domingo, 12 de maio de 2013


“Complicado... Eu?”




“... Qualquer um vê o que você aparente ser,
poucos conhecem o que você é de fato...!”.

dos pensamentos de Maquiavelli


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não imaginam o quanto amo suas sabedorias.  Mas eles se “entregam”... Quando escrevem.
Ao escrever revelam a sabedoria que está em sua essência e, por sua vez, é recebida por palavras.
O texto abaixo, completamente, como foi escrito, transcrevo de um jovem de sabedoria “velha”. Foi-me remetido como se ele estivesse treinando. Oh, como os sábios se comportam em suas singelezas...
Vale a pena ser lido, inspirado, respirado, digerido, para entendimentos & compreensões de nós...  Simples mortais.

...E não havia mais nada, absolutamente nada para ser dito... Que já não o tivesse sido!
Quão nítida uma voz precisa ser, para poder ser ouvida... E compreendida? Quem sabe a pergunta esteja errada! Vou reformular: Quão alto precisa ser o som da voz, para que possamos ouvi-la, e, compreendê-la?  

Alguns de nós, passaremos a vida, sem ter a capacidade de ouvir... Compreender. Ouvir é muito mais que o som que entra pelo canal auricular, e, posteriormente, é processado pelo cérebro, fazendo do som, informação. Sim, de forma grosseira é assim que se da o “ouvir”.
Simples? Engano!
Ouvir é muito mais que permitir ao cérebro que processe o som. Vem do latim, “audire”, já escutar, vem do latim, “auscutare”, com atenção, é diferente de apenas ouvir. Quem ouve com atenção, compreende, capta, processa, e, por fim, entende.

Rubem Alves, divagando sobre Deus, ousou afirmar que: "Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.".

Sábio Alves. Quantas vozes, quantas vezes, brotam do mais absorto silêncio? Penso que as coisas mais importantes, intrínsecas da existência de uma pessoa, se dão no mais profundo silêncio. Quantas vezes, arrebatados pelo mais envolvente amor, o fazemos quietos, no silêncio? Apenas para nós, e, claro, para os que conseguem ouvir, a mais tênue e suave de todas as vozes, a que não se pode medir com um decibelímetro, ou captar com microfones, a voz do silêncio? Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Quantas verdades o silêncio nos conta? Quanto segredo, dos mais profundos, um minuto de silêncio pode guardar? Chego à conclusão de que o silêncio aprendeu a falar muito mais que voz. Que ele pode guardar, reservar, separar, mais mistérios do que todas as vozes, proferidas nas mais de centenas de línguas, que se tenha conhecimento, sobre a face da terra. E quem escuta? Quem ouvirá? Quem estará disposto a ouvir, todos os segredos, que ele, o silêncio, nos tem a contar?

Amor, amizade, raiva, ódio, inveja, indiferença, tudo isso, e muito, muito mais, escondidos, acastelados, aprisionados no mais profundo silêncio.
Inteligência? Pertence àqueles que conseguirem ouvir, o que tem a dizer, ele, o misterioso, o silencioso, brando e calmo, silêncio. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Ouvi certo dia, que sou uma pessoa complicada.
Tolice. Sou complexo, é diferente.
Complicado vem do latim “Complicare”, formado por COM, “junto”, mais “plicare”, “dobrar”. O que apresenta muitas dobras reunidas e pode ser difícil de desfazer.
Complexo vem do latim, “complexus”, “abrangente, aquele que rodeia”, particípio passado de “complecti”, “rodear, abarcar”. Este verbo é formado por “com”, “junto”, mais “plectere”, “tecer, urdir”.
 Complexo, não complicado! Abrangente, não superficial.
 Odeio águas rasas.
E, o ouvir? Eis ai a resposta!
Eu escutei... E você?



Da inteligência de meu amigo Patrick M. Renné
Carazinho – RS -
@PatrickmRene
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br


sábado, 11 de maio de 2013


“Mãe! Abrace-a!”
- Devolva um pouco –




“...Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos,
quero a essência, minha alma tem pressa...!”

Rubem Alves


À tarde de sábado, aqui no sul, começou com um sol majestoso. Um pouco para compensar os 13 graus e as noites frias destes primeiros dias de maio.

Colocando a correspondência em dia, recebi mensagem de nova postagem de meu amigo, mestre e ser especial Américo Rolin, escritor de Goiás, e do sitio http://cronicaeseresta.blogspot.com.br.

Um ser sábio, de alma generosa, como convém aos homens que encontraram uma superioridade em suas próprias almas.

Em sua ultima postagem ele fez uma homenagem contextualizada para o dia das mães.

Confesso: Não sou muito tolerante com datas comerciais, a sua grande maioria lotada de hipocrisia e apenas “alvo” para compras desenfreadas, como para justificar sermos filhos e tentar “compensar” o incompensável. O amor de uma mãe.

Encheu-me os olhos. Obvio lembrei-me de minha mãe. Não a tenho mais comigo. Mas apenas fisicamente.

No jardim, ao lado de casa, que ainda mantenho e cultivo com carinho, por ser ela a criar, nesta semana, crisântemos abriram-se maravilhosamente, como se dissessem: “
Estamos lindos, leve-nos... Faça-nos ser mais que simples flores... Faça de nós uma homenagem...!”.

Assim o fiz: Colhi-os com delicadeza e os levei ao túmulo de minha amada mãe Iolanda. Sim, ela adorava a canção de Chico Buarque, principalmente, interpretada por Simone.

Com dois enormes ramalhetes, com vermelhos escuros e brancos, enchi um enorme vaso. Acendi um incenso e sentei-me ao lado do túmulo, ao qual meu irmão colocou um banco. Sim, destes de praça.

Assim como que conversando com seu espírito, olhando as flores que ela tanto cultivava. Senti-me pequeno. Sim. Deveria ter agradecido mais. Ter beijado e abraçado-a muito mais do que fiz. Sai cedo de casa. Convivi pouquíssimo com ela.

Porém dias inteiros de seus últimos quatro anos, até o ultimo suspiro. Seu último olhar levarei comigo até encontra-la novamente. De alguma forma sei que isso acontecerá, por mais ilógico que possa parecer. Mas os sentimentos não foram feitos para serem lógicos, foram feitos para serem sentidos. Em sua essência.

Ao ler e emocionar-me com Américo Rolin, senti a necessidade, assim como estivesse vendo o sorriso largo que soltava quando uma amiga lhe gracejava. Hoje tenho muitas mães.

 Todas as suas amigas, quando me encontram me abraçam e dizem: Saudades de Iolanda. E eu levo o abraço. Eu sou abraçado pelo que este ser foi, enquanto esteve aqui. Neste domingo não terei uma mãe física para abraçar. Mas, certamente, que poderei sentir e tocar seu espírito, sua forma original e mais pura e... Ao menos poder dizer. Obrigado!

Não estou sozinho. Sem mãe. Agora tenho uma luz chamada mãe que preenche todo o vazio que pode ter ficado com a sua ausência.

Ela não era de muitos discursos. Suas falas eram curtas e diretas. Mas elas me lembram de sempre oque diz o mestre das palavras que tanto amo e admiro Rubem Alves, sinto como ele, quando afirma: Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que realmente merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros...
O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta.

É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.

Para você que tem mãe, dê o melhor dos presentes que uma mãe pode esperar. Abrace-a muito e diga que a ama.
Pode fazer, não dói. Ao contrário afasta todas as outras dores.
Dedicado a todas as mães que fazem um mundo diferente e puro.


Inspirado em meu mestre e amigo Marcos Rolin de Goiás.


Entendimentos & Compreensões

terça-feira, 7 de maio de 2013



Individualidade Iluminada!




“... Na embriaguês o individuo perde a consciência
de sua individualidade; desabrocha naquela
excitada massa em festa, dilui-se com ela...!

- Nietzsche citando Latacz em A Tragédia Grega -


                                       Aqueles que conhecemos em nossa vida logo se tornam multidões. Amigos são poucos. Amigos estão conectados com nossa mais profunda relação conosco e consigo mesmos. Eles entendem as “loucuras” como se fossem uma espécie de reflexo apaixonante.
Tenho-os, e bem espalhados por este Brasil. Em cada um deles encontro o brilho necessário para refletir a vida com mais paixão
Eles são muito especiais. São eternos “namorados da alma”.  Amigos da alma não são convencionais estão além da hipocrisia. Amigos sábios, cúmplices, modelos. Identificados com a chama criativa, da paixão, exatamente como a que está em sua profundidade do ser. Aquilo que o pensador chamava de além-humano.
                                      Nietzsche, certamente, teria criado um personagem especial, em uma definição atual. Mas não é o caso dele. A magia de nossa relação conosco mesmo é que permanece um mistério, menos para amigos. Mas, parece, estamos dispostos a continuar assim. Por isso são amigos. Necessários e muito amados, além do simples amor convencional.

Vez por outra recebo recados. Neles estão pedidos de “socorro”. Envaidece-me, pois seus pedidos requerem um contato, uma presença. Esta é a solução procurada. Nada de carência sentida. Isso seria primitivo. Tem diferença com necessidade humana.

Quando não podem fazer isso, mandam-me recados. Os mais diferentes possíveis. Quase um divã de suas relações com as pessoas a sua volta, com o mundo.
                                      Uma destas amigas, muito amada, é Branwen. Sim, homenageio-a como a Rainha das Águas, da Mitologia Celta. Ela é assim. Uma espécie de sábia, naturalmente precoce.

Uma filósofa de profundidade extremada e difícil de ser encontrada. Sensibilidade tão aflorada que em nossas conversas, vez por outra sou surpreendido por alguma colocação tão profunda e inédita, como se ela já tivesse vivido 100 anos. Há algum tempo, recebi um recado de sua indignação.
Quando ela “reclama” de algo, geralmente, é uma espécie de sinopse de algum tratado de filosofia das relações.

O recado tinha título: Que Capa Você Veste? E começava assim:
“... Fascinante o encantamento que nos toma quando nos permitimos ser surpreendidos por vitrinas que despertam nosso desejo consumista. Nosso desejo de estar melhores, de nos sentirmos melhores (...).”

 É apenas a introdução. E é um recado pessoal, de amigo. Ela não tem este “espírito consumista”. Como a conheço, profundamente, certamente que era apenas uma espécie de “preparação” para o que vinha em seguida:
E a sequência continha:
“... Na verdade, todos são “vitrinas”, expostas a um público completamente desconhecido 'escancarados' à observação e avaliação daqueles que acreditam serem os “donos-da-verdade”, os sabedores da história, os conhecedores das 'ciências ocultas', com incrível poder de análise e eficiente formação de valores que podem ser amplamente divulgados e seguidos, cegamente, por seus pares...”.
                                            A maioria das pessoas, que conheço, iria direto ao ponto, chorariam suas mágoas, esbravejariam altíssimo por algo que lhes tenha acontecido, rogaria “pragas”, buscariam culpados, tudo como uma espécie de: “reconhecendo-se a culpa costuma-se tornar menor a pena”.  Meio agostiniano eu sei (Santo Agostinho, filósofo da igreja).

Mas para Branwen isso seria simplório, em demasia. Fugiria de seu contexto de “nobre”. Típico de sua alma iluminada e elevada. E ela vai mais longe:
“... Suas vidas são impulsionadas pelos meandros da fofoca, da maledicência, da preocupação incessante com os comportamentos alheios. Demonstram extrema necessidade de verem disseminadas suas inferências malévolas aos que, supostamente detém algum poder...”!

Afinal quando se fala é necessário explorar, com riqueza, o que se quer dizer. Não precisam ser argumentos aristotélicos de análise e síntese, porem enriquece os seres que convivem.
E Branwen continua:
“... E a quem estes bajulam e informam incessantemente, completamente providos dos interesses e objetivo de, simplesmente, terem opinião considerada e a possível situação de um 'linchamento' em praça pública de um de seus desafetos...”.

Poderia muito bem significar uma espécie de “recado” aos “politiqueiros”. Mas não se enganem. Não buscaria significado para hipocrisias baratas. Ela detesta explicações fáceis ou fortuitas. Até porque, deixa na continuação, sua marca:
“... É nobre salvar a pátria, zelar pelos bons costumes e pelo cumprimento de regras estabelecidas? Seria, se o “candidato” a “nobre” fosse pessoa de conduta Ilibada, sem resquícios de arrogância ou ignorância. Se um de seus desafetos veste-se com grandes doses de sentimentos nobres, com discretas aplicações de sarcasmo, antes de discutir...”.
                                           Assim fica o recado desta amiga, amada e sábia, sobre nossas próprias condutas. Fica o modelo de síntese do “que dizer e por que”, em cada contexto. Fica mais fácil ser contraditório quando não se sabe o que dizer. Por isso Branwen, quando deixa seu recado tem profundidade que nos ajudam a pensar sobre nossa própria conduta.
Ela encerra o “recadinho” assim:
“... Observe o que vestes, pois as traças do rancor, do desamor e da infelicidade podem ter roído toda a sua capa dourada de 'Nobre'...!”
'Nossa Conduta Revela o Nosso Caráter'.  Conclui Branwen.
Em tempo:
O recado não é para políticos não. Apenas o que Branwen capta, com sua sensibilidade, no dia-a-dia, e reparte conosco.
Pensar em quem somos como nos relacionamos com o outro e para que estejam aqui não dói e nos difere do primitivo, concluo eu!


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sexta-feira, 3 de maio de 2013



 "HERDEIROS DO PASSADO"






"... A palavra é o espelho da ação...!"
                        Sólon - 630/580 aC.

Curtis Masil, escritor-pesquisador, diz:
"Nós, sem qualquer distinção, somos herdeiros do passado, da raça humana, desse passado comum, ignoto, fabuloso e mítico, advindo da primeira noite dos tempos conhecidos ou não. Um passado obscuro, de procedência desconhecida para nós, seres bípedes que um dia nos levantamos dentre os brutos, olhando para os céus, à proporção que dizíamos individualmente: eu penso, eu existo!".

Bem, a caminhada foi imensa e dolorosa. O homem criou civilizações tantas, mas eis que ficaram resquícios, que não conseguiram acompanhar os tempos, e muitos não conseguiram encontrar o seu “Logos”. (do grego = a palavra escrita ou falada – o verbo).
Estes fatos, juntados a estas "coisas" - de coisificação - deixa a maioria em estado aparente de confusão. E por que não se dizer, de uma vez, confusão mental.

Ha tantas verdades, variadas dentre tantos tipos, advindo de tantos sujeitos, que fica cada vez mais difícil estabelecerem-se, verdades verdadeiras.
Principalmente quando necessitamos de verdades grupais, sociais, para inserir neste mesmo contexto, o homem, ser nato-divino, por conseguinte, como criação e obra Dele.
Mas no nosso mesmo após mais de dois mil anos da era Cristã, não se pode, ao menos na maioria, admitir determinados comportamentos, que se não pecam, imediatamente nas palavras, pecarão em seguida, nas ações.

Objetivos? Ora, eles são os mais variados possíveis. Tudo vai da dependência de uma ignorância doentia, até o total descaso com tipos de verdades. Vistos serem elas desnecessárias ao processo em desenvolvimento. Prolixidade, como salientariam alguns?
Talvez. Mas antes de tudo significa em palavras diretas: "Guardar o seu lugar ao sol, visto que de outra maneira - a não ser defendendo a sua hipocrisia - não restaria outra coisa para se fazer ali".

Isto acontece principalmente, no sistema educacional, atual. Todos tentam guardar as suas "boquinhas", pois se não se comportarem de tal maneira, as perderão. E após, nada mais poderão fazer.
Isto acontece politicamente, melhor seria dizendo, partidariamente.

Aqueles que conseguiram alguns "cargos", não o soltam de maneira alguma, mesmo cometendo irregularidades, - muitos até perante a lei - cometendo barbaridades, tudo em nome de uma cartilha partidária, que a maioria deles desconhece totalmente. Até mesmo pelo desconhecimento da língua pátria, por conseguinte o seu real significado. E isto é defendido com "unhas e dentes", não importando a "besteira", que se esta defendendo naquele momento.

Ora, ao menos para aqueles que enxergam bem adiante, daquilo que sua vista alcança, já podem sentir, o significado de mudanças, que esta ocorrendo em todos os meios, dos grupos sociais aos quais pertencemos.
O período transacional, atual, é de atual importância, que precisamos acordar, sobremaneira, em todos os pontos, ou após será tarde.
O medo de muitos é que estes poucos acabem fazendo tamanha confusão, até mental, em determinadas ações praticadas, que os resultados negativos, destas mesmas ações, perdurarão por muito tempo e a correção será tão ou mais onerosa, que obviamente a sua constituição agora.

Defender, pontos de vista, opiniões, homens e suas ações erradas, sabendo-se disto, apenas para conseguir o seu lugar ao sol, esta ligado a um misto de ignorância e sofisma (s.m. argumento falso intencionalmente feito para induzir outrem ao erro - ).
Mas estes sofistas precisam crer e, principalmente, começarem a ver, que por sua vez estão sendo vistos por outros, e suas ditas ações, começam a se tornarem motivos de piadas e risos, por não mais servirem a causa social que está inserida.

Obviamente, o sistema total dará um jeito, naturalmente, de afastar estes egocentristas de todo, do meio.
Não é óbvio?
Pode pensar... Não dói!


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segunda-feira, 29 de abril de 2013




Aos Novos Professores de Todas as Idades!
#SOSEducação!


“... Professores ideais são aqueles que se transformam
em pontes e que convidam os alunos a cruzá-la,
depois de ter facilitado sua passagem, com alegria
e colapso, incentivando-os a criar pontes
a partir de suas próprias atitudes...!"

  dos pensamentos de Nikos Kazantzakis,
escritor, poeta e pensador grego.


                        Nossa educação esta fragmentada. Uma adequação ampla, profunda e grave entre os saberes separados, fragmentados, compartimentados entre disciplinas. Do outro lado realidades ou problemas cada vez mais polidisciplinares, transversais, multidimensionais, transacionais, globais, planetários.
                      Precisamos bater mais fortemente, no fato de que a hiperespecialização, ou seja, a especialização que se fecha em si mesma sem permitir sua integração em uma problemática global, ou em concepção de um conjunto do objeto da qual ela se considera apenas um aspecto ou parte.
                     Com isso impede de ver o global – que ela fragmenta em parcelas-, bem como o essencial – que ela dilui -. Nas escolas primárias nos ensinam a isolar os objetos – de seu meio ambiente – e separar as disciplinas – em vez de reconhecer suas correlações -, a dissociar os problemas, em vez de reunir e integrar. Somos obrigados a reduzir o complexo ao simples.

O pensamento que recorta, isola, permite que especialistas e experts tenham ótimo desempenho em seus compartimentos, e cooperem eficazmente nos setores não complexos do conhecimento, notadamente os que concernem ao funcionamento de máquinas artificiais, mas a lógica a que eles obedecem estende à sociedade e às relações humanas os constrangimentos e os mecanismos inumanos da máquina artificial e sua visão determinista, mecanicista, quantitativa, formalista e ignora oculta ou dilui tudo o que é subjetivo, afetivo, livre, criador.

A busca por Professores Apaixonados, a busca de seres mais completos. Igualmente especialistas nas humanidades necessárias ao próprio humano. As complexidades de o complexo ser humano, no titulo de dissertação de uma professora apaixonada, está em não mais separar, mas sim integrar. Não mais reduzir, mas sim buscar estas complexidades.

Maior capacidade de pensar sua multidimensionalidade, pois quanto mais a crise progride, mais progride a incapacidade de pensar a crise, quanto mais planetários tornam-se os problemas, mas impensáveis eles se tornam. Ou seja, inteligência incapaz de perceber o contexto e o complexo espacial fica cega, inconsciente e irresponsável.

O reflexo está na sociedade. O enfraquecimento de uma percepção global, humanizadora, leva ao enfraquecimento o senso de responsabilidade – cada um querendo ser responsável apenas por sua tarefa aprendida. Sabe aquilo, faz somente aquilo. Enfraquecimento da solidariedade, com ninguém mais preservando a ligação orgânica com a cidade e quem mora nela.

 Perdemos nossa base histórica do saber, das humanidades, do sentimento, da comunicação entre os seres, da relação, interrelação e a própria ação como seres possuidores de inteligência e pensar livres.
Professores com muitas especializações, mas repartidos dentro de suas pequenas partes que se tornaram, esquecendo o humano por completo, tornando-o simples quando é complexo e completo. Faltam atitudes, empatias, expressão, comunicação, sentimentos, desejos.

A filosofia é, acima de tudo, uma força de interrogação e de reflexão, dirigida para os grandes problemas do conhecimento e da condição humana. Mesmo que hoje retraída em uma disciplina quase fechada em si mesma, deve retornar a missão.. Assim seriamos movidos por um desejo, que não nos deixaria tão sós, e viver a vida plenamente.
Sabemos que isso não significa trabalhar sem cessar, cumprir o máximo de tarefas, funções, códigos, sistemas, sinais. Consumir a maior quantidade e variedade, possíveis, de coisas e experiências.. Sentir cada respiração, ouvir cada canção, alerta e consciente de cada momento que se abre. E tudo a partir do sentimento de pequenos seres até a academia, quando começam a viverem todos os domínios.
É claro que, na vida, esses domínios é que será precisa valorizar o “pensar bem”, que não leva absolutamente a formar um bem-pensante.
Se o professor sentir esta singularidade em sua própria complexidade, não verá mais, como simplicidade o ato de ensinar um ser humano a ser humano. Pensar que gente merece ser tratada não como um simples numero de chamada, “organização metodicista e mecanicista”, originada na complexa administração de um ensino prosaico, de fachada, sem utilidade e sem vida.

Interessa-nos saber o que aprende ensinando. O que transfere sentindo.  O que fala quando ouve. O que ouve quando não fala. O que demonstra querer quando não tem desejos. Como se expressa sem se comunicar. Se souber responder com certa facilidade estas interrogações, cuidado: Nunca foi professor. Apenas repassou conteúdo.

Se não tem dúvidas que estas dúvidas surgiram, se transformou no que já existe. Precisamos de professores com um conjunto de atitudes mentais, que conjuguem o “faro”, a sagacidade, a previsão, a leveza de espírito, a desenvoltura, a atenção constante, o senso de oportunidade.
Professor: desenvolvimento da inteligência geral requer que todo exercício esteja ligado a duvida, fermento de toda atividade critica. Após isso será um professor. De si mesmo. Para nós todos.
Pois descobrirá que... Pensar... Não dói.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

" O homem e o amor!"


" O Homem e o Amor!"



“...Uma vez que você desenvolveu uma concepção
do amor suficientemente ideal, suficientemente
nobre e perfeita, você danou-se.
Nada será capaz, agora, de lhe bastar...!”.

Michel Houlellebecq – Rester vivant, 1977.


                            Qualquer folheto de agência de viagens dá uma ideia bem exata do que insistimos chamar hoje, por preguiça ou hábito, de romantismo. Recepção de tanga e cestas de frutas para recém-casados. Emoção climatizada de mãos dadas ao poente de uma baía qualquer. Ou nas praias do nordeste, para orçamentos não menos modestos. (infelizmente, para nós brasileses, ainda custa caro ir para o paraíso do nordeste) Uma pitada de Jean-jacques Rousseau diante dos coqueiros domesticados do fim do mundo.

                              A continuação é desafortunadamente bem conhecida. De volta à origem, os namorados da classe turística rompem dali a alguns meses. O amor, semideus para os gregos, tem data de validade. Cerca de três anos. Isso está escrito em toda parte, devendo, portanto, ser verdade.
Um encontro na internet mais tarde, e eis Laura e Pedro novamente com uma tasse de champanhe nas mãos num charter pra as Antilhas. Nesse ínterim, o parceiro que eles têm a seu lado mudou, mas isso é apenas um detalhe.

É assim que Bude Lancelin e Marie Lemonnier começam sua obra Os filósofos e o Amor.
                             Estamos aproximadamente 2400 anos atrasados. Sim, desde as primeiras concepções de amor, pelos filósofos gregos, a começar por Sócrates, seguido por Aristóteles e a definição de Amor Platônico, pelo próprio Platão, em seu Banquete, regado a todo tipo de permissividade, ao menos para os padrões de hoje.

2100 anos depois deles, Nietsche, o grande filósofo e concepcionista das relações, testou, em sua própria carne ou coração, ao conhecer a exuberante Lou Salomé, russa, uma “criatura extraordinária” e muito bela, em seus 21 anos, prometem, que pode até ter chegado a conclusões filosóficas similares à do pensador. Bastou tudo isso para que suas teorias caíssem por terra. E lá foi o grande filósofo cair nas “armadilhas” da nefasta paixão, o que o levou a alimentar por mais de 30 anos e entregá-lo a morte.

                        O filósofo sentia o coração “no cérebro”. Com Lou, perdeu claramente duas batalhas. Sabia que a exigência de ser amado é a “maior das pretensões”. Mas não é ele o grande Nietzsche? Aquele que vai partir a historia ao meio? Lou talvez seja uma bomba, mas afinal de contas, ela é dinamite.

Mas o que resultou de tudo isso? Para nós, hoje, muito. Vítima de suas terríveis dores de cabeça e do hidrato de cloro, seu ultimo aliado, agora sozinho para “escalar os abismos e sondar as profundezas”, Nietzsche gerou o seu Zaratustra. Dessa forma o gênio da vida, que era Lou, carrega seus frutos no ventre dos homens. Rasgando o véu, a mulher perfeita, dera-lhe uma nova perspectiva sobre o mundo. Ela cortara o ultimo cabo da nave deste “astronauta” do espírito, lançado para os cimos das neves eternas. Lá do alto detinha finalmente nas mãos a grande roda do destino da humanidade. Via que dizer sim a alegria é dizer sim ao mesmo tempo a toda dor, que “todas as coisas estão encadeadas, emaranhadas, amorosamente ligadas”. Tinha assim conquistado o amor da vida, aquele a partir do qual tudo é possível. Se amarmos á vida, chegou a dizer fazendo do amor o centro criador de todas as coisas, “não é por hábito de viver, mas por hábito de amar”.

Talvez ele tivesse perdido uma pele protetora nessa luta selvagem, mas outra, mais fina, mais sensível, surgira. Um poeta do século XX escreveu que aqueles que procuram só encontram se forem obsessivos ou excluídos. Nietzsche agora era os dois. E, como alquimista que transforma chumbo em ouro, o filósofo-poeta metamorfoseou os cacos de seu amor em prodígios. Todos os livros que escrevia com seu sangue eram assim outras tantas vitórias conquistadas sobre si mesmo. Exemplo de um amor altamente sublime? A tragédia de Nietzsche foi um deserto de solidão, disse Stefan Zweig. “Ó solidão, solidão, meu cais”, cantarola Zaratustra.  O homem é capaz de transformar qualquer deserto em um país fértil.

Martin e Hannah eram amantes recentes, no inicio do século passado. A situação é manifestamente complexa e dolorosa. Viveram uma relação na clandestinidade. Ele era 20 anos mais velho, casado e já com dois filhos. Ela era uma aluna de apenas 18 anos. Legitimamente, Hannah preocupava-se com o futuro. Para ele, ao contrario, os questionamentos eram vãos, o amor não deixava outra escolha senão “nos abrir para o outro e deixar ser o que é”. “Deixar ser o ser”, essa é também a exata definição de liberdade fornecida pela Carta sobre o Humanismo. Beaumarchais, em as Bodas de Fígaro, foi um pouco mais longe, em 1778: “Beber sem sede e fazer amor o tempo todo, é apenas isto que nos distingue dos outros bichos...!”. A única forma de amar definitivamente seria deixar cada um de nós sermos livremente sua maneira de ser.

Daí a citação de Santo Agostinho que acompanhara Arendt durante toda sua vida e acerca da qual não está descartada a hipótese de ter sido determinante na escolha do tema de sua tese de doutorado intitulada: “O conceito de amor em Agostinho”: “quero que sejas quem tu és”.  È nessa liberdade que a confiança se enraíza, nele reside à confirmação do amor. ““ apenas uma fé dessa natureza”, acrescenta Heidegger, “ que enquanto fé no outro é amor, consegue aprender efetivamente o tu”. Amar, dessa forma, é “aprender o tu”, deixando ao mesmo tempo ser, isto é, sem procurar possuí-lo. “Abandonado ao que nos supera não podemos nos apropriar completamente dessa adoção que nos é feita, mas apenas acolhê-la”. “Que o amor seja eis o regozijaste fardo que a existência é legatária, a fim de que por sua vez, ela possa ser”. Logo, o amor condicionaria a existência. Essa filosofia talvez não seja amável; o amor, entretanto, nela desempenha papel eminente. Nietzsche registrou, buscou o amor incondicional. Afirmou que a paixão é doentia, fruto da irracionalidade.

Mesmo com toda aquela genialidade caiu, exatamente, na irracionalidade, e morreu por ela.

Nas relações atuais, conturbadamente medianas e primitivas, não pensamos mais sobre o amor, afinal isso pode “doer” de uma forma ou de outra. Assim apenas ficamos, usufruímos, possuímos, e dizemos com facilidade “te amo”. Mais como uma angustiante forma de autotratamento de nossas angustias e apego do que qualquer outra tentativa de entendimento do que realmente somos e queremos.

Michel Houllebecq, em Rester Vivant, em 1977, ao citar Vida e Morte do Romantismo, referindo-se a Jean-jacques Rousseau, afirmou: “Uma vez que você desenvolve uma concepção do amor suficientemente ideal, suficientemente nobre e perfeita, você danou-se. Nada será capaz, agora, de lhe bastar...!”

Mesmo 2300 anos, aproximadamente, depois de tantas concepções e práticas sobre o amor, todos eles parecem terminar de forma trágica. As famosas tragédias gregas eram repletas disso.

Tristão e Isolda não tiveram final feliz, depois de um gigantesco amor. Jesus Cristo praticou o amor incondicional, por todos. E morreu.  Nietzsche registrou este amor incondicional, mas ele mesmo foi vítima deste amor. Romeu e Julieta, na concepção de Shakespeare, também não. Heloisa e Abelardo, símbolos dos namorados na França, foram canonizados pela igreja, mas morreram de tanto amor. Todos os amores perfeitos, e existiram sim, tiveram curta duração.

Será que não esta na hora de entender definitivamente o que é amar? Ou ficaremos apenas nos conceitos e práticas conhecidas de um “ideal” não existente?

Convivi com um filósofo gaúcho, que afirmava: “Ideal é igual ao real mais possível”. Ponto.

Ainda, para a grande maioria dos humanos, “pensar dói...” e amar, mais ainda.
La Rochefoucauld, em suas Máximas, em 1665, afirmava: “Aquele que vive sem loucura não é tão sensato quanto pensa...”.

Finalmente deixo para você pensar, o que disse Franz Kafka, em suas meditações sobre o pecado, o sofrimento, a esperança e o verdadeiro caminho, em 1918: “ O animal arranca o chicote do dono e se vergasta ele mesmo para se tornar dono, e não sabe que isso não passa de uma fantasia produzida por um novo nó no rebenque do dono...!”

Afirmo: Pensar não dói... Quanto a amar... Continuo tentando!



Das Leituras & Pensamentos da Madrugada
Entendimentos e Compreensões
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES –

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Do Ato de Escrever!

– Seus Costumes e Estilos –

#SOSEducação!


  






“... Um discurso é um texto oralizado. Demétrio costumava

dizer que não existe nenhum diferença entre as palavras

e a voz dos inexpertos ignorantes e os sons  e estrépitos

causados pelo ventre repleto de supérfluo vento. E  dizia

isso não sem razão uma vez que não julgava haver diferença

entre a parte de onde emitiam a voz (ou escreviam), as partes

inferiores ou a boca, pois tanto uma quanto outra tinham

o mesmo valor e substância...!”

Leonardo da Vinci, em Pensieri, 102.

  

Tenho circulado, ou melhor, utilizando a linguagem virtual, “navegado” em meio a textos, escritos, artigos, crônicas, pensamentos ou simplesmente escrivinhações (sim, aquele verbo transitivo que quer dizer escrever sem arte, nem gosto, coisas sem grande importância; rabiscar, rascunhar). E tenho conhecido maravilhas escritas, transpiradas. Gente talentosa que faz das palavras uma vocação verdadeiramente pura para a educação – o que mais necessitamos no Brasil -.

 Outros porem, se retornasse ao fundamental, fariam um favor a si mesmo.

Utilizei no inicio o pensamento de um italiano, artista e cientista, citando o pensador cristão do século quatorze, Demétrio. Cerca de duzentos anos depois, outro italiano, se manifestava parecido. Este L. Pirandello, escritor, deixou na primeira parte de Seis Personagens à Procura do Autor:

“... Frases! Frases! Como se o conforto de todos, diante de um fato que não se explica, diante de um mal que nos consome, não fosse encontrar uma palavra que não diz nada e na qual nos tranquilizamos...!”

Porém para esta grande maioria falta, literalmente, estilo. Sim, aquela maneira particular de escrever, de exprimir o pensamento. Aquele conjunto de características de uma obra, de um autor, de um momento ou época. Inserindo um modo de vida, um procedimento, uma atitude, uma maneira de ser. Sim estilo de escrever. Não estou me referindo ao Estilo internacional, que é a arquitetura funcional, de formas cúbicas e sem ornamentos, criada por Le Corbusier, Gropius, Mies van der Rohe, por arquitetos do grupo De Stijl, e que foi adotada em numerosos países a partir de 1945.

Talvez a forma mais clara disso, seja buscar Sobre o Oficio do Escritor e o Estilo. Da Leitura e dos Livros. Da língua e das palavras – 1851, 28 (295a ), do filósofo alemão Arthur Shopenhauer cuja primeira edição chegou ao Brasil em  2003  pela  Martins Fontes.

Retirei alguns trechos, exatamente, sobre este estilo e sobre o ofício da escrita. E prestem atenção, estou falando de escrever e de estilo. Longe de chegar perto da linguagem e nela me referindo a Língua Portuguesa Brasilesa. Esta sim causa verdadeira dor de cabeça nos grandes escritores clássicos desse País. E uma espécie de “dorzinha de barriga” nos professores de Língua Portuguesa.

Shopenhauer referia-se a esse estilo afirmando:
Há dois tipos de escritor: os que escrevem por amor do assunto e os que escrevem por escrever. Aqueles tiveram ideais ou fizeram experiências que lhes parecem dignas de serem comunicadas; estes precisam de dinheiro, e por isso escrevem, por dinheiro.

Podem ser reconhecidos pela sua tendência a prolongar ao máximo seus pensamentos e expô-los com meias verdades, obviedades, de maneira forçada e oscilante, em geral também por seu amor pelo claro ou escuro, a fim de parecer o que não são, por tal razão, faltam precisão e clareza completa ao seu texto. Sendo assim, pode-se logo notar que escrevem para preencher o papel.

Textos são escritos ora a respeito deste, ora a respeito daquele grande espírito do passado, e o publico que os lê, mas não lê as obras escritas por eles, porque quer ler apenas as obras que acabaram de ser impressas, e a bisbilhotice fútil e insípida de uma cabeça superficial hodierna lhe é mais homogênea e agradável do que os pensamentos de um grande espírito.

Oh, como se assemelham as cabeças comuns da mesma espécie! De fato, todas elas foram produzidas a partir do mesmo molde! É incrível, como a cada uma vem em mente a mesma ideia na mesma ocasião, e nada mais!
 
Acrescente-se a isso suas baixas intenções pessoas. E a bisbilhotice indigna de tais sujeitos e é lida por um público estúpido, basta que tenha sido estampada naquele mesmo dia, enquanto os grandes espíritos descansam na prateleira dos livros.

É realmente inacreditável a tolice a e improcedência do público, que deixa de ler aqueles que, em todos os gêneros, são os espíritos mais nobres e raros de todos os tempos e países, para ler as escrivinhações diárias dessas cabeças comuns, que todo ano surgem em quantidade imensuráveis,  como as moscas – meramente porque foram estampadas naquele mesmo dia e ainda estão úmidas de tinta.

Tais produções deveriam, antes, permanecer abandonadas e desprezadas já no dia do seu nascimento, como de fato o serão após poucos anos e depois para sempre, um material sem valor que servirá apenas para rir dos tempos passados e de suas patranhas.

Para o argentino Jorge Luis Borges – a quem todo iniciante na arte de escrever deveria ler – (...)é no espaço do texto onde tudo pode acontecer inclusive o despertar para a vida, inclusive o entendimento perante o dilema da morte, genitora de outros nascimentos...!”.

Ótimo. Escrevinhe, treine. Mas depois escreva. Junte a emoção, pois como afirmava Borges: Não existe leitor ruim, existem péssimos escritores.

Continue e Pense... Afinal, ainda não dói!


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Leituras & Pensamentos da Madrugada
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