segunda-feira, 15 de agosto de 2016

#Cidadania:
Do Princípio de Votar!

“ Numa tal letargia, e numa tal melancolia, 
deve inevitavelmente 
teu espírito ficar mergulhado, quando 
privado das ocupações 
e prazeres que lhe vêm de fora. ”




David Hume – 
Investigação a cerca do Entendimento Humano – 1726



Estamos, novamente, neste ano, diante do princípio, democraticamente saudáveis, de votar. De escolher representantes. E em nos representando, indicar o melhor caminho para uma coletividade.
Temos consciência da inevitalidade de situações, algumas constrangedoras, quando nos expomos com o objetivo de ser candidato a cargos públicos. 
Eis o ciclo do Universo. Tudo já foi pensado.... Tudo já foi dito.... Tudo já foi escrito.
Desde 1990, os municípios (pegando o RS como base) não tinham polarização: Ou seja: Apenas dois candidatos e uma “montanha de partidos”, estes todos, literalmente, “partidos”, aos pedaços, juntando-se a outros despedaçados para apoiarem alguém.
Esta eleição municipal será novamente PESSOAL. Os partidos serão meras agremiações legais para se chegar às prefeituras e câmaras de vereadores.
A esquerdalha e sua “gentalha” estão aos poucos sumindo, ou esfacelados indo para outros “partidecos de aluguel”, - já que o prazo foi no dia 05 de agosto para qualquer oficialização-.


O que ainda não sabemos, por certo, é que: o TSE ainda não terminou a divulgação dos chamados “fichas sujas”. Estes, mesmos que já estejam inscritos, como candidatos, oficialmente. Terão que colocar o ”rabo entre as pernas”... E voltar para suas cavernas de onde não deveriam ter saído.
A primeira listagem oficial do TSE, já foi divulgada, mas é parcial.... Ainda os casos continuarão a serem julgados. Muitos já “definidos” candidatos pelos partidos, ainda poderão ser cassados.
Mas falo genericamente como se todos fôssemos.... Sim todos somos. Agora é a hora do verdadeiro “tema de casa”, do autêntico “tira teima”, de demostrar caráter ou a falta dele... Que é o que está sobrando, a falta é claro, nos altos escalões dos três poderes.


Com a exposição, automaticamente, nós analisamos: Somos assim? Sim. Somos exatamente assim. O mesmo autor, acima, dizia: “.... Não me imponhais, portanto, por mais tempo esta violenta limitação. Não me obrigueis a ficar dentro de mim mesmo, e em vez disso indicai-me aqueles objetivos e prazeres que mais satisfação podem oferecer. Mas por que recorrer a vós, orgulhosos e ignorantes sábios, para apontar-me o caminho da felicidade? É preferível consultar minhas próprias paixões e inclinações. É nelas que devo ler os ditames da natureza, não em vossos frívolos discursos. ”

                                         Fica a dúvida de quem são, realmente, os sábios. Quem são os ignorantes. Na melhor das hipóteses, somos ambos. Em muitas ocasiões. Somos sábios quando exigimos. Ao menos para nós mesmos. Somos ignorantes quando não desejamos. Portanto, somos ambos. A Democracia é o espirito coletivo. Sem mais nem menos. Bem Comum torna-se discurso evasivo nos lábios de “incautos politiqueiros”. Igualdade foi uma paixão que durou apenas, e tão somente, o período da Revolução Francesa. Todos estes séculos, após, o discurso continua. Porém, com ele vem a dúvida: Se somos únicos, como seres, criado por Ele, à Sua imagem e semelhança, o que é realmente igualdade? Fraternidade. Bem é outro tópico. Mas que fraternidade poderá haver quando um dos “incautos” candidatos às Prefeituras nos ofendem, em inteligência quando lançam seus nomes? Porque temos que mostrar às nossas crianças que, alguns destes “seres” indescritíveis, vivem entre nós e querem ter o mando, daquilo que depois da família, ou juntamente, é a coisa mais importante de uma coletividade, O Estado? (Mesmo sendo os municípios que o compõem) Por que não temos respostas quando destes vazios, evasivos, ofensivos, e ignorantemente pobres, de espírito, discursos oferecidos a toda uma gente? Temos, mas no fundo nos acomodamos em nossas covardias internas, no sentido de que “eles que se virem”. Não é eles, é nós. As conseqüências serão por nós sentidas muito antes de nos darmos conta. 

É de nosso interesse. Precisamos ouvi-los, em sua pequenez para que possamos discernir sobre o que é melhor para nós. Poderemos errar. Uma vez. Várias, jamais. Nossos jovens, muitos irão votar pela primeira vez, compreendem e já começam a ter discernimento, disto também. 

Não podemos, não temos o direito de ofendê-los em seu principio de entendimento sobre as coisas deste mundo, com o simples sentido de que “entendemos um pouco mais”. Primeiro por isto ser falso. Segundo por eles necessitarem que lhes indiquemos um caminho. Mas seguro. Inteligente. Maduro. Apenas como forma de comprovação de que não estamos aqui apenas fazendo, ou sendo, números estatísticos. Somos o que somos. Pobres de espírito em sua grande maioria. Mas, sobretudo, buscando nosso lugar. Em termos de votação, os ditames da consciência são os mais importantes. Pense. Não dói. Faz bem. Ajuda mais gente. Melhora a nossa convivência social. Tornamo-nos mais civilizados. Sobretudo mais gente. Mas pense! E, é claro, decida. Por você. Por mais ninguém.

Pensar não dói... Já escolher “qualquer um” para cargos públicos poderá doer muito em ti e em teus filhos...



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Das analises atuais de um Brasil. 
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Konvenios –Vitória – ES
Arquivos da Sala de Prohttp://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28073#.V7HQP5JhnIUtheus

Arquivos da Sala de Protheus

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