sexta-feira, 18 de março de 2016


#SerieCidadania:
Quantas Versões Comporta
 a Verdade?

 “...As convicções são inimigas mais 
perigosas da verdade do que as mentiras...”
                                                                                          Nietzsche

 
                                           Não posso dizer que venho assistindo calada aos estarrecedores – para usar uma palavra bastante usada pela, ainda, presidente Dilma – acontecimentos da última semana. Seria mentira; trabalho com divulgação de conteúdo.
                                          Venho, entretanto, assistindo a um fenômeno assustador: pessoas a quem admiro outras de quem gosto imensamente, parece haver amanhecido acometidas de um terrível mal que as impede de ver, ouvir, processar intelectualmente tudo o que leem e, principalmente, as torna incapazes de acolher e respeitar a opinião da imensa maioria da população brasileira, de seus irmãos.
                                           Focam na forma, não no conteúdo. Batem em Moro, não em quem disse e fez coisas assombrosas, repugnantes, desprezíveis, enquanto estava no Poder, valendo-se da confiança de tantos. Esquecem que o Direito, por definição, é subjetivo e mutável, por atender a necessidades de uma sociedade em constante mutação.

                                      A necessidade da sociedade brasileira, hoje, era saber quem é realmente Luís Inácio Lula da Silva – sem João Santana, sem Duda Mendonça, sem intermediários ou blindagem de qualquer espécie. O povo merecia conhecer o pensamento daquele que pretendia voltar a governar em 2018, não para resolver os problemas do país, mas para fugir às consequências de seus atos, para amordaçar a Imprensa, para retaliar a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça.
Houvessem exposto Hitler e talvez a Segunda Guerra Mundial pudesse ter sido evitada, ou pelo menos tantos não houvessem morrido.


                                      Os que hoje reclamam de ódio, agressividade e divisão, precisam fazer um minuto de reflexão sobre o que andaram fazendo nos últimos 13 anos. De que maneira trataram os diferentes. Será que sempre aceitaram os que discordavam do regime? Nunca reprimiram com violência ou intimidou quem tentava avisar que estava tudo errado? A Lei do Retorno não falha.
                                   Quem entre nós, os chamados coxinhas, jamais foi intimidado, peitado, agredido, física ou verbalmente, ou tratado com escárnio, ao defender uma posição diferente? Eu fui demais. Aos que amo muito perdoei; aos outros, risquei do mapa.
                                   Proponho um exercício a todos, pelo bem comum: paremos de falar da mídia, de Moro, de manipulações ou intrigas. Deixemos que Lula, Dilma e o PT falem por si mesmos. Sem atravessadores. Voz a ouvido, já que não dá para ser olho no olho.


                                        Hoje, ao chegar em casa, apaguem a luz, peguem um copo de alguma coisa, fechem os olhos e ouçam, apenas ouçam as gravações. Não é montagem, não é obra de marqueteiros. É Lula na veia, em estado puro. É o governo petista em sua mais perfeita definição. Tomem suas próprias conclusões, sem se deixar distrair por questões menores, apenas ouçam.
                                          A verdade é uma só, inegociável, o que muda é a maneira como interagimos com ela.

 
De Brasília – DF – 
Beatriz Ramos
Cronista –
Arquivos da Sala de Protheus


 

 Obs.:
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