quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Passou a Eleição...!



Passou a Eleição...! 

Vamos falar de Política? 


“Errar é humano. 
Culpar outra pessoa, é política”.

Hubert H. Humphrey – Vice-Presidente USA

A frase acima demonstra claramente qual a visão de Política para os políticos, (os nossos representantes executores), a qual evidentemente é, em termos de Brasil, diferente da nossa, (cidadãos eleitores). O político vive da eterna divisão entre “ele x adversários”, já o eleitor precisa dividi-los entre os competentes servidores do bem público e os “carreiristas” e agora que as eleições passaram está na hora de falar “daquela política”, que é do interesse do cidadão.

Sou pregoeiro do Voto Distrital desde sempre, inclusive com um livro escrito a respeito e nele falo de muitos temas que agora voltam à baila na Reforma Política em discussão no Congresso Nacional. O controle do financiamento de campanha, que finalmente o TSE está provando ser possível e online, o fim da Coligação e Voto de Legenda nas Eleições Proporcionais, que elimina as distorções do famigerado “quociente eleitoral” e que já foram aplicados nesta eleição municipal de 2016 e que esperamos sejam estendidas às estaduais e federais, tanto proporcionais como majoritárias.


Por fim, restam ainda o rigor da Fidelidade Partidária, que implicará na obediência estrita às diretrizes e programas partidários, com a cadeira pertencente ao partido e não ao candidato, a Cláusula de Barreira para a eliminação do excesso de partidos, que não representam nada a não ser o interesse no Fundo Partidário e o Domicílio Eleitoral como condição para que o proponente candidato seja um “representante circunscrito”. Postas todas estas condicionantes o Voto Distrital viria como corolário para uma verdadeira Reforma Política no tocante à Representatividade.
O que o livro se propõe a esclarecer é a integração necessária entre as diferentes condicionantes acima tendo como centro o eleitor, pois todas elas reunidas é que municiarão o eleitor de todas as armas para sua conscientização política, como cidadão e assim executar o seu “melhor voto”.
A filiação e a militância partidária estarão colocadas dentro do contexto básico, que é o “distrital”, que se encadeia para o estadual e o federal. Afinal o primeiro lugar a se cuidar e “manter limpo” é a “própria casa” e o distrito nada mais é que a “célula mãe” de toda a organização política e partidária e é nele que os reais “grandes problemas nacionais” se revelam na sua menor escala.


Não há como se resolverem os problemas de educação, saúde, transporte, segurança e até mesmo do emprego, se não estiverem equacionados e bem definidos em sua dimensão e importância já a partir dos “problemas distritais”, que em sua grande maioria são os próprios municípios-distritos.
É inclusive a partir deles que se começam a forjar as verdadeiras lideranças e partidos que um dia estarão conduzindo a própria Nação e estes via de regra “iniciam sua carreira” na lide legislativa ou executiva desses mesmos pequenos municípios, que os suportam. É como uma pedra angular do edifício político básico. O município-distrito.
A política e sua organização nunca se enxergam pelo seu todo, mas sim como se interligam as suas diferentes cadeias hierarquizadas. Uma desconexão no meio de qualquer uma das suas partes é a condenação do todo e com isso é o cidadão quem mais perde nessa estrutura organizacional imperfeita.
Até um gigante é composto por células harmonicamente organizadas.




Entendimentos & Compreensões

De Antônio Figueiredo
Escritor paulista autor da obra 
Recém lançada Voto Distrital - Este Me Representa.
Editora Garcia Edizione - 2016 - SP
#PEDIDOS http://tonifigo1945.com 
Arquivos da Sala de Protheus
ww.epensarnaodoi.blogspot.com.br 

Obs..:
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