sábado, 14 de maio de 2016

#PensarNaoDoi:

“ Honra & Dignidade! ”

“... A dignidade pessoal e a honra não
podem ser protegidas por outros.
Devem ser zeladas pelo indivíduo
em particular...!”

Mahatma Gandhi

O que é honra e dignidade nos dias atuais?
Será que todos os seres que “perambulam” pelas ditas “redes sociais”, em sua grande maioria já pensaram sobre se tem tais virtudes ou não? Será que conhecem um pouco de sua estrutura moral?
Será que os seres que tentam “descortinar” este Brasil atolado em corrupção e ausência total de valores de humanidade conseguem parar um pouco para pensar sobre o que tem? Sobre o que herdaram ou não de seus pais? O que aprenderam com seus professores?
Será que estes “repetidores” de “copia e cola” e manda à frente, sabem exatamente o que estão fazendo? E se seus filhos os observassem? O que Eles diriam?
                               Sou gaúcho e aprendi desde tenra idade: jamais dê sua palavra se não for cumpri-la. Você perderá sua honra e sua dignidade.
Mas o que é honra?
                             Ora, em qualquer dicionário simplório você encontrará este substantivo feminino dizendo que é o princípio que leva alguém a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito junto à sociedade. Também é uma consideração devida a uma pessoa que se distingue por seus dotes intelectuais, artísticos, morais; privilégio.
Vou colocar um exemplo.
O “ilegal” “Jogo do Bicho", prática popular no Brasil inteiro. Você simplesmente faz uma aposta, que é anotado em um “bloquinho”, por um “recolhedor”, que coloca uma letra só como assinatura. E se você ganhar, não precisa ir procura-lo. Ele vem trazer seu prêmio de direito.
Diferente de todas as jogatinas ditas “oficiais” que conhecemos no Brasil. Por tanto este tal de “jogo proibido” é completamente honrado e trabalhado com dignidade. Mesmo que digam que os grandes “bicheiros”, também chamados de “donos de Bancas” financiem o crime. Ora depois de vários crimes cometidos por todos os políticos no Brasil parece que também teremos que rever outros conceitos.
                                  O gaúcho tem até hoje estes valores. E lhe são por demais caros. Uma palavra dada é mantida pelo “fio de bigode” como diziam os antigos. Ou seja: o que foi falado jamais será descumprido. E honra nisso é maior do que registrar em cartório, pois a dignidade do sujeito está ligada a isso tudo. E se alguém perder tal honra. Perde tudo.
                               De nossa educação – quase toda ela com base religiosa – aprendemos desde pequeninos a: “Honrar pai e mãe”. Isso é sagrado. Não é discutível. Cumpre-se com prazer pela dignidade que isso representa e pronto.

                            O Gaúcho ainda marca um horário e chega no mínimo 10 minutos antes. Se for com uma dama pior ainda.... É muito caro a imagem de honradez e dignidade perante uma Prenda para o Gaúcho. Ele pode não ter dinheiro nenhum, ser um, literalmente “sem nada” em termos financeiros e econômicos, mas se tiver honradez e dignidade é um homem riquíssimo.
                            Os da minha geração que conseguiram passar isso tudo para seus filhos, orgulham-se de ter-lhes deixado a maior e melhor herança possível no mundo.
Um pai quer seu filho dotado de todos os principais valores para que enfrente o mundo com altivez.
                              Pode-se afirmar sem medo de errar que ser honrado é julgamento que determina o caráter de uma pessoa exatamente: se ou não a pessoa reflete honestidade, respeito, integridade ou justiça.
                           Dr. Samuel Johnson, definia honra como tendo vários sentidos, o primeiro de que eram “nobreza de alma, magnanimidade, e um desprezo a maldade”. Esse tipo de honra decorre da percepção da conduta virtuosa e integridade pessoal da pessoa dotada com ele. Por outro lado, Johnson também definiu em relação a honra a "reputação" e "fama", aos "privilégios de classificação ou nascimento", e como "respeito" do tipo da que "coloca um indivíduo socialmente e determina o seu direito de precedência”.
                              Eis a honra que fomos ensinados a ter. Eis a dignidade que fomos exemplarmente mostrados a mantê-la.

                                     E eis o que mais está faltando nos políticos e na maioria dos eleitores, que em desonra a seu próprio nome, a de seus pais e de seu País doa seu voto, consequentemente, sua assinatura para que sujeitos “desonrosos e desclassificados”, exerçam um poder. Dos quais depois dependerá que uma tal de “justiça”, na maioria das vezes dotada destes mesmos seres julgue o que o “eleitor não gostou”.
Eis as ambiguidades de nossa cultura causada pela ausência de educação familiar e, completa, no sistema de ensino.
                             E isso vai além; nas relações internacionais contemporâneas, o conceito de "credibilidade" assemelha-se ao da honra, como quando a credibilidade de um estado ou de uma aliança parece estar em jogo, e políticos vinculados em honra pedem medidas drásticas.
                                         O conceito grego antigo de honra (timē) incluía não apenas a exaltação dos que recebem uma honra, mas também a superar uma vergonha pelo ato de arrogância.
                            Meu pensador predileto Nietzsche, deixou registrado em A Gaia Ciência: “Quem aqui entra, faz-me uma honra; quem não entra – um prazer”.
Ficou um pouco mais fácil para seus pensamentos agora? Então pode analisar o Brasil como um todo atualmente. Mas antes, por favor, comece por sua casa... Sua família... Sua comunidade... Seus amigos. 

Todos se comportam ou tem estes valores tão caros?
Ao sair à rua, respeita as faixas de seguranças e sinais de trânsito?
Concede espaço em filas às pessoas mais velhas ou deficientes?
Se encontrar qualquer ato negativo, em qualquer destas ações mais simples, creia-me. Estás colocando tua honra e dignidade em jogo.
                               Quanto ao ser como eleitor, pense muito nisso. Pois além dos que tu ama, tem um povo inteiro, um estado... Todo o Brasil que depende de atos tão primários quanto a ter honra e dignidade nas eleições e cobranças de políticos, estes atualmente, desprovidos de todas elas.
Pense... Ainda não dói...


Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Fontes:
Dr. Samuel Johnson, em A Dictionary of the English Language (1755).
A Gaia Ciência – Nietzsche –
Coleção Pensadores – Nova Cultural – 1991. 
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Vitória – ES.
http://konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=27769
Arquivos da Sala de Protheus
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br

terça-feira, 10 de maio de 2016

#SerieCidadania:

Que Aurora é Essa?


"...O novo sol róseo nascente de hoje 

e o velho sol escarlate poente de ontem

são o mesmo sol. Fazer o novo acontecer 

não depende do sol, 
mas de cada um de nós...!"


O Autor 

                              A visão poética sempre colocou no novo amanhecer a esperança de um novo tempo e o homem, na maioria das vezes, para compensar suas frustrações e desesperanças, atribuiu ao sol o condão de no seu périplo pelo universo e em cada uma das voltas completas da rotação da terra a cada novo amanhecer de ser um agente renovador. Idêntico comportamento tem tido o “homem brasileiro” no que tange à Política. Estamos sempre aguardando e aportando nossas esperanças e anseios em uma “nova aurora política” e seu “sol renovador”. Nos dias atuais esse sol chama-se Michel Temer.
                       Sabe-se hoje pela teoria do Big Bang, que uma grande explosão inicial foi juntando a poeira cósmica e com ela se foi construindo dinamicamente o Universo, que assim e até os dias de hoje se organiza e harmoniza. Explosão e renovação.

                       É exatamente isso que acontece na Política Brasileira atualmente e em especial no dia de hoje com a votação do impeachment da Presidente Dilma Rousseff no Senado. Na ultima quarta-feira pode ter havido o “big bang” político brasileiro, mas aqui vamos questionar a qualidade da “poeira cósmica congressual” com a qual se construirá essa nossa “nova Democracia”.


                           A Natureza em sua sabedoria original constituiu essa poeira de todos os mais diferentes elementos químicos, que possibilitaram não só a existência de vida, mas tudo o que é necessário para sua manutenção. A dúvida aqui é se a matéria prima política de que dispomos é suficiente e capaz para essa nova oportunidade destrutiva/construtiva de formação de uma nação nos moldes, que organize e harmonize em igualdade e fraternidade o povo brasileiro.
                        Entretanto, é pela desconfiança da qualidade da “poeira política” do “universo Brasilis” totalmente contaminado conforme indica a coleta de amostras da Operação Lava Jato, tão brilhante e competentemente desenvolvida por parte da PF, PGR e JF, que não nos dá a segurança de que a sustentabilidade democrática vital neste “planeta” continuará a ser nada além de precária. Os gases da corrupção que emanam do subsolo da Praça dos Três Poderes em toda sua extensão dificilmente sustentarão satisfatoriamente a “vida política”, que todos nós desejamos e talvez esse “big bang” não passe de um novo “traque”. Ainda não será desta vez, que o ar será a mistura adequada o suficiente para arejar a política brasileira.


                           O que falta e sempre faltou nessas forças gravitacionais geradoras da confusão e consequente ordem é o dinamismo de uma maioria participativa, representada pela “ação cidadã”. A omissão cidadã sempre deu espaço às forças que têm se incumbido de escolher por nós nossas vontades e destinos.
É isso que queremos que continue a prevalecer e ordenar nossa vontade?

                  Ultrapassada esta quadra histórica nos sentaremos e ficaremos aguardando as promessas dos “novos amanheceres”, ou manteremos nossa vigília cívica, bandeiras e voz nos manifestando pelas avenidas paulistas deste Brasil pelas causas, que efetivamente são importantes?

                         A questão atual não é mais de quem queremos tirar ou colocar ou que queremos individualmente substituir. A busca deve ser por candidatos e mandatários que efetivamente sejam “fichas limpas” por caráter, o que seria muito raro nos dias de hoje, mas que seriam integrais respeitadores das leis por suas consequências muito bem estipuladas.


                           Além disso, que o sistema de representação fosse tal que cada cidadão individualmente e em qualquer ponto do território nacional se sentisse realmente representado detendo a proximidade e controle do seu representante na proporção exata dos diferentes Colégios Eleitorais de cada Estado da Federação. Esse é o caráter do Voto Distrital.
             Os últimos dias tem nos mostrado, que é a desproporcionalidade da representação, que lota o Congresso Nacional de figuras bizarras e compradas a qualquer preço para tentar fazer valer o interesse do “poder de plantão”.

                         Falar em golpe ao se utilizar dos preceitos moralizadores e normalizadores da Democracia é querer dar um “poder imperial” a um mandatário, que ainda que respaldado pela maioria dos votos, descumpre os princípios básicos do nosso regime. A votação recebida é a dimensão da confiança e esperança depositada. Já o “impeachment” nada mais é que o “cartão vermelho” a um “craque” contratado a peso de ouro e votos, mas que se comporta como um peladeiro no “jogo democrático”.

                           Essa é a nossa grande responsabilidade atual. Não baixarmos a guarda e nem tampouco relaxar na fiscalização de quem está a “nosso serviço” no poder.

Venha quem vier, ainda é o “povo” o grande soberano!



Das Percepções & Pensamentos Partilhados

Antônio Figueiredo - Escritor & Cronista -

São Paulo – SP.

Arquivos da Sala de Protheus.


Obs..:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São de inteira responsabilidade de seus autores.
O Editor!

domingo, 8 de maio de 2016

#PensarNaoDoi:

“Família - Origem de Tudo...! ”
“...Toda a doutrina social que visa 
destruir a família é má, e para mais 
inaplicável. Quando se decompõe 
uma sociedade, o que se acha como 
resíduo final não é o indivíduo, 
mas sim a família...!”

Victor Hugo
  
                                Se eu perguntasse a você o que é família, certamente a resposta seria fácil e de acordo com o pensamento geral que se tem dela.
                                      A família é a unidade básica da sociedade, formada  por indivíduos com ancestrais em comum e ligados por laços afetivos.
Viu? Simples. Será?
                                         O que estamos experimentando no Brasil atual é consequência de nossa vida familiar. Sim a primeira célula de uma comunidade, que gera uma cidade, que por sua vez compõem um estado e uma união como um todo. Como uma gigantesca família. Muitos irmãos diferentes, parentes que se misturaram com outras raças e formaram primos, tios de várias tonalidades, mas sempre com a significação mais profunda. A união do sangue. A união divina.
                                    Estas duas últimas, parece, nos últimos tempos foi diluindo-se aos poucos... os irmãos de sangue foram dispersando-se... Ficando mais longe uns dos outros.... Os pais foram morrendo... E a impressão que fica é que a família foi desaparecendo... E a parte divina também se dilui.
                                 Ao divino referi-me a espiritualidade e não a religião discutível em todos os gêneros e tipos. Esta primazia do ser humano que ao juntar-se, em pequenos grupos em seus primórdios foi buscando significação através de muita simbologia para tudo o que ele não tinha explicação.
Começou adorando e sendo grato aos elementos da natureza:
                          O Fogo, A água, o Ar e a Terra. Os quatro principais. Deles fez de sua imaginação uma criativa seleção que hoje temos como base a religião. Ou todas elas. Todas com o mesmo princípio com nomes e rituais diferençados. A busca do Divino... Aquela centelha de Deus presente em cada espirito, enquanto aqui com esta roupagem dita humana.
                            Falando com um ser muito especial, nestes dias, por obviedade da grande divulgação nacional, veio à tona o assunto dos discursos dos deputados na votação do impedimento presidencial na Câmara dos Deputados em Brasília – Nosso Distrito Federal – Nossa capital brasilesa.
                               Ela chamou-me a atenção que independente das vaidades de estar sendo mostrados em rede nacional, o que todos proferiam de certa forma uníssonos era: Em nome de minha família.... De meus filhos.... De meus pais.... De minha mulher... Claro que junto a esta família veio outros congêneres que aqui não interessa fazer nenhuma conotação. Pois delas surgiriam denotações. Estas, agora, desnecessárias.
Do outro lado da linha, este ser especial, antevendo minha reação, por tratar-se de uma demagogia política antecipou-se a uma possível argumentação, conhecendo-me, continuou:
- Não importa em que momento estejamos vivendo.... Não importa a maneira que cada parlamentar falou, se foi da mulher ou da amante.... Porem quase todos deixaram como que em um registro, que em seus íntimos o que estavam fazendo tinha a representatividade daquilo que eles julgavam de mais caro; A família.
Confesso: Prendeu-me a atenção.
Continuou este ser especial:
 - Veja bem (tem uma maneira única de se referir a mim, do qual permitam-me manter esta privacidade, tão cara.) Mesmo em momentos tão delicados que passa todo o País: Corrupção, ausência e educação, cultura destruída, ao menos a recente, violência generalizada e uma ausência de segurança da própria família, em um momento decisivo para uma nação, Eles – os parlamentares – primeiro, antes do voto diziam: Em nome de meus filho... Em nome de minha família... Por minha família... Será que no fundo esta carência e esta necessidade de valorizarmos nossa célula mais importante não está reascendendo em nosso pais, em um momento em que tudo está sendo discutido?
Confesso: Este ser deixou-me pensativo e fez-me rever posições, algumas radicais de análise em todos os aspectos.
                        Ela citou-me o exemplo do Papa Francisco, que mesmo não sendo diretamente para o Brasil, generalizou a necessidade de manutenção de uma força gigantesca e divina que somente a família possui.... Que o novo Presidente Argentino Mauricio Macri, em um de seus discursos junto ao Papa Francisco – seu conterrâneo – no Vaticano, começa, antes de tudo valorizando a família...
Mas família é muito mais.
                              Quanto ao tipo de relações pessoais que se apresentam numa família, o grande autor Lévi-Strauss refere três tipos de relação. São elas, a de aliança (casal), a de filiação (pais e filhos) e a de consanguinidade (irmãos). É nesta relação de parentesco, de pessoas que se vinculam pelo casamento ou por uniões sexuais, que se geram os filhos.
                                   Outro autor, Atkinson e Murray, a família é um sistema social uno, composto por um grupo de indivíduos, cada um com um papel atribuído, e embora diferenciados, consubstanciam o funcionamento do sistema como um todo. O conceito de família, ao ser abordado, evoca obrigatoriamente, os conceitos de papéis e funções, como se têm vindo a verificar.
Bonito a forma com que a literatura mostra e define a família.
Mas no mosaico chamado Brasil família é isso mesmo?
                                  A família tem como função primordial a de proteção, tendo sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos, podendo formar uma barreira defensiva contra agressões externas. Outros autores reforçam ainda que, a família ajuda a manter a saúde física e mental do indivíduo, por constituir o maior recurso natural para lidar com situações potenciadoras de estresse associadas à vida na comunidade.
                            Relativamente à criança, a necessidade mais básica da mesma, remete-se para a figura materna, que a alimenta, protege e ensina, (aqui entra a educação mais elementar de todas) assim como cria um apego individual seguro, contribuindo para um bom desenvolvimento da família e consequentemente para um bom desenvolvimento da criança. A família é então, para a criança, um grupo significativo de pessoas, de apoio, como os pais, os pais adoptivos, os tutores, os irmãos, entre outros. Assim, a criança assume um lugar relevante na unidade familiar, onde se sente segura. Em nível do processo de socialização a família assume, igualmente, um papel muito importante, já que é ela que modela e programa o comportamento e o sentido de identidade da criança. Ao crescerem juntas, família e criança, promovem a acomodação da família às necessidades da criança, delimitando áreas de autonomia, que a criança experiência como separação.
Mas e nosso país? Não cresceu junto, ao todo, entre nós, entre todos? O que nos faltou? Um “pai e uma mãe” como representantes da Nação?
Sim. Exatamente isto. Precisamos, para aprender, que o exemplo venha de cima. É através dele que aprendemos e criamos a nossa personalidade, seja ela particular, familiar ou comunitária e nesse caso nacional.
                               Na última década nos tornamos, literalmente, órfãos de um pai e uma mãe nacional. Nossos irmãos brigaram por “migalhas”, outros foram “comprados”, outros “revoltaram-se”, mas a grande maioria continuou, tal qual “soldado de Branca Leone”, lutando sozinho... Muito aos poucos, nestes últimos dez anos, os outros “irmãos”, foram aparecendo, foram juntando-se a estes, e como se por memória genética, houve uma lembrança de Pátria – família -. Muitos comoveram-se... Muitos arrependeram-se... Muitos engajaram-se... E, talvez.... Apenas talvez, tenhamos sobrevivido até hoje, exatamente por causa desta memória familiar. Que nos é tão cara. Tão necessária.
Talvez cada Brasilês tenha que buscar dentro... E não fora o que tem de tão necessário para ser FAMILIA.
                               Nosso amado Rubem Alves deixou escrito: “.... Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar um broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que não podem ser ajudadas. Tem que acontecer de dentro para fora...! ”
Mas não podemos esquecer nunca: fomos o que nos fizeram...
 Em família.... Em amor incondicional.
Ou como disse Nietzsche, em sua obra Humano, Demasiado Humano: “...O que o pai calou aparece na boca do filho, e muitas vezes descobri que o filho era o segredo revelado do pai...! ”
Vamos voltar a ser e conviver como família?
Vamos voltar a ser Brasil... Uma Nação.... Muitos irmãos.
Pensar não dói... Ausência de uma família/nação dói muito...



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
De diálogos com Seres Especiais
Fontes pesquisadas:
LÉVI-STRAUSS (cit. por PINHEIRO, 1999
ATKINSON e MURRAY (cit. por VARA, 1996),
ALVES, José Carlos Moreira. Direito Romano. Rio: Forense, 1977.
MINUCHIN, Salvador – Famílias: Funcionamento & Tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. p. 25-69.
SARACENO, Chiara – Sociologia da Família, Lisboa: Estampa, 1997.
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Vitória – E.S.
http://konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=27752#.Vy-r1fkrLNM
Arquivos da Sala de Protheus.
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br


sábado, 7 de maio de 2016


Mulher... Mãe!

“... Mãe, que a beleza das flores, a 
doçura  do mel e o brilho das estrelas 
envolvam você e que você 
continue 
irradiando este amor  
e esta alegria  
que você sempre ofereceu...!”.


A cada dia amo mais esta mulher que agora não só a conheço pelo o seu cheiro, pelo seu tato, pela sua voz, mas também pelo nome.
É ela quem me mostra o mundo.
Necessito desta mulher e não vivo em paz sem o seu amor.
Sinto a sua ausência!
Aonde vou penso nela e a quero comigo.
Assim, meus dias avançam, em direções que bifurcam, mas ela sempre está comigo.Ela é virtuosa!
O seu valor transpõe ao quilate do mais puro ouro, da mais preciosa, fina e rara joia de todos os tempos.
Ela é doce quando se dirige a palavra aos meus ouvidos.
Acolhe-me em seus confortantes e amáveis braços, com carinho, beijos e cuidados.Esguia, aparentemente frágil, um cheiro inconfundível.
Ela é linda!


Seus olhos procuram sempre os meus e eu os dela.
Conheço seus passos e ela os meus.
Sua voz ressoa de longe como a mais bela canção.
Ela chega perto e me cheira. Seus cabelos aquecem-me.
Ameniza a minha alma, ensina-me o caminho da retidão.
Sabe cuidar dos meus passos, inculcando a sabedoria na minha mente.
Ela só quer o meu bem.
Seu amor é o que mais se aproxima do amor ágape.
Encanto-me cada vez mais com as suas virtudes e aprendo com ela.
Esta mulher cheira, beija meus pés.
Beija e conhece cada marquinha do meu corpo, sabendo detalhar cada uma. Não dorme sem antes trazer-me todo o seu conforto.
Zela pelo meu sono!
Só ela é capaz de sentir o aroma das minhas roupas, mesmo estando sujas e se delicia ao aspira-lo.
Por onde passa fala em mim.
Compartilha minhas descobertas. Sofre quando estou prostrada.
Sabe tudo que eu preciso. Nosso amor não se define com simples palavras. Em seus ombros está a força que fortalece os seus braços, que acolhe o meu corpo.
Estuda, se preocupa com o bem-estar do nosso lar. Não despreza minhas queixas.
Naturalmente é elegante em suas ações e andar altaneiro.
Caminha ereta e sabe que o bater de leite produz manteiga e o açular a ira produz contendas.
Por esta razão, ainda que produza rompimento de vasos sanguíneos, torce o nariz, para não se acometer em intrigas.
A força e a dignidade são as suas vestimentas requintadas e de incomparável bom gosto.


Esta mulher é ditosa entre todas. Cobre seu corpo com o amor. Ela se mexe o tempo todo. Trabalha muito e de bom grado, dá conta das tarefas caseiras, além daquelas que eu sempre proporciono e que não são poucas.
Mulher que sempre abre a mão ao aflito, que cuida dos doentes e necessitados.
Ela sabe se estive presente em algum lugar, quando ausente. Conhece meu rastro, minha marca, pois os papéis de balas, de bombos, biscoitos nunca os joguei no lixo. Tampouco lavo os copos que sujo, e, o que uso, desde o creme dental ao galheteiro deixo destampados.
É ela quem, bem tarde, passa e vai consertando o meu desmazelo.
Mulher que sempre me fez o bem e não o mal, ainda que por muitas vezes eu não tenha aceitado determinadas atitudes de sua parte.
Às vezes ralha comigo, porque ando lhe desobedecendo em muitas coisas.
Mas, mesmo assim, digo que tenho o verdadeiro amor da mais bela flor de todos os jardins.
A mais real rainha de toda uma realeza!
Ela é a minha Mãe!
Eu te amo, minha querida MAMÃE!




Dos sentimentos de filha de
Marilene Marques
Região do Vale do Aço – MG.



Obs.: Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
são de inteira responsabilidade de seus autores.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

#SerieCidadania:


O Homem e a Palavra!

“... Se trouxeres teu orgulho de ser brasileiro,

te entregarei a minha honra de ser gaúcho...!”

Bernardo Fragoso

                            Nas ultimas semanas, principalmente, após a votação na Camara dos Deputados sobre o voto de Impedimento Presidencial, nunca a frase do grande Rubem Alves fez tanto sentido: Deveriamos praticar mais Escutarória (...) pois a oratória dos ditos “representantes do povo”, foi de cruel a catastrófico rapidamente.

                          Nunca em minha vida profissional e de pesquisador e apaixonado pela Língua Portuguêsa Brasilesa, depois de tantos anos repassando e ensinando o escrito e o falado, doeu-me tanto e me fez sentir tão pequeno. Confesso-lhes: Senti-me agredido em minha alma, em minha crença de brasilês, em minha dedicação de levar nossa “ultima flor do lácio...” das palavras de Olavo Bilac, para mais de 5 estados, na costa oeste brasilesa,contando o meu torrão gaúcho.


                          Em todos os lugares dizia que nossa amada língua é ditada por lei e que seria um crime falar ou escrever erradamente – ao menos em documentos oficiais. provas e outros – com todo o respeito e paixão que tenho por todos os regionalismos deste amado torrão natal.
Dizia que o que sai da boca primeiro vem do coração.
                    E nunca tinha conhecido corações tão sujos, tão desprovidos de bom senso, tão mesquinhos, tão lotados de mediocridade, esta filha da hipocrisia, como tenho lido em nossa dita “imprensinha”, e dos discursinhos dos parlamentares.
                               Eles não só ofendem a língua pátria, como tambem ao povo brasilês, este que se esforça tanto para ser o que lhe é natural... Um cidadão:
Sempre disse, tambem, que o exemplo ensina muito mais que o resto todo. 
Dai meu amigo e engenheiro do Mato Grosso do Sul, Francisco Cruz, manda-me correspondência eletrônica pedindo:


“ Peço que se possível fale sobre o famigerado uso indevido da palavra 'fala' em substituição a discurso, parecer, opinião...”.

Diz mais meu adorado amigo matucho (mistura de gaúchos que nasceram no Mato Grosso e que tenham origem na família gaúchos):
“...Isso virou um doença contagiosa, até conservadores estão utilizando o termo 'fala'; está insuportável ouvi-los e não ter asco...!”.
Tecnicamente ou biologicamente, como queiram, nossa palavra percorre um caminho lógico;
Nasce da sinapse (encontro de dois neurônios) e neste choque é enviado o pensamento para a área de Werneck (pesquisador e descobridor no cérebro), - logo acima da orelha esquerda, uns tres dedos na cabeça. Interiormente, é obvio, é onde situa-se esta área da Linguagem ou Área de Werneck. Após ter recebido os impulsos do pensamento e formado a linguagem, esta percorre o cérebro até outra área: a de Broca (outro pesquisador e descobridor) que é a área da Fala, na parte esquerda frontal do cérebro, logo no inicio dos cabelos (na testa como diria-se popularmente). Esta área responsabel pela fala é que orienta todo o aparelho fonoarticulatório – boca e todos os seus componentes, as cordas vocais, até o diafragma.


                       Todo este processo para originar a Fala. Somente o ser humano possui isto. Portanto nao diga que até papagaio fala. Não. Papagaio é um animal que através do conceito do pesquisador Pavlov é condicionado a repetir o que lhes dissermos. Condicionamento não é pensamento.

                       De tudo isso que somente o ser humano possui, parece, na opinião de meu amigo que somente alguns poucos brasileses, da política, tem consciência e conhecimento deste processo. Estes sim, estão mais para o condicionamento, tais quais papagaios, a falar as mesmas asneiras que lhes foram ensinadas.
Nosso grande escritor, poeta e pensador Luso/Brasilês Fernando Pessoa dizia:
“...A maioria pensa com a sensibilidade, e eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar...! ”.
Aristóteles, grande filósofo grego aC, criador sobre a teoria dos quatro tipos de discurso também muito utilizado pelo escritor brasilês Olavo de Carvalho, deixou dito:


                      A essa ideia Teoria dos Quatro Discursos. Pode ser resumida em uma frase: o discurso humano é uma potência única, que se atualiza de quatro maneiras diversas: a poética, a retórica, a dialética e a analítica (lógica).

Mas o grande filósofo Aristóteles deixou dito mais:
“.... Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos...! ”
Eis aqui a questão: Parece que tudo o que sai da boca do Brasilês, principalmente dos políticos atuais, não passou por nenhuma espécie de sentido humano. E sim foi decorado através de uma doutrinação esdruxula, pobre, mesquinha e ofensiva à inteligência de um povo.
                             Creio que para ser um político, desde o simples vereador em uma cidade, ou assumir qualquer cargo público de representatividade, deveria ser exigência uma prova oral e escrita dentro dos fundamentos de nossa língua pátria.
Quem sabe assim não nos ofenderiam tanto; não nos chamariam tanto de ignorantes por serem eles ignóbeis; respeitariam mais a pátria que “juraram” defender e, consequentemente, saberiam a Língua Pátria, que nos é tão cara.
                              Mas assim como para meu amigo, parece que o único sentimento que ainda continuaremos a ter derivado deste asco de ouvir tais falácias que mais parecem serem vomitânticos do que providos de um pouco de inteligência.... De bom senso (algo comum aos antigos gregos).


Ainda vai demorar.

Que triste tentar dizer para um adolescente o porquê que um político fala daquele jeito; como explicar se ele está na escola ensinando o certo. Ou não está?
Por isso coloquei em epígrafe a frase do gaúcho. Pois nós temos orgulho de nossas raízes de criação e educação. Amamos o Rio Grande e amamos o Brasil. Um não existe sem o outro.
Pensem mais antes de falar brasileses.... Não dói!
Mas falar asneira dói no ouvido e na alma de quem se diz gostar do Brasil.


Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos
Transpirado do pedido de 
Francisco Cruz – Engenheiro Civil
Mato Grosso – Brasil.
Publicado, originalmente, no Grupo Kasal – Vitória – ES.
http://konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=27743
Arquivos da Sala de Protheus
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2016

#PensarNaoDoi:

“ Paixão & Lógica! ”

“... O amor não é senão o desejo; e assim,
o desejo é o princípio original de que
todas as nossas paixões decorrem, como
os riachos da sua origem; por isso, sempre
que o desejo de um objeto se acende nos
nossos corações, pomo-nos a persegui-lo
e a procurá-lo e somos levados a mil desordens...!”

Miguel de Cervantes 

                                     Aqueles que escreveram sobre as paixões e a conduta da vida humana parecem, na sua maioria, tratar não de coisas naturais que decorrem das leis comuns da Natureza, mas de coisas que estão fora da Natureza. Na verdade, dir-se-ia que concebem o homem na Natureza como um império dentro de um império. Supõem, com efeito, que o homem perturba a ordem da Natureza mais que a segue, que tem sobre suas próprias ações um poder absoluto e tira apenas dele mesmo sua determinação. Procuram, pois, a causa da impotência e da inconstância humanas não na potência comum da Natureza, mas em não sei qual vício da natureza humana e, por essa razão comum da Natureza, mas em não sei qual vício da natureza humana e, por essa razão, choram por causa dela, riem, desprezam-na, ou a mais das vezes a detestam; quem sabe mais eloquentemente ou mais sutilmente censurar a impotência da alma humana é tido por divino. (...).

                                   É assim que Baruch Espinosa começa falando o capítulo A Origem e a Natureza das Paixões - Os afetos São Naturais e Humanos, em sua obra, Ética – Prefácio do Livro III, Rio de Janeiro, Ediouro, p.87. 
Paixão também pode ser o substantivo feminino sobre o martírio de Jesus Cristo na religião.
Paixão (do latim tardio passio -onis, derivado de passus, particípio passado de patī «sofrer») é um termo aplicado a um sentimento muito forte em relação a uma pessoa, objeto ou tema. A paixão é uma emoção intensa convincente, um entusiasmo ou um desejo sobre qualquer coisa.
                                    O termo também é aplicado com frequência para determinar um vívido interesse ou admiração por um ideal, causa ou atividade. Em suma, é um sentimento de excitação incomum ou de forte emoção. A palavra paixão é utilizada principalmente no contexto de romance ou de desejo sexual, embora, em geral, implique em uma emoção mais profunda ou mais abrangente do que sugere o termo "luxúria".
Mas e a lógica?
                                   Este outro controvertido substantivo feminino parte da filosofia que trata das formas do pensamento em geral (dedução, indução, hipótese, inferência etc.) e das operações intelectuais que visam à determinação do que é verdadeiro ou não.
Simples assim? Sim!
Mas o que tem a ver Paixão e lógica?

                              Partimos do pressuposto dos emblemáticos problemas do Brasil atual, todos eles de origem política – ou de politicagem com preferem alguns-
No seio de paixões entrecortadas por fanatismo, quase religioso, embutido em uma população, por um partido político, na última década – mesmo que seu preparo tenha mais de 5 décadas – criou-se a ausência de uma lógica propícia ao ordenamento e funcionamento do Estado – Pais, Povo – como um todo, resultando no que estamos vivenciando.
Três poderes, que deveriam ser independentes e harmônicos entre si, por lógica movida por uma paixão não explicável estão fazendo exatamente seus contrários.
                                 O escritor, em epígrafe, famoso por sua obra clássica dom Quixote de La Mancha, utilizou as duas expressões, a paixão comparada com a natureza. Porem convém lembrar que a lógica é uma criação humana. A natureza não. Por isso a natureza não é lógica. Ela é simplesmente natural. Age de acordo com sua natureza. Ela cria-se em ambiente propício. Já o ser humano ao utilizar sua lógica vai, literalmente, de encontro a natureza, exatamente por suas paixões.

                               E mesmo tendo sido nossa criação – humana – estamos, ainda, indo contra qualquer lógica possível.
Não estou utilizando aqui a paixão no sentido derradeiro dos escritores, pensadores acima mencionados, no tangente ao amor e ao próximo. Não, esta é mais facilmente compreensível do que a colocada em outros fatores.
                                    Na política, se olharmos profundamente esta lógica foge das principais paixões dos Gregos que aplicavam a paixão e a lógica ao seu contexto político e dele conseguiam resultados que o mantiveram como a civilização mais moderna de todos os tempos. Tanto que os “copiamos” até hoje, com a artimanha de modernização e adequação dos tempos. Mais uma mentirinha que dizemos à nós mesmos, como alimento de uma paixão pela modernização daquilo que chamamos de participação da polis, do estado. 
                                   Nestes contextos, por completa ausência de leitura, de busca de uma história para comparações, de modos de vidas dignos de uma sociedade, esquecemos outra lógica grega que era cheia de paixões: O bom senso.

Não agimos mais motivados por um bom senso. Muito pelo contrário, somos impulsionados pelo ridículo.
Nem vamos entrar em honra e dignidade. O assunto renderia. E com sinceridade: Poucos os possuem hoje para poderem fazer tal análise.
Mesmo sendo genérico já que as generalizações estão em moda.
Outra triste “palavrinha – moda –“ que leva sabe-se lá por qual motivação ao Brasilês agir da forma que age. Nem mais de cidadão podemos nominá-lo hoje. Por sua completa ausência de participação exceto naquilo que possa render alguma fotografia para publicação em alguma rede social...
Pobre.... Triste!
Pensar não dói.... Ainda!




Entendimentos & Compreensões 
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Vitória – ES.
http://konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=27738
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