sábado, 29 de junho de 2013

A Sala de Protheus!
- Minhas Visitas –





“...Não há necessidade de sair da sala. É suficiente sentar-se à mesa e escutar. Nem sequer é necessário escutar, é só esperar. Nem sequer é preciso esperar, é só aprender a ficar em silêncio. O mundo se oferecerá a você livremente para ser descoberto..!

Franz Kafka


Posso afirmar que ao construir a Sala de Protheus, não esperava receber, nela, tantos seres divinos.
Alguns, de tão divinizados, deixam sua luz que perdura por dias e purifica o ambiente, faz com que nossa alma se eleve... Nosso coração transborda de alegria e nos deixa mais gente, com vontade de receber, cada vez mais gente.

Em minha sala, esta semana, recebi a visita de Lady Ratis, uma amiga nobre de Recife, se ela morasse no Rio Grande do sul, seria com uma Condessa, com certeza,  e sobre a crônica Ações de Don Quixote, ela deixou registrado suas impressões:

“...Antes os nossos "Moinhos de Vento" fossem eólicos e não poluíssem o meio-ambiente de impurezas e culpas que se arrastam secularmente. Energia pura que a pequena Dinamarca já produz e exporta a tecnologia para o mundo. Antes os nossos moinhos de vento pudessem ser bucólicos e até poéticos, como os dos holandeses. meus caros, calcemos os tamancos, típicos dos Países Baixos, para vermos do Mirante o horizonte que nos acena. Vivemos simultaneamente o tempo Chronos e o nosso tempo interno, o que não significa dizer que estão sincronizados, sem incertezas, angústias e questionamentos de toda ordem. Mas, do Mirante, é possível aquilatar o que vem de fora e nos afeta, assim como transformar e reciclar os resíduos em realidade mais assertiva, que desabrocha num sorriso, em um olhar mais sereno, em bem-estar e, enfim, na possibilidade de viver melhor. A quantidade se compra e a qualidade você constrói, inclusive na rede social, que veio para complementar e não para substituir os contatos diretos...!”

Sua visita é sempre esperada, Lady Ratis. Obrigado!

No sítio do Grupo Kasal, de Vitória, Espirito Santo,  na crônica - Aprendendo a Morrer em www.konvenios.com.br/articulistas , recebi outra visita.

Desta vez uma  poetisa divina Mônica Raouf El Bayeh, um ser divino que poetiza como os deuses fariam no olimpo, e desta crônica, chamada Aprendendo a Morrer, a amada Mônica transformou em uma poesia monumental, que transcrevo abaixo.

Vida é mesmo imperdível!

Talvez a morte seja uma fase
Algo tipo mudança de nível
Você completa missões
E se transforma numa luz incrível

Talvez ultrapasse a  barreira
Do humanamente compreensível
Por que estava vivo bulindo
E num segundo para sempre invisvel

Um dia fraco e suave
Com data de validade ilegível
Pendesse de nossas cabeças
Prevendo o imprevisível

Já lavei muitas mortes em pranto
A foice aviada irascível
Não atende, não alivia
Ainda se gaba de ser infalível

Já urrei, maldisse tudo
Apagada de dor, queimado fusível.
Roubada de mim aos pedaços
Aguardando na fila do impreterível

Aprendi que a morte ensina
Na dor, porque a morte é terrível.
Mas um doce tem a morte
Que nos ajuda a ser mais sensível

Quando a morte ronda por perto
Sob risco do irreversível
Nada segue como antes
Tudo é substituível

A morta mostra o relógio
Com seu gosto meio perecível
Vivendo ou não se vai embora
É hora de ser acessível

O que era muro alto vira degrau
Nada mais é intransponível
Nova medida para tudo
Refeito o que era impossível

Vida é tempo presente
 Conjugada sem retorno e intransferível
É a morte que lembra esse fato
E nos dobra no inflexível

Se vem a morte, vou beijar e abraçar
Amanhã pode não estar disponível
É triste? Ao contrário, é trunfo.
Pode ser o melhor combustível
É a morte que desperta para a vida
E a deixa irresistível
A vontade e aproveitar ao máximo
Porque a vida é mesmo Imperdível.

Sejam sempre muitíssimo bem-vindos.
Esta sala é iluminada, especial, com visão para o mar e tem muito calor humano.
E aqui Pensar Não dói...

Das percepções de Fabiana Ratis
 Em www.konvenios.com.br/articulistas
Da poetisa MÔNICA Raouf El Bayeh - poesiatodaprosa.blogspot.com.b
Entendimentos & Compreensões
Leituras &  Amigos da Madrugada