quinta-feira, 2 de abril de 2015

#PensarNaoDoi:
 
Conchas Filosóficas...!
 Nenhum molusco em um caracol
será maior que sua concha.
A vaidade, por menor que seja,
sempre ficará toda do lado de fora ...

O Autor
 
Num caminho pavimentado de mentiras
Repousam as metas, que nunca alcançaremos
Regras estúpidas que nos regulam
Decepção é tudo o que realmente pregam
Nunca ouvindo o que é a realidade
Levados a crer que estamos fazendo bem
Suas decisões têm estranhos formatos
Não é da nossa conta, mas deixamos de lutar
Estamos fazendo a coisa certa, mas deixamos de lutar
O Governo nega-se em reconhecer
Nos contam histórias incríveis
Ganham nossa boa-fé, vendendo-nos sonhos
Daqueles que jamais alcançaremos
Exceto por pagar pelos exageros alheios
Nada ouvido
Nada visto
Nada feito
O Governo nega-se em reconhecer
Tomado por poucos que falam por muitos
Garantindo-nos que nada dará errado
Construindo sempre torres destinadas à queda
E nada que seja realmente sólido
Com ninguém reclamando tornamo-nos presas
Eles são os abutres. Nós os ratos
Que para essas vidas somos servidos em bandejas
Parem o estupro! Vocês pensam que viverão duas vezes?
Nada ouvido ... visto ... feito
O Governo nega-se em reconhecer
Estamos fazendo o certo, mas deixamos de lutar

REQUIEM - Government Denies Knowledge

                                  Sempre fui um aficionado pelo rock’n’roll desde os anos 60, mas as “bandas heavy metal” nunca despertaram meu entusiasmo e isso veio a acontecer acidentalmente, pesquisando no Google por um tema para minha crônica desta semana, (Semana Santa) e nenhum tema seria mais apropriado do que um “réquiem”. E vejam a preciosidade que encontrei para nossos versos habituais da música de introdução. Infelizmente, bem pouca informação, consegui obter sobre a Banda Réquiem.
                               A leitura da letra da música deixou-me estupefato. Eu que sempre fui um “garoto rebelde”, tornei-me um “velho preconceituoso” na minha “cultura roqueira”. Afinal o dito popular que diz, “que de onde menos se espera...” me esbofeteou a cara e trouxe a lição de que a forma de dizer as coisas também muda e que a nossa geração não é monopolista das formas de protestar e resistir.
                                Pois bem, a letra da música já é uma crônica completa, a qual muito pouco tenho a acrescentar, mas o “meio usado” e quem “o canta” tem muito a ensinar e torna evidente, que o reconhecimento comum de que a “rebeldia jovem” e a “experiência anciã”, quando juntas podem oferecer muito mais. Muito mais mudanças.
                                    É nesse sentido, que aqui vai a minha “contribuição de velho”. Pode-nos faltar a coragem dos arroubos da juventude, mas sobra-nos a “memória dos fatos” e contra isso, não há contra argumentos. Está nos “arquivos mortos” dos jornais e revistas, nos anais do Congresso Nacional. Infelizmente, só os livros de História omitem essas verdades.
                                     O “cidadão brasileiro” parece-se muito com o “cidadão alemão”. Nosso “Holocausto” é sentirmo-nos como se os Governos Militares tivessem tido como conteúdo exclusivo o “assassinato” e a tortura de “democratas convictos de esquerda”, o desrespeito às regras da Democracia e a repressão das “liberdades democráticas” dos demais cidadãos brasileiros. Na verdade os Governos Militares foram os únicos na História do Brasil, em todos os tempos, a preparar e fazer cumprir um Plano Plurianual, dando ao Brasil um rumo e uma vocação entre as Nações.
                                      Tenta-se “escrever um vácuo” de 21 anos, como se nada houvesse sido conquistado ou construído e a vida do brasileiro tivesse sido suspensa, o tempo não tivesse passado e não tivéssemos envelhecido e nada aprendido. Na verdade, houve uma “revolução de verdade”, tanto no aspecto estrutural de Nação, como de aprendizado político. Aprendemos a lutar com as “armas democráticas” disponíveis, enquanto outros tentavam lutar com as “armas impossíveis”. Nós ganhamos e eles perderam.
                                      Contudo, parece que para a “classe política”, nem o tempo e nem os métodos passaram ou mudaram, pois se comportam da mesma maneira como há 50 anos e talvez seja essa a razão pelos quais muitos clamem por nova “intervenção militar”. Gritam eles, que isso seria um “golpe” contra as instituições, mas que interpretaria eu como um “golpe nos seus interesses”.
                                      Esse é o “desiquilíbrio institucional” do qual o Brasil é vítima desde a instauração da República. Os Três Poderes Independentes tornaram-se os “três poderes coniventes” minúsculos na “exploração” da República. Eles não se fiscalizam ou controlam, mas simplesmente se “acobertam” nos seus abusos e ilegalidades e a cidadania é refém da sua vontade e arbítrio, sem ter a quem recorrer.
                                       O próprio PT, antes de tornar-se Poder, muitas vezes aludiu aos “300 picaretas”, que compunham a “classe política”, surgindo como a “grande esperança” de renovação política. Chegou ao Poder e conseguiu uma “profunda transformação”. Hoje temos um Congresso Nacional que não demole as “esperanças populares” com picaretas, mas com “escavadeiras”.
                                        As “conchas ideológicas” da Esquerda continuam agarradas às mesmas pedras do embate ideológico baseado em “heróis centenários”. Celebram-se “fontes do pensamento” ainda hoje de um Fidel Castro na idade de 88 anos e de um Che Guevara, que estaria com 86 anos, contra um Imperialismo Americano, que hoje já dá visíveis sinais de decadência. É a decadência confrontando a decadência.
                                        Uma “filosofia anciã” formulada para confrontar a Revolução Industrial, que apenas mudou o foco do “proletariado operário” para o “excluído oprimido” sem se dar conta de que as grandes transformações sociais ocorreram dentro do Capitalismo e que todas as “experiências socializantes” baseadas em um “Estado Pai” redundaram em falência nacional por seus consecutivos fracassos econômicos.
                                     Por outro lado o paradoxo maior é que tais “conchas filosóficas” só se desenvolvem em países capitalistas e democráticos, provavelmente por encontrarem um solo fértil nas liberdades democráticas, adubado por “muito dinheiro” capitalista, ainda que preguem a destruição de ambos e não possam sobreviver sem esse meio ambiente.
                                   Não é novidade também que componham uma “classe emergente de novos ricos”, pois a militância política fê-los introduzir-se nas “oligarquias carcomidas” do benefício próprio, transformando-as em “oligarquias pelo bem do povo”. Vendem a esperança do “pós-capitalismo”, que jamais virá, pois não é do seu interesse. Nem mesmo um recém-nascido larga uma “teta” de “leite farto e gordo”.
                                 Tenho a certeza de que Che Guevara, onde quer que esteja, deva estar se sentindo um estúpido por ter morrido por “essa causa” nos ermos dos Andes da Bolívia, assistindo a essa “chusma” de líderes esquerdistas.
Jogou sua vida no lixo em prol do Capitalismo... De Esquerda.

 
Entendimentos & Compreensões
Dos  Pensamentos do Escritor
E Cronista Antônio Figueiredo
São Paulo – SP -