quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

#SOSFobias

“Homens Com Medo de Baratas?”


“...Dizem que a sobrevivência; Está em sua vida curta;
Como a barata existe a perseverança; Por mais que tenha vícios;
O exemplo está além de suas visitas; Invasão de privacidade;
É sua façanha de viver; E não sai barato; Aprendermos com alguns;
Que ainda insistem em ser; E ter um caráter; Que até as baratas;
Precisam aprender; Não seja uma barata pela vida;
Abisme em crescer; Pise na barata que insiste em você...!”

Do poeta e amigo do TT Zé Américo


Nestes dias de verão em alguns lugares fazendo temperaturas mais altas que outros, neste nosso Brasil varonil, são o clima ideal para a proliferação de muitos insetos e algumas “ditas” pragas. Entre elas as baratas.

Mas em uma conversa com amigos, um deles (sim, um homem) revelou certo “medinho” de este ser rastejante. Sim, a pequenina barata. Pronto... Foi tudo o que os amigos precisavam para dar boas risadas.

Mas porque este medo de baratas?

A psicologia dá outras explicações. Quando a memória registra um episódio ruim na infância, você não vai necessariamente se lembrar dele na fase adulta, mas um medo irracional pode permanecer. Esse pavor também pode vir de outros - por exemplo, de sua mãe subindo no sofá, gritando para o homem da casa se livrar do bichano. 
As fobias são aversão ou medo psiconeurótico a objetos ou situações particulares. Katsaridafobia ou Catsaridafobia é o medo de baratas.


Não deixa de ser certo preconceito. O habitat de animais influencia no julgamento do ser humano, e, como as baratas vivem em locais como esgotos, ralos e lixos, onde se alimentam de detritos, elas não poderiam deixar de ser odiadas. Cupim e besouro, por exemplo, são insetos como esta criatura repugnante ao lado. Mas não temos medo deles. E ainda tem os fofinhos.

"Algumas espécies de borboletas têm cores similares às das baratas, porém moram em árvores e em flores. Logo, nós as consideramos ‘graciosas’", diz José Albertino Rafael, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Vale a mesma coisa para os ratos de esgoto e os hamsters. São roedores, mas um é odiado e o outro é bicho de estimação. 

Agora vamos para um pouco da história entre o homem e as ditas “baratinhas”:

Elas vivem cinco meses. São divididas em quatro mil espécies espalhadas pelo mundo. Botam ovos oito vezes na vida, com 40 filhotes por vez. Aguentam uma semana sem cabeça ou sem beber e até um mês sem comer. Têm 300 milhões de anos. 200 mil anos - Surgimento do Homo sapiens. 60 milhões de anos - Primeiros primatas e 65 milhões de anos - Meteoro que eliminou os dinossauros.

Minha amiga cientista Laís Martins, do Caderno de Educação, teria certamente outra explicação para isso. Mais cientifico é claro. Meu amigo Zé Américo fez um poema, reproduzido acima e certamente a poetisa Mônica Bayef faria uma poesia mais doce para nosso amigo. Mas...

As mulheres, por serem muito mais delicadas e sensíveis do que nós, os ditos “machos” tem nojo, asco e outras coisas e realmente não gostam de baratas. Mas ver um “homem” subir em uma cadeira por causa de uma barata deve ser algo muito interessante de ser visto. Para não dizer hilário.



Mas é claro, cada um com seus medinhos, fantasminhas, monstrinhos que os afrontam de todas as maneiras de enfrentar suas vidas.

Quanto ao meu amigo que tem um medo terrível de baratas, vamos fazer assim: Você convida os amigos, deixa um bom vinho na temperatura ideal e nós nos livramos das baratas para você ficar feliz.

Pensar não dói... Mas baratas... Bem, estas poderão incomodar um pouquinho.
Mas só um pouquinho. É claro que este assunto vai render muito ainda...


Transpirado de meu amigo Amex Gamboa.
Entendimentos & Compreensões.