quarta-feira, 18 de junho de 2014


“Palavras... Jogadas ao Leo!”
 
 
“... Cuidado... Palavras machucam,
e quem as ouve nunca esquece...!
Bárbara Coré

 
                                          Algumas semanas recebi de uma amiga, muito admirada, uma suposta “crônica” de um ser que nem citarei seu nome para não ofender suas inteligências divinas.
                                          Até porque  tenta “escrever” com um pseudônimo tão esquisito que ofenderia os desenhos animados. Mas conservo a fonte, não se preocupem.
Este “ser”, no mínimo deve ter problemas emocionais e seu espírito deve estar passando por agruras das quais, seres mais vividos, já conhecem.
Como é triste a ignorância. O não saber?

Este “ser”... Se for possível chamar assim, começa seus “escrevinhados” exatamente assim:


 

É preciso ser muito calhorda para chamar a velhice de “melhor idade”
                                          Não chorei a morte de José Wilker, nem lastimei. Também não fiquei deprimida, mas sim, serena, porque ele teve a morte dos abençoados: morreu dormindo. Que prêmio! - Claro, por merecimento. 
E se não fosse pouco... Continua este pobre “ser”...

(...) mas hipocrisia não combina comigo. Detesto quem elogia velhice, tecendo mentiras em torno de uma tragédia. A velhice é o maior castigo que cai sobre a humanidade. E a hora de pagar todos os nossos pecados. É preciso ser muito calhorda para chamar a velhice de “melhor idade”.
                               Paro por aqui. Sim. Você, com um mínimo de sensibilidade e coerência, não merecem ler ou ouvir tais despautérios linguísticos que devem ter saído, no mínimo, de um coração amargurado, de uma alma atormentada, de um ser em “desalinho” – como afirmariam os poetas -.
                              Eu, como não sou um poeta teimo em identificar cada palavra na tentativa de fazer uma frase coerente, com sentido...  Mas não encontrei.

“Calhordice” chamar a idade mais avançada, os idosos de “terceira idade”?

 Bem linguisticamente, foi somente uma adjetividade criada no sentido de sermos um pouco mais coerentes com aqueles “heróis” que chegaram lá... Muitos de nós não chegaremos.
                                Por falta de coragem... De atitude... De coração preparado... De espíritos involuidos...  Muitos de nós não alcançaremos a quarta idade... Por escolha de seus espíritos... Por fatalidades... Por coisas que nossa vá filosofia desconhece... Quanto à quinta, sexta, sétima, nona idade?
                                Ah, como são abençoados os que puderam acompanhar tanto tempo tudo o que está acontecendo.

                                   Meu amigo Cleber está felicíssimo. Sua mãe fez 90 anos no dia primeiro de junho. Sua felicidade?  Gigantesca, não somente como filho... Mas com uma “inveja” boa, - se é que ela existe – de estar, de ver, de sentir sua própria mãe chegar a NONA idade... E não somente a terceira;
                                     Quando seres, deste tipo fazem, o que em psicanálise chama-se de “transferência” – sim.  Transferir aos outros suas amarguras, suas tristezas, suas insignificâncias, suas deformidades de visão de mundo... Acabam por nos entristecer.
                                       Em um primeiro momento, generosos que somos... Pensamos... Imediatamente em oferecer ajuda...  Mas eles querem ser ajudados?
No caso desta “escrevinhadora” e suas palavras tristes, amargas, desprovidas de sensibilidade, de caridade, de humanidade... Eu tenho minhas dúvidas,
Certo que muitos fazem suas escolhas e vivem suas vidas por elas. Eis o livre arbítrio.  Mas contaminar a outros por suas inseguranças malévolas?
                                        Não isso soa exatamente isso... Maldade de um coração desprovido de amor próprio... De não saber que seres que nos colocaram neste mundo merecem consideração, respeito, admiração, amor – sobretudo – simplesmente por isso... Nem tenho adjetivos para qualifica-los do que representam por estarem tanto tempo entre nós...

                                       Deixo para este ser, completamente desprovido de bom senso; o que uma amiga muito querida, em seus trinta anos, está passando, com um sofrimento atroz: Sua irmã gêmea, linda, perfeita, amorosa, divinamente angelical está em fase terminal de câncer...



Será que este “anjo” mereceria ler tuas palavras? Ser abarrotado de maldade e em suas malvadezas a tentativa de transferir a outrem?

Existem terapeutas que tratam do seu problema, com facilidade...
Mas, por favor,  faça uma gentileza:
Não utilize a internet para disseminar suas inseguranças e, principalmente, sua pequenez como ser humano.
Harriet Beecher Stowe deixou escrito:

“... As lágrimas mais amargas derramadas sobre os túmulos são pelas palavras que não foram ditas e coisas que não foram feitas...!”

Freud... Tendo defeitos ou não deixou escrito:
Palavras são como fazer amor...
Por favor, ser primitivo... Faça mais amor...
Palavras machucam mais que o açoite...

Mas... Pensar não dói...


 

Entendimentos & Compreensões
Das verificações dos seres na tal de “internet”.
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