sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ações de Dom Quixote!




“... A nossa crença na virtude vale mais que a própria virtude...!”


                Estamos circulando com máscaras de oxigênio. Sim. De outra forma seriamos envoltos em “cortinas de fumaça” e sufocados. De todos os tipos. As piores são as politiqueiras, dessa época. Eleições sem motivação nenhuma. Méritos? Muito menos.  STF julgando ladrõezinhos baratos, depois de quase uma década de falcatruas.  Violência. Pessoas agredindo e acabando com a vida de outras pessoas. Simplesmente assim. Acabando com elas. Dando-se o poder de Deus.  Insandecidamente. Primitivamente.  De forma monstruosa. Apenas para citar alguns exemplos.

 Mas e nós? Como estamos? O que estamos fazendo por nós mesmos?
Isso me lembra do romance clássico espanhol Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes y Saavedra. A obra fala sobre como o pensamento racional destrói nossa alma. Será sobre o triunfo da irracionalidade e o poder que dá isso?

Nós passamos um tempo enorme tentando nos organizar e, em consequência, o mundo. Construímos relógios, calendários, agendas, e tentamos prever o tempo.
Mas que parte da nossa vida esta realmente sob nosso controle?
Será que decidimos viver, puramente, em uma realidade que inventamos?
Isso nos torna louco? Alienados? Abobalhados?

Se assim for, não será melhor que uma vida de desespero?
Racionalidade ou irracionalidade? Quem decide? Nossas emoções? Ambíguo, não é mesmo?

Culpas? A culpa é a emoção mais forte, é nossa emoção mais poderosa. É muito fácil de sentir e impossível de ignorar. Elas nos motiva, mas tende a cegar nosso julgamento. Sobre tudo. Inclusive sobre nós mesmos e o que estamos fazendo. Esta parte  por experiência. Por vivência. Por sentimento de cada partezinha sentida. Vivida
Sei que o normal é relativo. Vê-se isso a todo o momento na rede mundial, ou internet, como preferir. Com frequência as comunidades sociais, ou redes, são uma tentativa, quase patética, de preencher as necessidades de quem não tem um certo traquejo social. Um jeitinho com de lidar com as pessoas a nossa volta. Muito menos com desconhecidos. Até porque estamos vivendo um tempo em que as pessoas temem os contatos diretos. Assim o que escrevemos ou mostramos vale. Se valer para nossa autoestima, vale para quem vê ou lê. Tentativa desesperada de fugir da solidão ou modismo barato, corriqueiro.

Sim, assim como Don Quixote, continuamos lutando contra moinhos de vento... Construindo castelos de areia... Alimentamos amigos, ou monstros, imaginários. Sejam ligados no mundo virtual ou, simplesmente, no nosso mundinho. Tentamos não cair nos abismos dentro de nós mesmos. E mais ainda, procuramos um companheiro, um Sancho Pança, para nos fazer companhia... Até para levar nossa grande lança, (nossas pesadas culpas) ou cuidar de nosso “cavalo” – o coração –.
Theodore Roedtke afirmou: “Minha alma, qual mosca ensandecida de calor, fica zumbindo na soleira: Quem eu sou?”

A pergunta filosófica, mesmo após mais de 2800 anos, parece ainda não ter resposta. Ao menos nós não conseguimos chegar a ela tão facilmente.
A música já foi cantada. Há muitos anos. Décadas. Mas, estamos ficando cada vez mais sozinhos na multidão. Precisamos reaprender a viver conosco mesmo. Tarefa difícil não nos conhecendo profundamente.

Melancolia? Amargura? Desamor?
Não. Realidade.
Mas... Recheadas com tudo isso.
Pensar não dói. Sei disso. Afirmo isso.
Mas, às vezes, talvez o resultado de tudo isso doa. Um pouquinho.


Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES –

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