Brasil. Brasil deitado em urnas, sem berço esplêndido, capaz de atirar aos porcos as mais valiosas pérolas e que a cada amanhecer contempla porcinos pisarem suas relíquias com os pés e, voltando-se de um lado para o outro, despedaçam ainda mais, um povo que sangra. Quanto pior a situação, quanto mais sangrados, quanto mais farelos comerem os brasileiros misturados aos porcos, melhor para os onívoros que estão sempre à procura de qualquer coisa que possa lhes trazer alguma vantagem. Domesticado Brasil, olhe de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez e veja como já se tornou impossível distinguir: quem é homem e quem é porco. 

 

Dos Entendimentos, Compreensões e Pesquisas de:

Marilene Marques, Mineira, Aposentada,
Trabalhando com Voluntariado Social
Região do Vale do Aço – MG.




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