quarta-feira, 12 de junho de 2013



“A Essência e a Realidade!”




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“... Nos mesmos rios entramos e não entramos,
somos e não somos..."!
Heráclito de Êfeso – 580 a C


Estamos vivendo, profundamente, momentos de incertezas. Não são econômicos ou de ordem natural das coisas. São de pessoas. O momento é de política - eleições – e isso nos faz pensar, cada vez mais no que estas mesmas pessoas fazem e vão fazer com as outras pessoas.

Na ultima semana, amigos queridos, por sua vez tiveram amigos que viveram tragédias. Traumas, para os encantadores de serpente ou a famosa autoajuda, podem ser oportunidades. Deixo isso para seus discursos vazios. Tragédias podem nos destruir. Em muitos momentos, acredito que talvez, apenas talvez, seja uma chance que temos de nos reinventar. Tem um preço. Alto. Muito alto. Ele atinge nossa parte mais importante: nossa essência. Ou nossa consciência, como preferir. Nosso juiz mais algoz.

Nessa noção de essência destroçada, o filósofo Platão, utilizando outro pensador pré-socrático, chamado Heráclito de Èfeso, que viveu cerca de 580 a C, dizia que somos criaturas destroçadas, que tentam se recompor a todo momento.

Nas relações de todo o tipo: Profissionais. Com o ser amado. Com a família – a parte mais difícil -. Ralph Emerson, Escritor, poeta e filósofo estadunidense, dizia que a coisa mais difícil do mundo é conectar-se com o ser humano. Simplesmente parece que não podemos conectar uma coisa a outra. Mas fazemos, ou melhor, tentamos isso o tempo todo. Conectar-se às coisas do mundo. Mas o mundo somos nós. Onde esta a dificuldade?

Escutamos, principalmente a partir de agora discursos imensuráveis com palavras pouco usuais, mas utilizadas, politicamente há muito tempo. O que será feito. E que no fundo não é feito. O que irá mudar. Mas que continua o mesmo.

O pensador referido formulava, com vigor, o problema da unidade permanente, do ser diante da pluralidade e mutabilidade das coisas particulares e transitórias. Exatamente como os políticos e o que acompanhamos e assistimos todos os dias. Ele estabeleceu a existência de uma lei universal e fixa (para os gregos chamada de Lógos), regedora de todos os acontecimentos particulares e fundamento da harmonia universal. Uma harmonia feita de tensões, ”como a do arco e da lira” (instrumento musical de cordas).

Mas estamos falando de política, de tragédias pessoais e do ser humano e de lógica? Sim, é ambíguo. Mas podemos pensar que nossa essência é espírito, e um espírito arrojado, e como ele mesmo disse: “o ser não é mais que o não-ser”.

Podemos olhar o ser e, finalmente, enxergarmos quem realmente somos.
Mas em meio a nossas tragédias diárias, aos nossos desamores, a nossa falta de vivência humana, nossas apatias, com os humanos, acabamos mostrando as bestas, os monstros - que todos possuímos bem lá no fundo de nós mesmos – Alguns aprendem a controlá-los, outros simplesmente alimentam-nos e deixam vir à tona. E ai acontece às tragédias. Sejam elas em âmbito pessoal, ou em âmbito político, como estamos vendo no julgamento do Superior Tribunal Federal; como estamos assistindo, diariamente, os politiqueiros e seus discursos que nos enojam e ofendem nossa inteligência; com pessoas fingindo serem pessoas para destroçarem outras pessoas, pelo simples prazer psicótico de uma busca desenfreada por elas mesmas. E essas transferências, rotineiras, para esses seres, parecem não terem mais fim.

Mas afinal o que queremos?O que buscamos? O que somos realmente?
Estas questões a filosofia estuda desde 800 a C, e parece que quanto mais tempo passa, mais involuimos, pois cada vez temos menos respostas e mais indagações.

A certeza de que nada é permanente, nem mesmo a falta de luz é descobrirmos, a todo o momento uma maneira de sermos humanos. Só humanos. Nós pensamos. E pensar... Não dói!

O pensador mencionou ainda: "Os homens são deuses mortais e os deuses, homens imortais; viver é-lhes morte e morrer é-lhes vida".

 
Apenas para você iniciar novos pensamentos.

Afinal, Pensar, ainda, Não Dói...!


Entendimentos & Compreensões
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES –

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