domingo, 11 de outubro de 2015


#PensarNaoDoi:

 

A Ciência em Números!


- Sim, sustentou Kant: a matemática era independente das sensações, era verdadeira a priori antes da experiência. O quadrado de 5 seja lá qual  for à opinião dos sentidos.

- Não, respondeu Mill (J. Stuart Mill); Cremos que 2 mais 2 são 4 unicamente porque através da experiência individual nos fomos convencendo de que 2+2=4.

- Todo conhecimento, diz Locke, se deriva dos sentidos e ainda as mais altas deduções matemáticas se mostram precariamente incertas enquanto a experiência dos sentidos não lhes apõe o selo da aprovação.

Will Durant

 

Há quem afirme que não seria feliz sem os números e isto é bem verdade, principalmente para os amantes da Matemática. Os números estão presentes em todas as situações de nossas vidas e muitos deles até nos soam engraçados, supersticiosos. Dizem que gato tem sete vidas; que se quebrar um espelho serão sete anos de azar; que o sete é conta de mentiroso, mas para os ensinos cristãos trata-se de um número que simboliza a perfeição, ou seja, as três Pessoas da Trindade somadas aos quatro cantos da Terra.  O ‘666’ por todo tempo vem assustando e a muitos deixando cabreiros até ao se pronunciar, mesmo em se tratando de numero humano. O primeiro seis significa o maior poder da Terra que é a Política; O segundo seis o segundo poder que é a Religião e o terceiro significa a ganância, a cobiça, a ostentação humana. Deus fez o homem um pouco abaixo que a Trindade e ainda criou o mundo em seis dias, descansando no sétimo. Já a sexta-feira treze é o mais clássico caso típico de ‘azar’ e não tem mais explicações. E pelo jeito, por este Brasil afora o treze continuará no folclore brasileiro, desta feita de uma forma bem marcante e nada lendária.


Pelé usava a camisa “13”. Um problema com ela e usou a de número ”10”, imortalizando mundialmente o “10 é a camisa dele”, chutou o Brasil mais alto... É goolll! A plateia aplaude e pede bis... Depois, Zico... Hoje o Brasil joga muito mal para ter um verdadeiro “camisa 10”. Contudo, rumemos para os portais da filosofia da Matemática, Aritmética, Geometria e como o Número importa-nos, devido ao afinco de estudioso como Kogre, Euclides, Tales, Galileu, Riemam e Bobatchevski, Newton e remanescentes enfim. Pois, desde a casa em que moramos ao sapato que calçamos, tem sua consistência e sua construção calculadas matematicamente. Toda ciência é escrita em linguagem matemática, numérica. De tal maneira, as leis naturais se adaptam ao cálculo e ao tratamento matemático criado pelo “O Grande Matemático”.


Como todas as ciências a Matemática tem suas raízes na experiência sensível e nas necessidades diárias das comunidades humanas. O homem primitivo evoluiu deixando sua vida de economia coletora a uma economia de produção controlada e forçada, necessitando assim, aumentar sua numeração em dezenas, centenas, milhares e frações. A necessidade do comércio gerou a contabilidade, a compra e venda; as operações de somar, subtrair, dividir, multiplicar. O tempo deveria ser medido. Os tributos, impostos e as demais exigências de cálculos para construção de casas; de prestação de serviços; de plantio, colheita, compra e venda, foram exigindo cada vez mais o aperfeiçoamento das técnicas matemáticas.


Das ciências Matemáticas, as mais antigas foram a Aritmética e a Geometria. A geometria é filha direta da agricultura às margens do Rio Nilo. As inundações periódicas deste rio nas terras cultiváveis traziam uma dificuldade séria – as linhas de separação entre as terras eram destruídas todos os anos e deviam ser traçadas com frequência. Por isto, inventaram a arte de medida da terra, isto é a geometria (Geo+Terra); (Metria=Medida). Os egípcios por experiência sabiam que quando se construía um triângulo cujos lados eram 3, 4, 5 obtinha-se um triângulo retângulo. Essas proporções levam os gregos a uma construção teórica de onde nasce a Matemática. De fato, os gregos separam pela primeira vez a geometria das preocupações perramente empíricas tornando-se uma ciência nacional. Outras contribuições teóricas foram feitas por Tales de Mileto (Sec. VI aC.), matemático e filósofo considerado o primeiro “Lousada” grego, “O Pai da Filosofia”, demonstrando na área da geometria, por exemplo, que todos os ângulos inscritos no meio círculo são retos e que, em todos os triângulos, a soma de seus ângulos internos é igual a 180° - 623 a 546 a.C.


 “A filosofia se encontra escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (...) ele está escrito em língua matemática (...)”. Sem estes meios é impossível entender humanamente as palavras. “Sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto” Galileu. Posteriormente, a Teoria de Pitágoras considera o número de todas as coisas derivando a harmonia da natureza (...). Nossa vida está cunhada à imagem de números. A numerologia de Pitágoras, os números de CPF, RG., senhas, contas e agências bancárias, sem contar quando apreciamos alguém dizendo-nos: “Você é mesmo um número ímpar”!  E assim, com perplexidade, assombros, superstição pelo número, dia ou qualquer outro motivo, cá estamos, nós brasileiros vivendo mais um marco da História, sobre o suplício de incontáveis cifras numerárias, que não se comportam em nossos bolsos, mas sim, a devassidão costumeira que enchem as bocas insaciáveis pela ganância, deixando o País, numa  retomada não só econômica de difícil norte acertado, mas sim, também através de impetuosas ondas  ouvimos o grito não mais calado e nunca desencontrado – Valha-nos Deus!

 

 
Marilene Marques, Mineira, Aposentada,
Trabalhando com Voluntariado Social
Região do Vale do Aço – MG.

Fonte:
Fundamentos da Filosofia, Ser, Saber e Fazer. Cotrim, Gilberto.
Filosofando – Introdução à Filosofia. Aranha, Maria Lúcia de Arruda e Martins, Maria Helena Pires.
Novo Curso de Filosofia. Tales, Antônio Xavier.

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